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Sexta-feira, 6/2/2009
Comentários
Paulo Moreira


Gente que não lê
Concordo com seu ótimo texto. Dou aulas para alunos de graduação de primeiro semestre em uma universidade americana. Eles leem em média oitenta paginas por semana, só para minha aula. Quando dava aulas em um dos melhores cursos de letras de uma universidade pública no Brasil, os alunos não liam nem cinco. Isso pode mudar, mas muito gradualmente. Conversando ano passado com um casal de amigos de classe média percebi que eles lamentavam que o filho adolescente não era capaz de ler sequer um conto curto para a escola. São pessoas que exercem atividades culturais [fotografia e música], são pessoas inteligentes e interessantes, mas nenhum dos dois lê muito. No Brasil, o arquiteto, o engenheiro, o médico, o administrador [gente de classe média alta] acham que "não precisam" ler, às vezes nem para seus oficios!

[Sobre "Nossa classe média é culturalmente pobre"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
6/2/2009 às
03h27 76.202.163.57
 
Condoleezza Rice?
Condoleezza Rice? Condoleezza estava respectivamente comprando sapatos, assistindo um musical da Broadway e jogando uma partidinha de tenis com Monica Seles em Nova Iorque enquanto New Orleans afundava, não por causa do Katrina, mas por causa da indiferenca criminosa dos neo-liberais republicanos.

[Sobre "A refundação de Obama"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
14/12/2008 às
06h21 76.221.216.4
 
Textos que são oásis
Ana, seus textos são um verdadeiro oásis num mar de bobagens.

[Sobre "Ligações e contas perigosas"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
15/9/2008 à
01h38 75.58.112.44
 
Ignorante, sim; imbecil, não
Oi, Ana. Tive uma professora [nos EUA, pra vc ver como esse tipo infeliz é internacional] que cunhou um termo pra descrever esse tipo de gente: "urban provincials", esse cara que acha que falar do calçamento de Ipanema ou da Oscar Freire é ser cosmopolita. Susan Sontag escreveu um texto muito legal sobre Machado de Assis que ela encerra com um comentário certeiro: o moderno, o universal e o cosmopolita são geralmente termos autoconglaturatórios, feitos para que um infeliz sinta-se superior com relação aos outros. Olha, contra a ignorância existe remédio, agora, contra a imbecilidade... Abs, Paulo

[Sobre "Sabe-tudo dá plantão em boteco paulistano"]

por paulo moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
31/7/2008 às
17h15 201.80.69.179
 
Mais uma dentro
Obrigado, Ana, por esse excelente texto, agradável e despretensioso, que contrasta violentamente com as imbelicidades que infelizmente te cercam - definitivamente, a idiotice é uma epidemia de proporções mundiais. Resta esperar que textos como o seu sirvam como antídoto. Abs, Paulo

[Sobre "Meus segredos com Capitu"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
20/6/2008 às
14h10 128.36.158.198
 
Estômago forte
O estômago tem que ser forte mesmo, Ana. Pior até que a indiferença pelo ensino público é o entusiasmo que muita gente tem pelo ensino privado no Brasil, e por um modelo de ensino privado fajuto, quase caricato. Outro dia escutei um "gênio" dizendo que nós devíamos ter mesmo as universidades todas privadas como nos EUA. Pouca gente sabe, mas a maior parte do sistema americano é PUBLICA, não federal como no Brasil, mas estadual e municipal. E mais, as boas universidades privadas daqui vivem de fundos de investimento construídos com contribuições de alunos - a mensalidade não dá nem para o cafezinho, mesmo porque elas precisam oferecer bolsas aos alunos bem qualificados que não têm recursos próprios. Desculpa ocupar esse espaço com esse tipo de desabafo.

[Sobre "Eu e o cursinho pré-vestibular"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
27/2/2008 às
16h28 128.36.43.161
 
O melhor do Punk
Legal, Luis, deu vontade de ver o filme. A coisa mais sedutora, mais interessante do punk [para mim] era dizer que qualquer um, por mais pé rapado e ignorante que fosse, devia pegar um instrumento musical e começar a fazer música; não para o bem geral da nação ou da Arte, mas para o bem dele mesmo e no máximo dos seus dez amigos mais próximos. As bandas punks "profissionais" obviamente são as que a gente mais conhece, mas de certa forma acho que elas são uma contradição em termos, um paradoxo. O melhor do punk era o seu pior, o mais caseiro, mal-ajambrado, esculhambado - aquelas coisas tão ruins que nem a indústria de consumo [pelo menos naquela época] dava conta. E pouca gente percebe que é preciso uma coragem quase heróica para ser verdadeiramente péssimo, que é uma outra forma de ir além da mediocridade.

[Sobre "Anarquia brasileira"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
27/2/2008 às
16h11 128.36.43.161
 
Yale podcasts
Yale também tem um programa com podcasts de aulas e palestras.

[Sobre "Berkeley Webcasts"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
21/2/2008 às
12h37 128.36.192.69
 
amizades melhores
Ana, se vc acha que ir a Veneza é só uma questão de ver barquinhos, então é melhor ficar em casa mesmo. A imbecilidade das suas "amigas" não tem nada a ver com elas gostarem ou não de viajar. Ninguém deixa de ser imbecil, nem vira gênio por causa de viajar, nem por ter filhos, nem por se casar. Machado nunca viajou nem teve filhos, mas se casou; Guimarães Rosa viajou muito, teve dois filhos e se casou duas vezes. Nada disso tem a ver com as grandezas ou as pequenezas dos dois. Se eu defendesse o uso contumaz de gravatas borboletas como forma de aperfeiçoamento espiritual em nome de Guimarães Rosa ou a proliferação infinita de amantes como forma de inspiração poética em nome de Drummond, isso só me faria mais um do clube da analista de sistemas e da fisioterapia, um clube que parece mais uma legião: os imbecis de carteirinha. Em resumo: acho que vc está precisando de umas amizades melhores. Quem sabe numa viagem?

[Sobre "Se um dia, uma culta viajante..."]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
18/2/2008 à
00h04 76.204.147.51
 
Ninguém é obrigado a ver TV
A solução é muito simples: desliguem a TV! Na minha casa não temos antena nem serviço a cabo há mais de dez anos. O aparelho de TV só serve para ver DVDs que a gente escolhe na vídeolocadora ou na biblioteca. Ninguém morreu, ninguém nem passou mal - vivemos nossas vidas normalmente, exceto pela dose diária de lixo televisivo. Meu filho [tem 6 anos] assiste TV na casa dos avós ou dos amigos e se irrita quando não pode asssistir o começo de um desenho que ele pega pela metade ou repetir uma cena que ele gostou mais. E é bem menos tolerante que os colegas com respeito a certas apelações televisivas. Se ele conversa com os amigos na escola e se interessa, por exemplo, pelo "Ben10", ele assiste uns episódios no site do CN ou, se ele insistir muito, a gente arruma os episódios para ele ver no DVD.

[Sobre "Desligando o Cartoon Network"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
17/2/2008 às
23h41 76.204.147.51
 
A porta abre para os 2 lados
E imagina como os peruanos, por exemplo, se sentem quando os mineiros ficam se gabando de morar nas montanhas, bem aí do alto de um punhado de morrinhos mixurucas...

[Sobre "Mínimas"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
30/1/2008 às
13h36 76.219.88.23
 
É mesquinhez demais
Nunca compartilhei desse entusiasmo todo por Paulo Francis, que para mim desperdiçou talento e inteligência para viver arrotando camarão no circo. Mas concordo com o resto todo e acrescentaria que essa ansiedade toda se deve a uma necessidade de justificar em bases puramente pragmáticas a existência desse mercado todo - que dá cada vez menos lucro. Stanley Fish disse recentemente em um artigo que se as "humanidades" [literatura, filosofia, crítica, etc] fossem mesmo capazes de nos tornar seres humanos melhores, os departamentos da área nas universidades não estariam cheios de gente mesquinha e pequena, gente aliás tão mesquinha e pequena quanto qualquer estádio de futebol ou ônibus lotado de tios, gordos ou magros.

[Sobre "O mau legado de Paulo Francis"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
25/1/2008 às
15h52 76.219.88.23
 
A crítica e o leitor
Abdicando do pensamento crítico e abraçando a entrevista e a reportagem promocional, surge também o que o crítico Alcides Pécora chamou de "glosa da glosa": repete-se o que o artista disse para provar ao leitor que o artista é "o que o artista disse". Mais ou menos como um cachorro que fica rodando, correndo atrás do rabo - e todos os livros e exposições e filmes, sem exceção, são sempre ótimos, é claro. A existência desse artigo, paradoxalmente, nega a inexistência de crítica no Brasil - felizmente. Mas o artigo toca no ponto mais sensível: o que não existe é o veículo que ofereça, com consistência e critério, um espaço para essa crítica encontrar-se com o leitor.

[Sobre "A arte da crítica"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
25/1/2008 às
15h27 76.219.88.23
 
Para irmos além
Luiz, Desculpa ficar enchendo o saco, mas achei que isso seria interessante em vista da nossa conversa. legenda traz uma nota rápida sobre o cara que edita 2 cadernos importantes do NYT - o Review of Books e o Week in Review [uma espécie de retomada analítica das notícias principais da semana]. Note que o cara é conservador [portanto, não tenho a menor simpatia por ele em termos políticos], mas acho que estávamos conversando sobre algo que vai além da posicao política.

[Sobre "O jornalismo cultural no Brasil"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
18/1/2008 às
19h13 128.36.43.111
 
Coisa mais ridícula
Coisa mais ridícula as pessoas ficarem corrigindo as outras na frente de todo mundo, mas quem não resiste a ser ridículo de vez em quando? É boarding, Ana Elisa, não é bording.

[Sobre "Do ridículo (especial aviões)"]

por Paulo Moreira
http://paulodaluzmoreira.blogspot.com
18/1/2008 às
12h26 76.234.98.113
 
Julio Daio Borges
Editor
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