"Em 1990, Daniel Clowes venceu o Homem-Morcego. Sem poderes especiais, nem tampouco armas miraculosas (sequer um cinto de utilidades), Clowes derrubou o Batman, para susrpresa dos americanos, por duas vezes. Naquele ano, o Harvey Award - premiação que reflete os votos de críticos e profissionais - de "Melhor História" foi para Like a Velvet Glove cast in Iron, e não para a barbada Arkham Asylum. Clowes 1x0 Batman. Essa mesma votação consagrou Eightball como a "Melhor Série Nova", desbancando, desta feita, outra bat-barbada, Legends of the Dark Knight. Clowes 2x0 Batman."
Foi por essas exatas palavras que ouvi falar pela primeira vez em Daniel Clowes. O suficiente para causar um curto-circuito na minha curiosidade, só reparado quando vim a ler a edição original da Fantagraphics de Velvet Glove, anos depois. E agora a editora Conrad - leia-se Rogério de Campos e André Forastieri - que já vinha com bons lançamentos, anuncia que vai lançar a versão nacional de Like a Velvet Glove Cast in Iron. Provavelmente o melhor lançamento de quadrinhos estrangeiros no Brasil do ano.

Daniel Clowes faz parte da geração que começou a aparecer em meados da década de 80, e reformou a cara do melhor quadrinho norte-americano. Aquele que esteve nas tiras de jornais no começo do século XX, que esteve entre os super-heróis na 2ª Guerra e que começou a perder o rumo depois da década de 60. Não por acaso, quando a contra-cultura começa a aparecer também nos quadrinhos. Clowes leu ainda adolescente R. Crumb, Gilbert Shelton, Spain Rodrigues, enfim, toda a gang que fez com quadrinhos o que os Beatles fizeram com a música. Sabe-se lá qual o estrago que a leitura de Crumb na adolescência pode causar, é o tipo de coisa que as mães jogam fora em pleno horror quando descobrem que era aquilo que os filhos estavam lendo.

Aquela sensação de estranho | Rafael Lima | Digestivo Cultural

busca | avançada
31816 visitas/dia
1,4 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Terça-feira, 11/9/2001
Aquela sensação de estranho
Rafael Lima

+ de 4800 Acessos
+ 1 Comentário(s)


"Em 1990, Daniel Clowes venceu o Homem-Morcego. Sem poderes especiais, nem tampouco armas miraculosas (sequer um cinto de utilidades), Clowes derrubou o Batman, para susrpresa dos americanos, por duas vezes. Naquele ano, o Harvey Award - premiação que reflete os votos de críticos e profissionais - de "Melhor História" foi para Like a Velvet Glove cast in Iron, e não para a barbada Arkham Asylum. Clowes 1x0 Batman. Essa mesma votação consagrou Eightball como a "Melhor Série Nova", desbancando, desta feita, outra bat-barbada, Legends of the Dark Knight. Clowes 2x0 Batman."
Foi por essas exatas palavras que ouvi falar pela primeira vez em Daniel Clowes. O suficiente para causar um curto-circuito na minha curiosidade, só reparado quando vim a ler a edição original da Fantagraphics de Velvet Glove, anos depois. E agora a editora Conrad - leia-se Rogério de Campos e André Forastieri - que já vinha com bons lançamentos, anuncia que vai lançar a versão nacional de Like a Velvet Glove Cast in Iron. Provavelmente o melhor lançamento de quadrinhos estrangeiros no Brasil do ano.

Daniel Clowes faz parte da geração que começou a aparecer em meados da década de 80, e reformou a cara do melhor quadrinho norte-americano. Aquele que esteve nas tiras de jornais no começo do século XX, que esteve entre os super-heróis na 2ª Guerra e que começou a perder o rumo depois da década de 60. Não por acaso, quando a contra-cultura começa a aparecer também nos quadrinhos. Clowes leu ainda adolescente R. Crumb, Gilbert Shelton, Spain Rodrigues, enfim, toda a gang que fez com quadrinhos o que os Beatles fizeram com a música. Sabe-se lá qual o estrago que a leitura de Crumb na adolescência pode causar, é o tipo de coisa que as mães jogam fora em pleno horror quando descobrem que era aquilo que os filhos estavam lendo.

Com influências assim, era de se esperar que Clowes se transformasse num daqueles infelizes presos no tempo, que passam o resto da vida a tentar transpôr as lições do não conformismo para os mais novos, tal como Angeli e Laerte, brilhantes no que criaram, mas que se renderam a fórmulas. Mas não. Se Clowes aprendeu uma lição, esta foi a de Harvey Kurtzman, o precursor do humor underground e inventor da MAD: "Todo mundo está mentindo", inclusive eu. Seu ceticismo se aproxima mais do cotidiano enlouquecido do cidadão kurtzmaníaco dos anos 50 e dos personagens neuróticos de Jules Feiffer, do que o cada-um-na-sua hippie. Humorista que não poupa nem a própria patota - e nem a si mesmo -, afinal, as boas piadas ainda são mais raras do que os amigos.

Ler uma história de Clowes é como tomar uma aula de pessimismo. Às vezes eu fico com a impressão de que ele é uma pessoa do tipo que renomeia os arquivos que vai apagar com o nome de seus inimigos só para poder ter a satisfação de clicar no botão do "sim" quando o computador perguntar "tem certeza que quer mandar Fulano de Tal para a lixeira?". Num dos primeiros números da Eightball, Clowes fez uma história chamada "I hate you deeply", em que se resume a listar todos os tipos que fazem seu lítio baixar. Depois, numa tentativa de se redimir, tentou "I love you tenderly". Conseguiu achar assunto para falar bem por uma página e meia, depois pediu licença, disse que tinha esquecido alguma coisa na história anterior - e soltou mais veneno. Com tanto nihilismo, não é de se admirar que ele se veja cercado por todos os lados, a ponto de fazer algumas histórias ligadas (de maneira humorística, sempre) a profecias apocalípticas, às diversas formas de fim do mundo, da poluição desenfreada ao ataque alienígena. Há que se perguntar: em que ele acredita? Como ele vê o mundo?

A resposta é um emaranhado de lendas urbanas, mega empresas do mundo corporativo, o deserto de almas da sociedade americana, subcultura pop, tramas policiais, profecias malucas, crimes violentos, teoria da conspiração, tudo bem arranjado de modo a impregnar o leitor com aquela sensação de estranho. Quando Clowes consegue fechar uma trégua com seus objetos de ódio e se foca nesse emaranhado é que atinge os melhores momentos, como em Like a Velvet Glove Cast in Iron (título provisório, Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro). As surpresas escondidas lembram as melhores roteiros de Além da Imaginação, aqueles em que no final a mulher descobria que todos os vizinhos eram mortos-vivos. O desenrolar narrativo parece o de um policial noir, a cada hora incluindo um novo personagem cuja participação é absolutamente imprevisível. As caracterizações tem o olho selvagem dos caricaturistas (definitivamente, Clowes não é do tipo que se apaixona pelos seus personagens). E o estilo de desenho soma a meticulosidade das hachuras cuidadosas com a simplicidade estilizada de quem quase não faz fundos. Estetica e tematicamente Daniel Clowes é um criador pleno; já se livrou da "angústia da influência", o que o converte uma fonte de primeira para estilistas, e diretores de videoclip daquela tevê que é uma M. copiarem, diluirem e espalharem aos quatro ventos como a última bossa. Lembra daquele último filme que te assustou, Felicidade, uma série de histórias bizarras entre pessoas disfuncionais? Adivinha quem desenhou o cartaz...

Mas Clowes teve integridade suficiente para não fazer videogames com seus personagens. Velvet Glove mistura roteiristas de snuff movies, colecionadores de lixo pop, cachorros alterados geneticamente para ficarem sem orifícios, mapas indecifráveis, gurus que lêem o destino em banheiros de cinemas poeira, alienígenas e os desastrados sinais de suas passagens pela Terra, seitas de ocultismo e muita gente esquisita. Clowes se vale brilhantemente daquilo Scott McCloud chamou de closure, conclusão, o envolvimento do leitor na narrativa ao requerer que ele complete a lacuna do que acontece entre 2 quadros subsequentes. Há sequências e sequências de imagens aparentemente desconexas, cuja coerência só vai aparecer com o andar da história, mas que nem sempre ficam completamente esclarecidas - e é aqui que o pulo do gato, porque os significados se multiplicam e se confundem, deixando o leitor com aquela sensação de estranho. E contaminado pela paranóia de Clowes. Não é só um desconforto, é o chegar ao fim, e querer reler para ver se deixou passar alguma coisa, e procurar significados ocultos, e reler, e reler, e reler...

Em tempo: Clowes escreveu o roteiro e Terry Zwigoff dirigiu Ghost World, adaptação para o cinema de sua outra obra-prima. Ghost World trata daquele difícil período da saída da adolescência na vida de duas amigas, Rebbeca e Enid. Acho que a melhor pista de que o filme deve é bom foi saber que por conta de uma peça que pregam, as duas amigas acabam se envolvendo com um loser, um tipinho comum, interpretado por...Steve Buscemi.


A imaginação e o Poder
Luís Carlos Maciel escreveu outro livro sobre a contra-cultura, mais um, acho que o quarto de sua vida. É impressionante como esse povo que chegu à "idade da razão" na década de 60 perece ter dificuldade de se livrar dela. O que teriam Kerouac, Morrison, Hendrix, Warhol e tantos outros que não tiveram escritores, boêmios e artistas de outras gerações, em maior número e melhores? Só quem viveu sabe, se bem que, como lembrou Art Spiegelman, qualquer um se lembra dos anos 60 é porque não os viveu. Repetitivo que seja, Maciel merece ser lido. Primeiro, porque foi um dos pouquíssimos que leu os pensadores mais citados da contra-cultura (McLuhan, Sartre, Leary, Marcuse, Allan Watts, Norman O. Brown, Willhelm Reich, Norman Mailer), muitos no original em inglês, ao contrário das "leitoras de orelhas de Marcuse" que Nélson Rodrigues tanto ironizava. Segundo, porque entendeu e se permitiu um olhar crítico, apesar de ter aceitado a maioria do que cada um propunha, mastigando para os leitores em seus artigos da época no Pasquim, o que lhe valeu o apelido que ele rejeita até hoje de guru da contra-cultura. Terceiro, porque quem faz uma coletânea de textos chamada Nova Consciência só sobre temas da contra-cultura e inclui um artigo sobre Paulo Francis lá no meio merece todo nosso crédito.
As quatro estações, Luis Carlos Maciel, Record, 2001

Grace é um barato
É impossível, depois do dramalhaço Mentiras e Segredos, ver Brenda Blethyn ocupar a tela sem se preparar para uma tempestade de lágrimas, e o início de O Barato de Grace (Saving Grace) promete. Como é que aquela jardineira de meia idade faria para se safar das imensas dívidas que seu marido havia contraído quando em vida, ameaçando inclusive a hipoteca da Liac House? Plantando haxixe em sua estufa é a solução e o mote criativo de um roteiro que não se resume a isso, com hilariantes reações do povoado à novidade, uma daquelas pequenas cidadelas inglesas à beira mar com um castelo e uma igreja medievais para onde dá vontade de se mudar para só passar a vida trabalhando com pesca ou jardinagem, ou talvez sendo o único médico, padre ou guarda da cidade, bebendo sempre no mesmo pub onde o barman está mais preocupado em filosofar do que atender os clientes e me fingir de inglês legítimo imitando a rabugice, a elegância e o nariz empinado deles. Não fosse suficiente para embalar, ainda tem impagáveis achados tipicamente britânicos. É a comédia mais engraçada em muito tempo.

Prazer em conhecer
A C&A cobriu a cidade com out-doors da sua nova coleção primavera-verão. Querem que eu bata. Só pode ser isso.

Lolitas à granel
Com Anita nas Tevês e a garota Sukita nas bancas, parece que finalmente o lolitismo, pelo menos nessa versão light (afinal, são todas maiores de idade) está liberado para o grande público. Boa. Agora só falta eu passar dos 40...



Rafael Lima
Rio de Janeiro, 11/9/2001


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Nos escuros dos caminhos noturnos de Elisa Andrade Buzzo
02. Os Doze Trabalhos de Mónika. 10. O Gerador de Luz de Heloisa Pait
03. Um Oscar para Stallone de Luís Fernando Amâncio
04. Com quantos eventos literários se faz uma canoa? de Ana Elisa Ribeiro
05. Claraboia, o jovem Saramago de Marcelo Spalding


Mais Rafael Lima
Mais Acessadas de Rafael Lima em 2001
01. Charge, Cartum e Caricatura - 23/10/2001
02. A diferença entre baixa cultura e alta cultura - 24/7/2001
03. Sobre o ato de fumar - 7/5/2001
04. Um álbum que eu queria ter feito - 6/11/2001
05. Vendem-se explicações do Planeta dos Macacos - 4/9/2001


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
18/4/2002
10h13min
Olá Rafael Lima. Pude perceber por esse texto que vc compartilha da mesma opinião e admiração que eu tenho por "como uma luva de veludo moldada em ferro", e gostaria de trocar idéias com vc por e-mail, jah q tenho algumas dúvidas sobre a história, e também gostaria de trocar informações sobre detalhes da história que talvez tenham passado desapercebidos pela minha leitura. Por favor, pediria que vc enviasse uma mensagem ao meu e-mail para que possamos nos comunicar obrigado Alexandre Zanier
[Leia outros Comentários de Alexandre Zanier]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




RATS AND GARGOYLES
MARY GENTLE
BANTAM PRESS
(1990)
R$ 30,00



PERSPECTIVAS DA PEQUENA PROPRIEDADE AGRÍCOLA
L. HOFSTETTER
ICEA
(1982)
R$ 10,00



ABAIXO A LIÇÃO DE CASA!
ROSELI BITTAR GUGLIELMELLI
BRASILIENSE
(1995)
R$ 4,90



NOTAS DE ADVOCACIA GRAMATICAL
P. A. PINTO (CAPA DURA)
TYP REVISTA DOS TRIBUNAIS
(1922)
R$ 23,82



DIREITO PROCESSUAL TRIBUTÁRIO
LEANDRO PAULSEN & RENÉ BERGMANN ÁVILA
LIVRARIA DO ADVOGADO
(2005)
R$ 35,00



NO EXTREMO DA TERRA, A ANT?RTIDA
PIERRE AV?ROUS / EDDY KRAHENBUHL
AUGUSTUS
(1996)
R$ 4,00



O SALÁRIO DO MEDO
GEORGES ARNAUD
ABRIL CULTURAL
(1981)
R$ 8,00



O LEÃO - COLEÇÃO ANIMAIS DA SELVA
VÁRIOS
IMPALA
(2008)
R$ 24,00



OBRA ABERTA - FORMA E INDETERMINAÇÃO .. - 10ª ED. - REVISTA E AMPLIADA
UMBERTO ECO
PERSPECTIVA
(2015)
R$ 62,95



GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA
EMILIO RODRIGUÉ
ESCUTA
(1991)
R$ 6,90





busca | avançada
31816 visitas/dia
1,4 milhão/mês