As cicatrizes da África na Moçambique de Mia Couto | Marcelo Spalding | Digestivo Cultural

busca | avançada
28584 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
Colunistas
Últimos Posts
>>> Brandenburg Concertos (1 - 6)
>>> 100 nomes da edição no Brasil
>>> Eu ganhei tanta coisa perdendo
>>> Toda forma de amor
>>> Harvard: o que não se aprende
>>> Pedro Cardoso em #Provocações
>>> Homenagem a Paulo Francis
>>> Arte, cultura e democracia
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
Últimos Posts
>>> João Gilberto: o mito
>>> Alma em flor
>>> A mão & a luva
>>> Pesos & Contra-pesos
>>> Grito primal II
>>> Calcanhar de Aquiles
>>> O encanto literário da poesia
>>> Expressão básica II
>>> Expressão básica
>>> Minha terra, a natureza viva.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Christian Barbosa no MitA
>>> Obama e o oba-oba
>>> E se Amélia fosse feminista?
>>> O que é ser jornalista?
>>> Toda forma de amor
>>> O filósofo da contracultura
>>> Oderint Dum Metuant
>>> Beleza e barbárie, ou: Flores do Oriente
>>> A fragilidade dos laços humanos
>>> A fragilidade dos laços humanos
Mais Recentes
>>> Language Its Nature - Development and Origini de Otto Jespersen, (Prof. Univ. Coppenhagen)./ pela George Allen & UnwinnLtd/London (1949)
>>> El Espejo y La Lámpara: Teoría Romántica y Tradición Clásica de M. H. Abrams pela Eitorial Nova/ Argentina (1962)
>>> Clause Sauf Encaissement de Casimir Pajot pela Librairie Nouvelle de Droit Et de Jurisprudence (1891)
>>> Catolicismo para Leigos de John Trigilio e Kenneth Brighenti pela Altabooks (2008)
>>> Estudos Sobre Sucessões Testamentária de Orosimbo Nonato pela Forense (1957)
>>> Los Caminos Actuales de La Critica (Encadernado) de René Girard/ G. W. Ireland/ Jacques Leenhardt... pela Planeta/ Barcelona (1969)
>>> Instituições de Direito Civil Portuguez de M.A. Coelho da Rocha pela Garnier Livreiro (1907)
>>> Régimen Argentino de la Propiedad Horizontal de José A. Negri pela Arayú (1953)
>>> Enciclopédia de Cultura de Joaquim Pimenta pela Freitas Bastos (1963)
>>> Direitos de Família de Lafayette Rodrigues Pereira pela Freitas Bastos (1945)
>>> Demarcação Divisão Tapumes de Alfredo de Araujo Lopes da Costa pela Bernardo Alves S.A. (1963)
>>> Consultor Civil de Carlos Antonio Gordeiro pela Garnier (1913)
>>> El Derecho de Familia en La Legislacion Comparada de Luis Fernandez Clerico pela Hispano Americana (1947)
>>> Estudos de Direito Civil de Manoel Martins Pacheco Prates pela São Paulo (1926)
>>> Direitos Reaes de Garantia de J.L. Ribeiro de SouSa pela C. Teixeira
>>> Obrigações de Pagamento em Dinheiro (Três Estudos) de Paulo Barbosa de Campos Filho pela Jurídica e Universitária (1971)
>>> Teoria e Pratica dos Testamentos de Manoel Ubaldino de Azevedo pela Saraiva (1965)
>>> Les Groupements D' Obligataires de Albert Buisson pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (1930)
>>> Novo Código Civil Anotado Volume II ( Direito das Obrigações) de J.M.Leoni Lopes de Oliveira pela Lumen Juris (2002)
>>> Curso de Direito Civil ( Volume 6 ) Direito das Sucessões de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (1964)
>>> Curso de Direito Civil ( Volume 5 ) (Direto das Obrigações 2ª parte) de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (1991)
>>> Curso de Direito Civil ( Volume 4 ) Direito das Obrigações de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (2019)
>>> Curso de Direito Civil ( Volume 3 ) Direito das Coisas de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (1991)
>>> Curso de Direito Civil ( Volume 2 ) Direito Família de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (1992)
>>> Curso de Direito Civil ( Parte Geral) Volume 1 de Washington de Direito Monteiro pela Saraiva (1964)
>>> Usucapião de Imóveis de Lourenço Mario Prunes pela Sugestões Literárias S/A
>>> Instituições de processo Civil (Volume VI) de Caio Mário da Silva Pereira pela Forense (2007)
>>> Direito Civil Volume 6 de Silvio Rodrigues pela Saraiva (2004)
>>> O Pensamento Vivo de Einstein (Edição Ilustrada) de José Geraldo Simões Jr.: (Pesquisa e Tradução) pela Martin Claret (1986)
>>> Direito Civil Volume 2 de Silvio Rodrigues pela Saraiva (2002)
>>> Posse o Direito e o Processo de Guido Arzua pela Revista dos Tribunais (1957)
>>> Estudo da Posse e das Acções Possessorias de Leopoldino Amaral Meira pela Livraria Academica (1928)
>>> Acção Possessória de J.M. de Azevedo Marques pela São Paulo (1923)
>>> O Direito de Ação e o Modo de Execê-lo de Ataliba Vianna pela Forense (1969)
>>> O Pensamento Vivo de Darwin (Edição Ilustrada) de Eide M. Murta Carvalho (Pesquisa/Org. Tradução) pela Martin Claret (1986)
>>> Contratos de Seguro de Vários pela Juruã (1990)
>>> O Pensamento Vivo de Darwin (Edição Ilustrada) de Eide M. Murta Carvalho (Pesquisa/Org. Tradução) pela Martin Claret (1986)
>>> Do Seguro Contra Fogo de J. Stoll Gonçalves pela Empreza Graphica (1926)
>>> O Pensamento Vivo de Darwin (Edição Ilustrada) de Eide M. Murta Carvalho (Pesquisa/Org. Tradução) pela Martin Claret (1986)
>>> O Pensamento Vivo de Darwin (Edição Ilustrada) de Eide M. Murta Carvalho (Pesquisa/Org. Tradução) pela Martin Claret (1986)
>>> Seguros Legislação de Nilton Alberto Ribeiro pela Francisco Alves (1974)
>>> Servidões de J.L. Ribeiro de Souza pela Academica Saraiva (1931)
>>> A Vontade Unilateral nos Direitos de Créditos da Acção Rescisoria das Sentenças e Julgadas de Manoel Ignacio Carvalho de Mendonça pela Freitas Bastos (1940)
>>> Dos Defeitos dos Jurídicos na Doutrina e na Jurisprudência de Ulderico Pires dos Santos pela Saraiva (1981)
>>> Condomínio e Incorporações de Caio Mário da Silva Pereira pela Forense (1981)
>>> Condomínio e Incorporações de Caio Mário da Silva Pereira pela Forense (1983)
>>> Manuel de L'Expertise Incendi de L. Lhéritier O. I. pela Librairie de la Construction Moderne (1934)
>>> El Derecho de Revision de Renta en los Arrendamientos Rusticos de J. Martin Blanco pela Revista de Derecho Privado (1954)
>>> Guida Pratica Del Condominio de Oliviero Bosisio pela Milano L. Di G. Pirola (1947)
>>> Posse o Direito e o Processo de Guido Arzua pela Revista dos Tribunais (1960)
COLUNAS

Terça-feira, 5/12/2006
As cicatrizes da África na Moçambique de Mia Couto
Marcelo Spalding

+ de 12500 Acessos
+ 2 Comentário(s)

As feridas da África são profundas: cinco séculos de colonização, escravização do povo, exploração das minas, violências físicas e culturais como apagamento das tradições, dos cultos, das crenças, das línguas e das organizações sociais. Feridas tão profundas quanto antigas que impediram os países não apenas de se projetarem no mercado globalizado internacional como tiraram deles qualquer perspectiva de futuro. De presente.

Vejamos o caso de Moçambique, uma nação que compartilha com nós, brasileiros, a mesma língua e a mesma colonização portuguesas. Em Moçambique - país independente há cerca de trinta anos e em paz há menos de quinze - mais da metade da população é analfabeta, 1,5 milhão de pessoas estão vivendo com o vírus da Aids e a expectativa de vida não supera os 50 anos. Um índice muito comentado por aqui, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano da ONU), sintetiza bem essa realidade: enquanto Portugal ocupa a 28º posição com índice de 0,904, o Brasil está na 69ª posição com um IDH de 0,792 e Moçambique tem um índice que é metade do brasileiro, 0,390, e aparece como o 168º país menos desenvolvido entre 177 países pesquisados.

Fadado ao ostracismo e esquecimento por aqueles que tomam decisões nas cadeiras da ONU ou do Banco Mundial, o país encontrou um meio de expressão na velha e européia literatura, que nas mãos de escritores africanos como Mia Couto ganhou variações formais, novas preocupações, novos conflitos e transformou-se em voz dos milhões de moçambicanos em situação de extrema miséria. Mas não espere de Mia Couto (jornalista, biólogo, ex-militante político e descendente de portugueses) densos romances criticando a condição de vida dos africanos ou acusações contra a colonização portuguesa. Mia evita tratar das questões sociais de seu país de nascença de forma panfletária, combativa ou mesmo direta, prefere o lirismo a que a literatura se permite, a sutil representação de personagens e enredos complexos em textos cheios de ironia, ambigüidade e questionamentos, textos feitos ao gosto do público pós-moderno que compra e lê livros - e que naturalmente não está em Moçambique. Dessa forma, o autor é um dos mais europeus dos africanos e ao mesmo tempo o que talvez mais faça pela situação miserável de seu país desde Vozes Anoitecidas, o primeiro livro de contos, em 1986, até O outro pé da sereia (Companhia das Letras, 2006, 332 págs.), romance lançado agora e com edição também no Brasil.

Romance seguro de autor maduro, O outro pé da sereia consolida a forma Mia Couto de escrever - aqui com menos neologismos e mais espaço para ditos populares -, assim como recoloca a difícil retradicionalização africana no centro da narrativa. A questão fundadora das personagens, tanto do afro-americano que desembarca na Moçambique dos anos 2000 em busca do passado de seus ancestrais quanto dos filhos daquela terra que se esforçam por "inventar uma África" ao gosto do estrangeiro, é descobrir suas origens. Em momento avançado da obra um dos africanos dirá à esposa do estrangeiro: "Nós também não sabemos de onde viemos"; e eis a síntese da dificuldade que têm as pessoas e o país como um todo de se inserir num cenário internacional sem sequer reconhecer suas raízes.

Sintomático dessa busca por raízes profundas é a divisão que o autor faz da obra em duas histórias paralelas, que alternam-se capítulo a capítulo: uma que conta a chegada dos estrangeiros na Moçambique de 2002 e outra com a viagem de um padre português e sua santa abençoada pelo Papa a uma Moçambique selvagem no ano de 1560. Quem liga as duas histórias é uma humilde camponesa, Mwadia, ao encontrar em 2002 a estátua e alguns escritos desse padre, D. Gonçalo da Silveira, e seguir rumo à cidade para abrigar a santa com segurança.

Mas se você já leu o romance sabe que dizer que Mwadia liga as duas histórias é um exagero para uma mente racional como a de nosso leitor ocidental. Mwadia é um fio condutor com o qual o narrador costura (nem sempre de forma evidente, nem sempre de forma feliz) uma teia de acontecimentos, conflitos e personagens, permitindo que a obra trate ao mesmo tempo de política, relações pessoais, identidade, memória, permanência, pertencimento e morte. Nas pouco mais de trezentas páginas desfilam pelo menos dez protagonistas, que se alternam ao longo dos dezenove capítulos, todos com histórias complexas e muita ambigüidade, especialmente em relação a suas origens e personalidades, fazendo com que o leitor navegue em águas revoltas e sem segurança do seu destino.

Fundamental para entender essa teia é ler as epígrafes dos capítulos, que como já é tradicional em Mia Couto são excertos de frases das personagens do romance. Em uma delas está expressa a sina que move o romance, as personagens e também o narrador:

"Eis a nossa sina: esquecer para ter passado,
mentir para ter destino."


Tal sina é muito bem representada em certa cena em que os moçambicanos apresentam para o afro-americano uma árvore conhecida como "a árvore das voltas: quem rodasse três vezes em seu redor perdia a memória, deixaria de saber de onde veio, quem era os seus antepassados. Tudo para ele se tornaria recente, sem raiz, sem amarras. Quem não tem passado não pode ser responsabilizado" (p. 276). Desta forma, esquecer o passado torna-se a única forma de suportar as dores e não abrir ainda mais as feridas, pois os africanos seriam obrigados a reconhecer, por exemplo, que não apenas os brancos escravizaram e mataram os negros como também os negros escravizaram e mataram os próprios negros.

Por isso Mia Couto em sua obra vai além de questões político-sociais contemporâneas: acredita ele que para resolver os problemas moçambicanos - e de resto os problemas do continente - é preciso que o africano reencontre suas origens, suas tradições, seus cultos, suas crenças. Tal posicionamento explica porque em O outro pé da sereia não há apenas a história de Vila Longe e Mwadia no ano 2002, história por si só rica e interessante, mas também, intercalada, a história de D. Gonçalo em 1560: Mia aponta para este período como fundador da identidade africana, mas não para pensar num paraíso negro anterior à presença do branco nem para sugerir o pacifismo da raça negra, e sim para mostrar como a mistura estava acontecendo já àquela época com a presença de indianos, de tribos diversas e cultos diversos ao longo do enorme continente.

Em suma, Mia se nega a inventar uma África exótica e disposta a tudo para voltar a viver como nos tempos idos. Mia se nega a falar de florestas e animais selvagens ou crianças morrendo famintas nas estradas de terra, optando por representar as profundas feridas - mais ou menos cicatrizadas - que perpassam não apenas a nação moçambicana mas todo o continente africano, antes tão explorado e agora tão esquecido pelos racionais e globalizados do ocidente.

Nota do Editor
Leia também "Mia Couto revisitado".

Para ir além






Marcelo Spalding
Porto Alegre, 5/12/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Os Doze Trabalhos de Mónika. 4. Museu Paleológico de Heloisa Pait
02. Amy Winehouse: uma pintura de Jardel Dias Cavalcanti
03. O Hobbit - A Desolação de Smaug de Duanne Ribeiro
04. Rotina, por que não? de Ana Elisa Ribeiro
05. Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 4 de Rafael Fernandes


Mais Marcelo Spalding
Mais Acessadas de Marcelo Spalding em 2006
01. O centenário de Mario Quintana, o poeta passarinho - 8/8/2006
02. Romanceiro da Inconfidência - 10/1/2006
03. Um defeito de cor, um acerto de contas - 31/10/2006
04. As cicatrizes da África na Moçambique de Mia Couto - 5/12/2006
05. A literatura feminina de Adélia Prado - 25/7/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
10/7/2007
13h54min
É difícil ser pessoa expressiva no mundo. Para mim, pessoa não é aquele que existe neste planeta mas, sim, que vive. Viver é compartilhar o seu saber com os outros pois, assim, passa a ser servidor activo e contribuinte valente das necessidades dos outros. Escrever com cultura é o que se quer e as obras do Mia Couto carregam algo disso, desterram o passado, mexem o presente e profetizam o futuro da vida para lá onde vamos. Não é por mero acaso que as ideias do Mia estão aí em todo o mundo a ser lidas como bíblia. Essa forma de escrever que cobre todo o planeta e encanta a todos, nasceu nas mãos dum escritor sábio, valente e único. Esta riqueza literária reside num canto oriental dum país africano miserável que, nos olhos do mundo, o dão o lugar "168". Colonizaram-nos durante séculos e não desenvolveram o país e vêm agora com números estatísticos de que são "superiores" a nós. Que pobreza é esta? Quem nos tornou tão assim, como somos? Parabéns, Mia Couto, pela competência da sua pena e do seu papel.
[Leia outros Comentários de Jorge Julio Manhique]
11/9/2007
07h19min
Orgulho-me por ter o Mia Couto como nosso "compatriota" e também por ele ser um homem que não cansa do trabalho que faz, pois o trabalho é que faz o homem que ele é.
[Leia outros Comentários de horacio uacitela]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A PROMESSA
RICHARD PAUL EVANS
LUA DE PAPEL
(2011)
R$ 16,07



A ESPADA DO PODER
RUTH LANGAN
HARLEQUIN BOOKS
(2005)
R$ 8,94



OBRAS COMPLETAS VOL. 6
A. AUSTREGESILO
GUANABARA
(1946)
R$ 29,40



EXAME INFO DICAS 120 - FOTO PELO CELULAR
VÁRIOS AUTORES
ABRIL
(2013)
R$ 14,00



ARQUIVOS DE ZOOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO VOL II TOMO XXV
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO
(1942)
R$ 158,00



GRANDES LIDERES BENITO JUAREZ
DENNIS WEPMAN
NOVA CULTURAL
(1988)
R$ 4,90



ACTAS DAS 2AS JORNADAS DE CERÂMICA MEDIEVAL E PÓS MEDIEVAL MÉTODO
JOÃO MANUEL DIOGO HELDER CHILRA ABRAÇOS
CÂMARA MUNICIPAL DE TONDELA
(1998)
R$ 60,29



PARA SEMPRE
KIM E KRICKITT CARPENTER
NOVO CONCEITO
(2012)
R$ 44,90
+ frete grátis



BREVE DICCIONARIO ETIMOLÓGICO DE LA LENGUA ESPAÑOLA - 9099
GUIDO GÓMES DE SILVA
ECM FCE
(1995)
R$ 40,00



O PARAÍSO É UMA QUESTÃO PESSOAL
RICHARD BACH
RECORD
(1974)
R$ 10,00
+ frete grátis





busca | avançada
28584 visitas/dia
1,0 milhão/mês