O bom, o ruim (e o crítico no meio) | Rafael Rodrigues | Digestivo Cultural

busca | avançada
37668 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Sexta-feira, 25/5/2007
O bom, o ruim (e o crítico no meio)
Rafael Rodrigues

+ de 6800 Acessos
+ 10 Comentário(s)

Não me considero um crítico, e insisto em não admitir que faço parte dessa categoria. Simplesmente pelo fato de eu ter consciência de que não tenho ainda preparo cultural para me considerar um. Não há nada de errado em admitir e reconhecer isso, não estou menosprezando minha capacidade. Apenas reconheço o fato de eu ainda ter muito que estudar e aprender, se quiser ser um bom crítico. Mas eu resenho livros, e isso é fazer crítica. Ou não?

Graças a Deus, escolho os livros que quero resenhar. Ou, melhor dizendo, eu só resenho o que eu gosto. Não resenho livros que me foram empurrados - até porque, é bom que seja dito, o Julio, nosso infalível editor, não empurra livro em ninguém. E quando eu acho um ruim, me perdoem, vai doer em alguns, mas eu encosto ele.

Qual o mal em se encostar um livro? Colocar ele de lado e nunca mais ler? Não vejo mal algum. "Ah, mas você tem de dizer que o livro é ruim, proteger o leitor!" Não sou Capitão Planeta, meu nome é Rafael e eu gosto de recomendar leituras. Mas é inegável que o crítico deve, sim, criticar quando achar que deve criticar. Não no sentido de que ele olhe para a pilha de livros que tem na escrivaninha, escolha um e diga: "Vou falar mal desse hoje" ou "Hum... A autora é bonitinha, vou falar bem dela". Ou então não gostar de um livro e falar mal. E gostar de outro e só falar bem. Não é assim.

Todo crítico tem o direito de gostar ou não de determinado livro, mas ele não tem o direito de falar mal de uma boa obra apenas pelo fato de não ter gostado dela. Se ele não souber distinguir o que é bom e o que é ruim e separar isso da questão do gosto, ele está perdido. Nem deveria fazer crítica, aliás.

Ainda bem que até o momento não tive a necessidade de falar mal de um livro. Tenho tido sorte com minhas leituras, muitas delas escolhidas de maneira totalmente anárquica, sem critério concreto algum (isso é assunto para outro texto, aliás). Se bem que tem um autor que está na minha estante só aguardando o tempo certo de eu ler os livros dele e falar mal. Porque esse realmente eu acho que é obrigação minha avisar a todo mundo que não presta.

Não estou por dentro da crítica literária brasileira contemporânea. Eu acho a crítica das revistas insossa, sem muita verve, salvo raras exceções. Os críticos que eu leio - e que acho bons - são o Julio, o Fabio (Silvestre), o Jonas (Lopes), o Luis (Eduardo Matta), o Marcelo (Spalding), o Sérgio (Rodrigues), o Paulo (Polzonoff), caras que elogiam quando acham que devem e que apontam as falhas quando acham que devem também. Só que criticar é algo muito subjetivo, alguém diz. Concordo. Afinal, posso elogiar um livro só porque gostei dele, certo? Posso encontrar mais qualidades que defeitos, ou posso maquiar os defeitos do livro. A maior prova disso são as resenhas elogiosas de O código da Vinci (que tem, sim, pontos passíveis de exaltação, mas não é, definitivamente, um livro bom, como foi alardeado por alguns, na época do lançamento).

E é aí que o crítico é pego pelo pé: se eu amanhã resenhar o Código, por exemplo, e dizer que é uma obra de arte, por algum motivo escuso, vão saber que não sou um crítico justo, honesto. Afinal, estaria elogiando um livro que eu sempre disse não ser boa literatura. Minha sorte é que prefiro resenhar Charles Kiefer, Menalton Braff, Ronaldo Correia de Brito, Nicole Krauss, Jonathan Safran Foer e outros tantos que são bem menos lidos do que deveriam ser (os dois últimos até que não, porque foram "vendidos" como "popinhos" aqui no Brasil).

O crítico que elogia o livro do amigo, só porque é amigo, e detona o do inimigo, só porque é inimigo, é um bobalhão. Porque todo mundo vai saber mais cedo ou mais tarde o real motivo da resenha, e isso pega muito mal para o resenhista.

Eu elogio meus amigos quando tenho a certeza de que eles são bons. Quando eu os considero bons. E não vou parar de fazer isso. E se meus inimigos (graças a Deus não os tenho) lançarem um livro bom, vou elogiar sim, claro, com o maior prazer. Um cara que torço o nariz, mas que admiro, é o Jerônimo Teixeira, crítico de literatura da Veja. Porque ele fala mesmo (não sei como estão os textos dele agora, já faz algum tempo que não o leio), gosto da petulância dele. Era o que eu enxergava quando eu o lia (espero que não me chamem de míope). E, mesmo torcendo o nariz, porque ele falou mal de um amigo meu sem motivo algum (olha a mistura do pessoal com o profissional aí...), se eu gostar do livro dele - que estava para ser lançado e espero que seja logo -, vou elogiar (olha a distinção do pessoal com o profissional aí...).

A questão do gosto, da qual falei alguns parágrafos acima, é complicada. Quer dizer, talvez não seja complicada, mas cada um tem uma opinião a respeito. A minha eu já disse: "Todo crítico tem o direito de gostar ou não de determinado livro, mas ele não tem o direito de falar mal de uma boa obra apenas pelo fato de não ter gostado dela."

Meses atrás li e resenhei Um quarto com vista, romance de E. M. Forster. O livro é engraçado, mas a leitura é arrastada até a metade do livro. Só depois é que fica um pouco mais ágil. Mas não é por achar isso que vou afirmar que o livro não é bom. O romance é bem escrito, tem lá suas falhas, mas é bem escrito, e é de uma importância sem tamanho, porque há no livro referências ao movimento feminista, que não tinha ainda força alguma, há no livro críticas à burguesia inglesa e há também uma leve insinuação ao homossexualismo, que viria a ser tema de um outro romance de Forster, décadas mais tarde. Um quarto com vista é um livro bom, e se alguém inventar de provar que não é vai ter que suar bastante (em vão, diga-se de passagem). Não foi um livro que gostei muito de ler, mas é um livro bom e merece ser lido por todo aquele que queira ler uma obra que tem algo a dizer.

Mas é óbvio que o "gostar" pode interferir no juízo de valor do crítico. Ele pode gostar muito de um livro, saber que não é tão bem escrito, mas fazer uma resenha elogiosa sobre ele. A depender de como ele faça isso, tudo bem. Tenho ali um livro do Philip Roth pra ler, o primeiro dele, Adeus, Columbus, lançado recentemente pela Companhia das Letras. Comecei e precisei interromper a leitura. Mas gostei muito do que li até agora, apesar de achar que o jovem Roth quis mostrar ao leitor que ele tinha/tem muito conhecimento. O excesso de detalhes chega a atrapalhar a leitura em certos pontos e a novela fica chata, em alguns trechos.

Eu não gosto de detalhes. Digo, eu não gosto de descrições longas e cheia de detalhes. Mas aprecio bastante quem as consegue fazer, porque fazê-las bem ajuda muito. E Roth faz isso bem. Só que eu não gosto. Mas eu gostei do tema da novela - são seis, se não me engano, no livro, estou me referindo à primeira. Passei o olho pelas outras e percebi que não tem como eu não gostar do livro. Apesar de eu não gostar de certos maneirismos dele.

Discutir e encerrar uma discussão sobre crítica não é a minha intenção. Algumas declarações que você lê agora foram proferidas antes em meu blog, e elas geraram uma discussão que só não foi levada adiante porque tanto eu quanto meus interlocutores temos mais o que fazer. A discussão foi excelente, num nível muito bom (gostaria até de abrir uma exceção aqui e indicar o blog de um deles, o Lucas Murtinho, que me fez quebrar a cabeça para interagir com ele), e espero que, se houver discussão aqui nos comentários, que ela siga da mesma maneira, sem maiores exaltações ou alguém querendo me bater.

Enfim. O papel do crítico, como diria alguém, é a folha do caderno, ou a tela do computador. Ele que seja justo e faça o que for justo. Elogiar quem merece, falar a verdade de quem não tem talento. E ponto.


Rafael Rodrigues
Feira de Santana, 25/5/2007


Mais Rafael Rodrigues
Mais Acessadas de Rafael Rodrigues em 2007
01. O óbvio ululante, de Nelson Rodrigues - 2/11/2007
02. O nome da morte - 16/2/2007
03. Os dois lados da cerca - 7/12/2007
04. História dos Estados Unidos - 29/6/2007
05. O homem que não gostava de beijos - 9/3/2007


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
26/5/2007
11h23min
É isso aí, Rafael; esse é um dilema do crítico, um dilema do leitor em geral. Mas é um dilema que talvez não deva ser solucionado de uma vez e que faz parte do exercício da leitura. Criticar o quê e por quê? Dilemas são bons para manter a mente afiada; é desses impasses que costuma sair a inteligência da boa crítica. Parabéns, véio, pelo texto.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
26/5/2007
15h42min
Caro Rafael, gostei da sua humildade inicial; a humildade é necesária porque abre espaço para a eterna aprendizagem, algo que muitos críticos ignoram. Um bom crítico precisa dominar alguns conhecimentos para o exercício da profissão: gostar de ler; ter bom domínio do idioma (enquanto sistema, enquanto norma e suas variedades lingüísticas); conhecimento de Teoria Literária, de Literatura e de Filosofia (especialmente de Estética); e humildade para reconhecer que não detém o saber absoluto e que ser crítico não é, necessariamente, "falar mal". Só "fala mal" quem quer criar polêmica - não para promover o debate saudável - mas por puro narcisismo.
[Leia outros Comentários de Lúcia do Vale]
27/5/2007
00h35min
Oi, Rafael. Para não dizer que não falei das flores: quem você gosta da literatura brasileira contemporânea? É preciso opinar sobre André Takeda, Marcelo Mirisola, Makely Ka, dentre outros. Eles ainda aguardam recepção crítica que vá além da mera resenha. Abraços do Lúcio Jr.
[Leia outros Comentários de Lúcio Jr]
27/5/2007
22h59min
Caro Rafael, embora não conheça os autores e obras citados, compartilho a sua idéia a respeito dos críticos a respeito de eles serem justos e não passionais em sua crítica. Mas, cá pra nós, criticar uma obra ou autor que são péssimos mesmo e dos quais não gostamos é bom para danar! Adriana
[Leia outros Comentários de Adriana]
28/5/2007
02h40min
Rafael, sempre vi a crítica com uma certa desconfiança, em alguns chega-se a perceber a exagerada irritabilidade com que se dirigem geralmente ao autor e raramente à obra analisada. Acredito que criticar esteja próximo de apreciar, valorar; e os critérios são tão subjetivos quanto singulares. Gostei muito do seu texto e da forma como tratou o tema, porém ficou faltando acentuar a necessária orientação educativa para a crítica, seja para o leitor ou mesmo para o autor em questão. A literatura é consequência de um sistema complexo e os críticos são leitores com um aparato intelectual desenvolvido para apontar determinadas características presentes nesta ou naquela obra. Torna-se necessário separar a informação avalizada dos gostos pessoais e das defecções que as relações de mercado propagaram. Foi muito correto você apontar que só resenha o que gosta, mas haverá quem veja nesta postura as trocas de gentilezas que têm sido prática entre autores e resenhistas em determinados veículos.
[Leia outros Comentários de Carlos E. F. Oliveir]
28/5/2007
08h51min
Oi, Rafael, quanto a falar do que a gente gosta, deixo uma frase do Costa Lima sobre Barthes: "O crítico-espelho não é um crítico (...). Se a minha escrita é fundamentalmente um speculum, é um espelho da minha reação diante do texto, então não estou falando do texto, estou falando de mim a pretexto de falar do texto." Abraços do Lúcio Jr.
[Leia outros Comentários de Lúcio Jr]
28/5/2007
12h43min
Putz! Coloquei dois "a respeito" em poucas linhas. Mas, mesmo assim, o respeito muito. Li novamente o seu texto e gostei ainda mais. Assino embaixo, de novo (pra não dizer de novo, novamente). Abraço, Adriana.
[Leia outros Comentários de Adriana]
19/6/2007
19h45min
Bom texto, Rafael. Um crítico é um avaliador, ele define o valor de uma obra como boa ou ruim; no caso da literatura: se um livro merece ou não ser lido. Isso influencia leitores a buscarem ou não a obra, por isso um bom crítico torna-se referência, é um trabalho ou tarefa muito séria, não existe apenas para detonar ou não um autor e disso você demonstra ter consciência, também de que ainda lhe falta preparo, talvez por perceber a responsabilidade aí implícita. Uma opinião mal dada pode ser percebida por aqueles que lêem, apesar, ou independente, da crítica, mas aqueles que se baseiam por ela dão poder aos que atribuem valor, seria bom as pessoas pensarem nisso... Boa evolução pra você, que chegue a ser um grande e responsável crítico! Abraço, Cristina
[Leia outros Comentários de Cristina Sampaio]
19/6/2007
20h01min
Hoje recebi mais um e-mail a respeito desse texto, a respeito do qual debati bastante com o Rafael. Resumo da ópera: acho-o simplório, esquemático. E pode levar pedrada ainda maior. Acabo de ler no Costa Lima dos anos 70(!) que ele acreditava que ninguém era idiota ao ponto de sair etiquetando livros de "bons" e "ruins"... Cuidado, Rafael. E ele acredita apaixonamente no que diz, pois me perguntou se acho o Mirisola "bom", com certo tom de espanto. Mas vamos parar por aqui. Abraços do Lúcio para todos.
[Leia outros Comentários de Lúcio Jr]
20/6/2007
16h48min
Eu tinha escrito um bom comentário aqui, mas o perdi. O que eu disse foi mais ou menos o seguinte: no texto eu defendi as minhas opiniões. E é óbvio que acredito apaixonadamente nelas. Eu não sei quem é Costa Lima, nunca li nada dele, mas o fato de ele ter mais idade e ter lido mais livros que eu não vai me fazer concordar com ele. No momento, minha opinião é a que está escrita no texto que você, Lúcio, e outras tantas pessoas leram. Se não gostarem dela ou se acharam o texto simplório, pouco me importa. Daqui a 10 anos pode ser que eu pense diferente e que pense diferente da maneira que penso agora. Mas, repetindo, nesse momento, minha opinião é essa. E não tem cânone ou especialista que a faça mudar. Sobre as pedradas, que venham. É pra isso que estou aqui. Mas saiba que elas não vão me ferir, não importa de onde venham...
[Leia outros Comentários de Rafael Rodrigues]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




AMOR E FOME
B. MANSTEIN
EDIÇÕES MELHORAMENTOS
(1971)
R$ 11,00



DICIONÁRIO, PORTUGUÊS - ESPANHOL
PORTO EDITORA
PORTO
(1989)
R$ 16,75



DIÁRIO DE UM BANANA #3: A GOTA DÁGUA
JEFF KINNEY
V&R
(2010)
R$ 10,00



O CATOLICISMO É 1 PLÁGIO?
MAX SUSSOL
IBEA - PARMA
R$ 18,00



LEIS PENAIS E PROCESSUAIS PENAIS COMENTADAS / CAPA DURA
GUILHERME DE SOUZA NUCCI
REVISTA DOS TRIBUNAIS
(2010)
R$ 349,90



A ÚNICA ESPERANÇA
ALEJANDRO BULLÓN
CASA PUBLICADORA BRASILEIRA
(2013)
R$ 4,00



COMPLETE INDIAN COOKING
MRIDULA BALJEKAR E OUTROS
OM
(2005)
R$ 60,00



PRACTICAL ENDODONTICS
EDWARD BESNER, ANDREW MICHANOWICZ
MOSBY
(1993)
R$ 180,00



AMEAÇAS DO PÂNTANO
LALIRIE BRIDGES/ PAULIL ALEXANDER
NOVA FRONTEIRA
(1988)
R$ 4,00



MEMÓRIA POR CORRESPONDÊNCIA
EMMA REYES; HILDEGARD FEIST
COMPANHIA DAS LETRAS
(2016)
R$ 25,00





busca | avançada
37668 visitas/dia
1,1 milhão/mês