Mulheres de cérebro leve | Ana Elisa Ribeiro | Digestivo Cultural

busca | avançada
54051 visitas/dia
2,1 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Missão à China
>>> Universidade do Livro desvenda os caminhos da preparação e revisão de texto
>>> Mississippi Delta Blues Festival será On-line
>>> Tykhe realiza encontro com Mauro Mendes Dias sobre O Discurso da Estupidez
>>> Trajetória para um novo cinema queer em debate no Diálogos da WEB-FAAP
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Entrevista: o músico-compositor Livio Tragtenberg
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
>>> Mas se não é um coração vivo essa linha
>>> Zuza Homem de Mello (1933-2020)
>>> Eddie Van Halen (1955-2020)
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - II
>>> Vandalizar e destituir uma imagem de estátua
>>> Partilha do Enigma: poesia de Rodrigo Garcia Lopes
>>> Meu malvado favorito
Colunistas
Últimos Posts
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
>>> Como elas publicavam?
>>> Van Halen no Rock 'n' Roll Hall of Fame
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
Últimos Posts
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
>>> Alma nua
>>> Perplexo!
>>> Orgulho da minha terra
>>> Assim ainda caminha a humanidade
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Manual prático do ódio
>>> Isn’t it a bliss, don’t you approve
>>> Roberto Carlos:Detalhes em PDF
>>> Olhos de raio x
>>> Os dinossauros resistem, poesia de André L Pinto
>>> Pedro Paulo de Sena Madureira
>>> Fred Trajano sobre Revolução Digital na Verde Week
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> 7 de Setembro
>>> Fazendo as Pazes com o Swing
Mais Recentes
>>> Como Parar O Tempo de Matt Haig pela Harper Collins (2017)
>>> O guia dos curiosos: língua portuguesa de Marcelo Duarte pela Panda Books (2010)
>>> Mentes Geniais: Aumente em 300% a Capacidade do Seu Cérebro de Alberto Dell Isola pela Universo dos Livros (2013)
>>> O Ladrão de Raios de Rick Riordan pela Intríseca (2009)
>>> Tipo Destino: E se sua alma gêmea fosse o namorado de sua melhor amiga? de Susane Colasanti pela Novo Conceito (2013)
>>> Seu Cachorro É O Seu Espelho de Kevin Behan pela Magnitudde (2012)
>>> Os Contos dos Blythes Vol 2 de Lucy Maud Montgomery pela Ciranda Cultural (2020)
>>> O Assassinato de Roger Ackroyd de Agatha Christie pela Globolivros (2014)
>>> Cidade dos Ossos de Cassandra Clare pela Galera (2014)
>>> A Casa de Hades de Rick Riordan pela Intríseca (2013)
>>> Amores impossíveis e outras perturbações quânticas de Lucas Silveira pela Dublinense (2016)
>>> A Marca de Atena de Rick Riordan pela Intríseca (2013)
>>> Will e Will, Um nome, Um Destino de John Green, David Levithan pela Galera (2014)
>>> O Azarão de Markus Zusak pela Bertrand Brasil (2012)
>>> Capitão América: A Ameaça Vermelha de Steve Epting, Mike Perkins, Ed Brubaker pela Panini (2005)
>>> O Fio do Destino de Zibia M. Gasparertto pela Vida e Consciência (1500)
>>> O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux pela Principis (2020)
>>> O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec pela Lafonte (1500)
>>> Coleção folha tributo a Tom Jobim nº8 Tide de Folha de São Paulo pela Mediafashion (2012)
>>> Rostos Do Protestantismo de José Míguez Bonino pela Sinodal/Est (2020)
>>> Coleção folha grandes vozes Fred Astaire nº4 de Folha de São Paulo pela Mediafashion (2012)
>>> Sherlock Holmes – O Vampiro de Sussex e Outras Histórias de Sir Arthur Conan Doyle pela L&PM Pocket (2003)
>>> As pernas de Úrsula e outras possibilidades de Claudia Tajes pela L&PM (2001)
>>> Comer, rezar, amar de Elizabeth Gilbert pela Objetiva (2008)
>>> A vitória final de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2008)
>>> Apoliom de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2005)
>>> O glorioso aparecimento de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> Armagedom de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> Assassinos de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2005)
>>> Nicolae de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> O possuído de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2005)
>>> Profanação de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> O remanescente de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2005)
>>> A marca de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2005)
>>> Comando Tribulação de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2009)
>>> A colheita de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> Deixados para trás de Tim LaHaye / Jerry B. Jenkins pela United Press (2004)
>>> Questões do coração de Emily Giffin pela Novo Conceito (2011)
>>> 1 Litro de lágrimas de Aya Kito pela New Pop (2013)
>>> O lado bom da vida de Matthew Quick pela Intrínseca (2013)
>>> A cidade do sol de Khaled Hosseini pela Nova Fronteira (2007)
>>> Toda sua de Sylvia Day pela Paralela (2012)
>>> Mais escuro - Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian de E L James pela Intrínseca (2018)
>>> Grey - Cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian de E L James pela Intrínseca (2015)
>>> História da Companhia de Jesus no Brasil - 5 volumes de Serafim Leite pela Itatiaia (2000)
>>> A hospedeira de Stephenie Meyer pela Intrínseca (2009)
>>> Crepúsculo de Stephenie Meyer pela Intrínseca (2008)
>>> Material Completo de Estudo Elite Musical de Equipe Elite Musical pela Elite Musical
>>> Lua nova de Stephenie Meyer pela Intrínseca (2008)
>>> Amanhecer de Stephenie Meyer pela Intrínseca (2009)
COLUNAS

Sexta-feira, 13/2/2004
Mulheres de cérebro leve
Ana Elisa Ribeiro

+ de 7600 Acessos
+ 6 Comentário(s)

Muitos livros de pesquisa acadêmica são chatos de ler. Mas se tem um assunto que me fascina, às vezes mais do que a literatura, é a história social da mulher. Eu, que nasci sob esse sexo misterioso, enrolada sobre mim mesma, num abismo interno de entranhas e sentimentos, morro de curiosidade sobre os pesos que carrego nos ombros.

Há pouco estava numa livraria e deparei com uma belíssima coleção de livros sobre a história da mulher. Cada imenso volume tratava de uma época. E quis ter todos eles, a coleção inteira na melhor prateleira de minha estante. Mas não deu. Meu salário não comprava aquela preciosidade editada em Portugal.

Ser mulher tem peculiaridades interessantíssimas. Quando me perguntam sobre minha preferência sobre o sexo do filho que carrego no ventre, sempre me bate certa tristeza, muito misturada ao receio de ver minha filha sofrer certos preconceitos resistentes ao tempo e ao avanço tecnológico.

Desde pequena escuto dois bordões: "não se exponha" e "feche as pernas". Muito curioso que sintam falta em mim de coisas que eu mesma não sinto. Se não gosto de saias, nem de sandálias, nem de maquiagem, então conclui-se que eu seja lésbica. E veja que conheço lésbicas vaidosíssimas.

Os amigos do sexo masculino questionam o que rotulam de "cisma" minha. Dizem, em coro: "não é bem assim, a sociedade mudou". Mas quando ficam sabendo que a gravidez ensejou caretas do chefe, finais de contratos e até mesmo uma ameaça sobre os vencimentos que receberei durante minha licença maternidade, enrugam a testa e quase pedem desculpas.

Absurdo que ainda se pense na mulher como um ser quase inapto. Certa diferença nos estilos é até de agrado, afinal, seria sem graça que fôssemos, homens e mulheres, todos iguais. Não me apeteceria ser um desses machos que cultivam músculos, coçam o saco e arrotam como se fossem animais. Mas não gosto de sentir como se minha competência profissional ficasse comprometida pela gravidez.

Há meses tive o prazer de ler um livro chamado A palavra impressa - Histórias da leitura no século XIX, publicado pela Casa da Palavra, de autoria de Cyana Leahy e Martin Lyons. E do fervor com que fiz minha leitura, colhi a seguinte pérola historiada por Lyons: "a leitura solitária de romances era vista como um perigo para as jovens, e mais ainda para as mulheres casadas, embora a estas fosse permitida uma maior flexibilidade. O discurso médico dominante no período reforçava as crenças patriarcais sobre a necessidade de 'proteger' as mulheres e adolescentes contra os textos perigosos".

Imagine que ser uma jovem leitora ainda não dá camisa a ninguém. Pela vida afora, escutei muitas vezes que devia ler menos, para não ficar louca ou mal-amada. Segundo os mais velhos, uma moça inteligente não segura casamento. E havia, ainda, o risco de que a leitura de romances e de textos técnicos comprometesse minha fertilidade.

O discurso científico, e não apenas o médico, ganhou bons postos corroborando teses muito mais culturais do que empíricas. É interessante lembrar que todo pesquisador é humano, pelo menos neste planeta. E enquanto ser humano, a observação jamais será imparcial. E a pesquisa científica é feita por um observador. Sendo assim, alguém inserido em certa comunidade, cultura, certo reduto, certa "comunidade interpretativa", como diz Stanley Fish.

Lyons continua a aprofundar as "explicações" da ciência acerca da mulher leitora: "A habilidade de leitura das mulheres, pensava-se, era determinada por fatores fisiológicos. As mulheres tinham o cérebro mais leve que o homem, o que as tornava inaptas para tendências intelectuais. A forma do cérebro feminino, segundo essa visão, enfatizava as faculdades intuitivas da mulher, mas limitava seu poder de raciocínio, em comparação com o cérebro do homem. Temia-se que uma sobrecarga das emoções femininas traria como conseqüência um enfraquecimento físico. Altos níveis de estímulo produzido pela leitura de romances seria prejudicial, causando histeria e a perda da fertilidade".

E então fico aturdida já que meu cérebro mais leve deveria impedir certos desenvolvimentos. Além disso, meu raciocínio mais lento não me permite agir com a precisão dum homem. E todos os homens do mundo devem ser de admirável inteligência. Meu físico mais fraco deveria impedir que eu suportasse as dores do parto, por exemplo, enquanto meu irmão surta por um corte no dedo. Sobre a infertilidade... devo confessar que todos os livros que li foram fingimento. Eu apenas andava com eles pelas ruas, pra transgredir. Mas guardava meu sistema reprodutor pra este bebê que me habita.


Ana Elisa Ribeiro
Belo Horizonte, 13/2/2004


Quem leu este, também leu esse(s):
01. 7 de Setembro de Luís Fernando Amâncio
02. Era uma casa nada engraçada de Cassionei Niches Petry
03. Entrevista com a tradutora Denise Bottmann de Jardel Dias Cavalcanti
04. Gerald Thomas: uma autobiografia de Jardel Dias Cavalcanti
05. Have a nice day de Adriane Pasa


Mais Ana Elisa Ribeiro
Mais Acessadas de Ana Elisa Ribeiro em 2004
01. Ler muito e as posições do Kama Sutra - 2/6/2004
02. Autor não é narrador, poeta não é eu lírico - 24/3/2004
03. Em defesa dos cursos de Letras - 6/10/2004
04. Literatura como arte - 25/8/2004
05. Mulheres de cérebro leve - 13/2/2004


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
13/2/2004
14h01min
Ana, parabéns pelo texto. É maravilhoso. Compartilho seu interesse pela história das mulheres. Gosto daquelas histórias onde a mulher, de alguma maneira, pôde vencer o preconceito. Assim, sinto-me um pouco vingada por aquelas que foram violentadas e condenadas a uma vida insípida, no mínimo. Um pouco mais aliviada por viver neste século, sem as aberrações dos anteriores, tive o horror de ouvir de um colega de mestrado que era certo as mulheres trabalharem fora, cuidarem da casa e dos filhos sozinhas, sem a ajuda do companheiro. Afinal, fomos feitas para isso, inclusive fisicamente. Nosso cérebro é leve, mas nossos músculos ainda precisam ser fortes.
[Leia outros Comentários de Adriana Baggio]
16/2/2004
20h33min
Ana, mais um grande texto. Parabéns pelas verdades, pela força e pela nova vida. O Garcia Márquez já dizia que o mundo só não se esfacela devido à atuação sensível e coerente das mulheres.
[Leia outros Comentários de Fabiano Novais]
17/2/2004
22h38min
Ana, olha que coincidência: ouvia eu hoje um programa no rádio, em que um dos convidados lembrava um famoso sermão do Pe. Antônio Vieira sobre a invasão holandesa no Brasil, que tinha gerado uma guerra local com os nossos "donos" portugueses. Pe. Antônio Vieira, então, dirigindo-se a Deus, EXIGIA que Ele fizesse os portugueses ganharem a guerra expulsando os holandeses. E que, se não pudesse fazer isso por ele, Padre, ou por Ele, Deus, que o fizesse por Sua mãe, a Nossa Senhora, uma vez que, se os holandeses vencessem, quem iria cuidar das imagens Dela? O detalhe desta história é que Pe. Antônio Vieira, com essa posição, teve uma postura hoje chamada de feminista, pondo uma mulher acima de Deus e se arriscando perante a Inquisição! Viva o Pe. Antônio Vieira! Viva Nossa Senhora! Viva as mulheres! Abraços e boa gravidez. Bernardo Carvalho (Goiânia-GO)
[Leia outros Comentários de Bernardo Carvalho]
18/2/2004
19h08min
É a primeira vez que leio os seus textos e o tema abordado me deixou fascinada. No momento sou uma estudiosa do percurso histórico da mulher e me instiga, sobretudo, saber qual foi a estrada tomada para chegarmos na contemporaneidade como sendo o segundo sexo (assim como Simone de Beauvoir nos definiu). Abençoado o ventre da mulher. Tenho duas filhas e sei um pouco dos mistérios que nos ronda. Abraço Eliane
[Leia outros Comentários de Eliane Cristina dos ]
25/2/2004
20h44min
Não sou nenhuma feminista, mas há algum tempo, li um texto na internet intitulado “As reflexões sobre Eva”, agora não me recordo o autor nem sua idoneidade, mesmo assim o respeito, e resolvi destacar um trecho que achei interessante “Eva foi criada porque Deus achou que não era bom a solidão do homem, e que o termo usado em hebraico, ‘ezer‘, é um termo de relação e não de subordinação, onde a expressão ‘ezer beneged‘ conota igualdade completa sem domínio ...”. Segundo o mesmo texto, além da nossa formação física que é mais complexa que a do homem, de modo a adaptar nosso corpo à sedução, concepção, gravidez e amamentação, nossa inteligência amadurece mais rapidamente que a do homem, porque muitas das diferenças físicas e psíquicas entre homens e mulheres, seriam atribuídas ao fato dos dois terem sido formados de material diferente: de terra o homem e de osso a mulher, onde algumas gotas de água derretem a terra enquanto que o osso permanece duro com água e demora dias para amolecer. Curioso não? Achei que valia a pena repassar.
[Leia outros Comentários de Cecília Barão]
27/2/2004
02h43min
É a primeira vez que leio um texto seu. Antes de qualquer comentário, quero desejar a você e ao bebê muita felicidade e que ele possa conhecer um mundo sem guerras e com a tão apregada e esperada paz. Meu comentário é pequeno. Mesmo antes de ler seu texto já tinha uma tese formada a respeito do mundo machista que vem imperando desde "Adão e Eva"... mas que, aos poucos, vem perdendo força. Só encontro uma explicação para esse "domínio" masculino: o grande medo que os homens sempre tiveram das mulheres. Só se tenta dominar, mostrar força, quando nos sentimos fracos e/ou ameaçados. No dia em que os homens se livrarem desse medo - talvez descabido -abrirão mais espaço às mulheres e verão que o mundo, como um todo, poderá tornar-se melhor - no mínimo, mais equilibrado.
[Leia outros Comentários de Regina Mas]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




DE OLHO NA CIÊNCIA - O VERDE E A VIDA - COMPREENDENDO O EQUILÍBRIO E O DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO
SÔNIA TOKITAKA E HELOÍSA GEBARA
ÁTICA
(1997)
R$ 13,00



O LIVRO DA 8ª CASA
MARC ROBERTSON
OBJETIVA
(1992)
R$ 12,00



POESIA CARIOCA O RIO, EU E VOCÊS - AUTOGRAFADO
GUTO GRAÇA
FRANCISCO ALVES
(2000)
R$ 10,00



O VENDEDOR DE ESTRELAS
OLAVO DRUMMND
ARX
(2003)
R$ 8,38



O CABELEIRA
FRANKLIN TAVORA
EDIOURO
R$ 5,00



A FORÇA DO ENTUSIASMO
PROF.GRETZ
VIABILIZAÇÃO DE TALENTOS HUMANOS
(2005)
R$ 15,00



A SEDUÇÃO PERFEITA DESTINOS EDIÇÃO 92
PENNY JORDAN
HARLEQUIN BOOKS
(2008)
R$ 6,90



F DE FALCÃO
HELEN MACDONALD
INTRINSECA
(2016)
R$ 20,00



O QUE SEI DE LULA
JOSÉ NÊUMANNE PINTO
TOPBOOKS
(2011)
R$ 23,93



FOLHA VERDE, RASTRO BRANCO. DROGA. TRAFICO E CONSUMO
MARIE AGNÉS COMBESQUE
SCIPIONE
(2002)
R$ 12,00





busca | avançada
54051 visitas/dia
2,1 milhões/mês