Bendito Nelson Rodrigues | Andréa Trompczynski | Digestivo Cultural

busca | avançada
34554 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
Colunistas
Últimos Posts
>>> Banco Inter É uma BOLHA???
>>> Não Aguento Mais a Empiricus
>>> Nubank na Hotmart
>>> O recente choque do petróleo
>>> Armínio comenta Paulo Guedes
>>> Jesus não era cristão
>>> Analisando o Amazon Prime
>>> Amazon Prime no Brasil
>>> Censura na Bienal do Rio 2019
>>> Tocalivros
Últimos Posts
>>> O céu sem o azul
>>> Ofendículos
>>> Grito primal V
>>> Grito primal IV
>>> Inequações de um travesseiro
>>> Caroço
>>> Serial Killer
>>> O jardim e as flores
>>> Agradecer antes, para pedir depois
>>> Esse é o meu vovô
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Por que escrevo
>>> História dos Estados Unidos
>>> Meu Telefunken
>>> Uma Receita de Bolo de Mel
>>> O apanhador no campo de centeio
>>> Curriculum vitae
>>> O Salão e a Selva
>>> Ed Catmull por Jason Calacanis
>>> Por que a Geração Y vai mal no ENEM?
>>> Por que a Geração Y vai mal no ENEM?
Mais Recentes
>>> O Ponto de Mutação de Fritjof Capra pela Círculo do Livro (1990)
>>> Plexus de Henry Miller pela Record (1967)
>>> Uma Questão de Fé de Jodi Picoult pela Planeta (2008)
>>> Vivendo seu Amor de Carolyn Rathbun Sutton e Ardis Dick Stenbakken (compilação) pela Casa Publicadora Brasileira (2017)
>>> O Significado da Astrologia de Elizabeth Teissier pela Bertrand (1979)
>>> Um amor de gato de Glenn Dromgoole pela Publifolha (2002)
>>> Origami & Artesanato em Papel de Paul Jackson & Angela A'Court pela Edelbra (1995)
>>> Gestão de Pessoas de Idalberto Chiavenato pela Campus (2010)
>>> Album de família de Danielle Stell pela Record
>>> Passageiros da ilusão de Danielle Stell pela Record (1988)
>>> Casa forte de Danielle Stell pela Record
>>> Segredo de uma promessa de Danielle Stell pela Record
>>> Enquanto o amor não vem de Iyanla Vanzant pela Sextante (1999)
>>> Relembrança de Danielle Stell pela Record
>>> O Egypto de Eça de Queiroz pela Porto (1926)
>>> Momentos de paixão de Danielle Stell pela Record
>>> Um desconhecido de Danielle Stell pela Record
>>> Uma vez só na vida de Danielle Stell pela Record
>>> O apelo do amor de Danielle Stell pela Record (1983)
>>> Agora e sempre de Danielle Stell pela Record (1985)
>>> O Princípio Constitucional da Igualdade e o Direito do Consumidor de Adriana Carvalho Pinto Vieira pela Mandamentos/ Belo Horizonte (2002)
>>> Histórias Anunciadas de Djalma França pela Decálogo/ belo Horizonte (2003)
>>> Constituição da República Federativa do Brasil de Senado Federal pela Senado Federal (2006)
>>> Eterna Sabedoria de Ergos pela Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael (1974)
>>> Leasing Agrário e Arrendamento Rural como Opção de Compra de Lucas Abreu Barroso pela Del Rey/ Belo Horizonte (2001)
>>> Contratos Internacionais de Seguros de Antonio Marcio da Cunha Guimarães pela Revista dos Tribunais (2002)
>>> Amor de Perdição / Eurico, o Presbítero de Camilo Castelo Branco / Alexandre Herculano pela Círculo do livro (1978)
>>> Carajás de Paulo Pinheiro pela Casa Publicadora Brasileira (2007)
>>> Menopausa de Diversos pela Nova Cultural (2003)
>>> Guia de Dietas de Diversos pela Nova Cultural (2001)
>>> Seguros: Uma Questão Atual de Coordenado pela EPM/ IBDS pela Max Limonard (2001)
>>> O Significado dos Sonhos de Diversos pela Nova Cultural (2002)
>>> A Dieta do Tipo Sanguíneo - A B O AB de Peter J. D'Adamo pela Campus (2005)
>>> Cem Noites - Tapuias de Ofélia e Narbal Fontes pela Ática (1982)
>>> Direito do Trabalho ao Alcance de Todos de José Alberto Couto Maciel pela Ltr (1980)
>>> Manon Lescaut de Abade Prévost pela Ediouro (1980)
>>> A Reta e a Curva: Reflexões Sobre o Nosso Tempo de Riccardo Campa (com) O. Niemeyer (...) pela Max Limonard (1986)
>>> Introdução às Dificuldades de Aprendizagem de Vítor da Fonseca pela Artes Médicas (1995)
>>> Dos Crimes Contra a Propriedade Intelectual: Violação... de Eduardo S. Pimenta/ Autografado pela Revista dos Tribunais (1994)
>>> O Cortiço de Aluísio Azevedo pela Ática (1988)
>>> A Voz do Mestre de Kahlil Gibran pela Círculo do livro (1973)
>>> O Jovem e seus Assuntos de David Wilkerson pela Betânia (1979)
>>> Emília no País da Gramática de Monteiro Lobato pela Brasiliense (1978)
>>> The Art Direction Handbook for Film de Michael Rizzo pela Focal Press (2005)
>>> A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães pela Melhoramentos (1963)
>>> O Grande Conflito de Ellen G. White pela Casa Publicadora Brasileira (1983)
>>> Filosofia do Espírito de Jerome A. Shaffer pela Zahar (1980)
>>> Muito Além das Estrelas de Álvaro Cardoso Gomes pela Moderna (1997)
>>> A Grande Esperança de Ellen G. White pela Casa Publicadora Brasileira (2011)
>>> É Fácil Jogar Xadrez de Cássio de Luna Freire pela Ediouro (1972)
COLUNAS

Quinta-feira, 11/8/2005
Bendito Nelson Rodrigues
Andréa Trompczynski

+ de 6400 Acessos
+ 3 Comentário(s)

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

Meu livro de cabeceira tem sido, há muitos anos, A Cabra Vadia, de Nelson Rodrigues. Alguns têm a Bíblia, outros, Guerra e Paz, eu possuo este, que leio como lêem os crentes os "Salmos de Davi" e digo os mesmos "améns", a cada nova leitura, mais maravilhada.

Todas as noites quando o abro penso que Nelson Rodrigues já disse tudo e muitos não sabem. Para quê tanto escrevemos, para quem falamos, ele já disse tudo. Tentam nos enganar com opiniões aparentemente novas, que, mal sabemos, já eram velhíssimas opiniões do maldito Nelson.

Lia, dia desses, um novo e polêmico escritor tentando balançar as estruturas - perdoem-me a expressão, mas era isto que o jovem escritor tentava fazer, tentava balançar as estruturas - dizendo que as virtudes deveriam ser dissimuladas, que era deselegante as expor. Ah, opinião velha do Nelson, que afirmava os íntegros estarem a toda hora nos atropelando com sua integridade e que não havia uma bondade sem impudor: era preciso escondê-la como a um crime, a virtude nem aos padres de confessionário se deve dizer.

O Arnaldo Jabor, então, coitado. Suga o cadáver de Nelson Rodrigues quando fala do palavrão e de muitos outros assuntos. Nelson já falou, Jabor. Nelson já disse que o palavrão é a doença infantil dos adultos e contou da menina que morreu, e a mãe, que poderia ter rezado, poderia ter gemido, poderia ter chorado, mas se esganiçou em palavras pornográficas, numa época em que o cinema de Jabor ainda não havia feito do palavrão um lugar-comum.

Gritamos contra o racismo, e volta e meia estão as notícias nos jornais, das coisas que, aqui e ali, acontecem sobre este assunto. Mas Nelson percebia e falava naquela época: "Onde estão os negros do Itamaraty? Procurei em vão um negro de casaca ou uma negra de vestido de baile. O Itamaraty é uma paisagem sem negros." Saímos a procurar psicólogos e educadores para pôr rédeas em filhos que a cada dia mais dominam os pais, e Nelson já sabia: "Aquela mãe era capaz de dar razão à surra que tomou do filho. Ela existe aos milhares, existe aos milhões, em todas as terras e em todos os idiomas. É a própria família que atira pela janela todos os seus valores". E seguimos achando bonito as crianças que metem a mão na cara da mãe, do pai, dos avós: "a bofetada da garotinha estalou na cara materna. - Coitadinha, coitadinha!, tias se arremessavam. A menina passou de colo em colo. Numa das vezes chutou o seio de uma tia; meteu a mão na cara da seguinte; e, na imediata, cuspiu na boca. Foi um horror."

Os jovens pensadores e críticos de hoje - ah, os jovens, eis minha "flor de obsessão", aquilo que, segundo Nelson, repetimos à exaustão - dizem que ele era um imoral, um revolucionário, um pornográfico. Soubessem eles que Nelson era um conservador - um conservador! -, que se chocava com coisas tais como a educação sexual nas escolas e com a moda de estarem saindo os padres sem batina a fazerem passeatas, dizia ser um horror a Igreja estar indo "para a frente". E, uma vez, indignou-se por ver artistas segurando cartazes escritos muerte, onde, além de traírem a própria língua, traíam também o humanismo, do qual todo artista deveria ser escravo.

Perguntará um idiota da objetividade: "que é a cabra vadia?". Eu respondo: Nelson descobriu, depois de 42 anos de jornalismo, que todas as entrevistas eram iguais. Mudava, apenas, o tipo do nariz ou do terno do entrevistado. Mas fosse o assunto uma batalha de confete ou Hiroshima, as respostas eram as mesmas. Nunca eles diriam o que realmente pensavam ou sentiam, valia o cinismo gigantesco e a inflexão. Fosse um Zé Mané ou um Bismarck e daria no mesmo. E ele as fez às dezenas, às centenas, às milhares. Descobriu, então: somente numa entrevista imaginária, num terreno baldio, em presença de uma cabra vadia, o entrevistado falaria o que realmente sentia. E assim foi com D. Hélder Câmara, Antônio Callado, políticos, artistas, inimigos ferrenhos, amigos queridos, todos, mortos ou vivos, de quem ele gostaria de ouvir a verdade. Esta é a história da cabra vadia.

Ah, leitor, confesso, eu mesma já comi do cadáver de Nelson Rodrigues. Toda vez que falo dos intelectuais, chupo-lhe o sangue, porque foi ele quem viu primeiro, numa passeata, uma placa num espaço reservado para vinte mil, escrita, acima de qualquer dúvida ou sofisma "intelectuais". Pensava Raul Brandão, que o acompanhava na data: "puxa, tudo isto é intelectual?". Ali estavam, provando que o Brasil tinha uma grande massa de intelligentsia, eram romancistas, críticos culturais, dramaturgos, sociólogos, poetas. Quase se podia chorar de tão bonito. Mas, "engraçado", diz Nelson, "temos tanta inteligência" aqui e até hoje "somos invisíveis para a Academia Sueca". Ganham Prêmio Nobel todo o mundo, menos o Brasil, o Brasil não existe para a Suécia.

Mas, Nelson não era só cinismo e crítica. Em A Cabra Vadia há também os textos que ele escreveu quando morreu o irmão, Mário Filho. Ele se ofusca para apresentar no irmão toda a virtude, a beleza, a bondade: "se ele aparecesse com um passarinho em cada ombro, eu não me admiraria nada, nada." Encontra toda a arte do mundo no texto jornalístico-esportivo do irmão "havia, no seu texto, uma visão inesperada do futebol e do craque, um tratamento lírico, dramático e humorístico que ninguém usara antes. Posso dizer que, desde então, ninguém influiu mais na imprensa brasileira."

Já que nada mais há a ser dito, copiemos o Nelson Rodrigues. Iremos repetir vezes sem fim tudo o que ele já disse, porque nada mais há a fazer. Torço por isso: que sejamos todos um pouco Nelson Rodrigues.

A Resposta
Como Nelson respondia a uma crítica? Com outra crítica? Não, com uma peça inteira! Escreveu Viúva, porém honesta, uma "farsa irreponsável" em três atos, apenas para criar uma personagem representando um crítico de teatro, já que estava furioso com os comentários feitos para sua peça Perdoa-me por me traíres:

- Mas que tipo de função teria Dorothy Dalton, com esse nome de cinema mudo?
- Só vendo. Vem cá, Dorothy Dalton, chega aqui.
- O que é que você sabe fazer? Antes de ir para o SAM [espécie de FEBEM da época] o que é que você fazia?
- Raspava pernas de passarinho a canivete!
- Já sei! Crítico de teatro! Não é escrito e escarrado o crítico teatral da nova geração?

Para ir além






Andréa Trompczynski
São Mateus do Sul, 11/8/2005


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Inferno em digestão de Renato Alessandro dos Santos
02. Desdizer: a poética de Antonio Carlos Secchin de Jardel Dias Cavalcanti
03. 40 com corpinho de 39 de Ana Elisa Ribeiro
04. Mamãe cata-piolho de Marta Barcellos
05. Contos em pianíssimo, de Patricia Maês de Jardel Dias Cavalcanti


Mais Andréa Trompczynski
Mais Acessadas de Andréa Trompczynski em 2005
01. A Auto-desajuda de Nietzsche - 13/10/2005
02. Há vida inteligente fora da internet? - 9/6/2005
03. O lado louco de Proust - 22/9/2005
04. Se o Lula falasse inglês... - 28/7/2005
05. Deus está morto: Severino para presidente - 14/3/2005


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
11/8/2005
11h47min
Oi, Andrea, eu sou mãe do Julio. Acompanho seus textos do Digestivo. Ultimamente entrei no seu blog, adorei as cartas do Juca. Lá pratico também o ingles... Você escreve muito bonito. Um abraço, Carmen
[Leia outros Comentários de Maria del Carmen]
12/8/2005
14h58min
Poxa, e eu que pensei, uns dois anos atrás, em escrever uma história envolvendo um crítico como protagonista! Quanto a dizer o que alguém já disse, o que acontece se voce não sabia que foi dito? Acho que só o que cada um descobre por si tem valor. Talvez não para todos, mas para si mesmo.
[Leia outros Comentários de Ram]
16/8/2005
19h40min
Estou cansado de ouvir dizerem que meus textos já foram escritos, e de melhor forma. Realmente, escrevi coisas e depois li textos que lembravam o que eu havia escrito. Acredito que pessoas possam ter uma mesma visão de mundo, e escreverem coisas parecidas. Se já foi dito, se um conto lembra o outro, não quero nem saber. Importa para mim é meu desejo de escrever determinada história, se ela parece com a de fulano ou sicrano... Recentemente, me surpreendi ao ler um conto que lembrava muito um outro que eu havia escrito algum tempo a trás. O cara era famoso; eu não, e para mim não importa o fato de outro autor ter escrito coisa semelhante e melhor. Ainda escrevo por uma necessidade quase orgânica, e quando faço isso existe apenas eu e o computador e a imaginação, por pior que ela possa parecer. Sinceramente, nunca li Nelson Rodrigues, e se porventura eu um dia vier escrever algum texto que lembre tão cultuado escritor, mesmo nunca tendo lido nada dele, não me importará que suas palavras foram escritas antes das minhas.
[Leia outros Comentários de Emerson Wiskow]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O ATENEU
RAUL POMPÉIA
KLICK
(1997)
R$ 4,00



OS PENSADORES - MARX
KARL MARX
NOVA CULTURAL
(1999)
R$ 22,70



COMO VIVER MAIS E MELHOR - SÓ PARA HOMENS
CRISTIANA ARCANGELI
NACIONAL
(2007)
R$ 25,00



GUIA FACIL DE SAUDE E BELEZA
SILVA,ROSE MARI
EDITORA NATUREZA
(2017)
R$ 52,67



A BRUXA DE PORTOBELLO
PAULO COELHO
PARALELA
(2018)
R$ 10,00



LIGAÇÕES TELEFONICAS ATRAVES DA INTERNET COM CD
LIGAÇÕES TELEFONICAS ATRAVES DA INTERNET CE C
MAKRON BOOKS
(1998)
R$ 14,70



MATEMÁTICA FINANCEIRA
LILIA LADEIRA VERAS
ATLAS
(1996)
R$ 30,00



DIÁLOGOS SOBRE A MÚSICA
WILHELM FURTWAENGLER
MINOTAURO
R$ 18,00



POR AMOR ÀS CIDADES
JACQUES LE GOFF
UNESP
(1998)
R$ 45,00
+ frete grátis



PIÁ, UM BRASILEIRO - CACILDA TICIANELLI MARINO (LITERATURA BRASILEIRA)
CACILDA TICIANELLI MARINO
DO AUTOR
R$ 5,00





busca | avançada
34554 visitas/dia
1,1 milhão/mês