A magia da Pixar | Gian Danton | Digestivo Cultural

busca | avançada
23758 visitas/dia
773 mil/mês
Mais Recentes
>>> Segundas de julho têm sessões extras do espetáculo À Espera
>>> Circo dos Sonhos, do ator Marcos Frota, desembarca no Shopping Metrô Itaquera
>>> Startup brasileira levará pessoas de baixa renda para intercâmbio gratuito fora do país
>>> Filho de suicida, padre lança livro sobre o tema
>>> LANÇAMENTO DO LIVRO "DIALÓGOS DE UM RABINO REFLEXÕES PARA UM MUNDO DE MONÓLOGOS" DE MICHEL SCHLESI
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O dia em que não conheci Chico Buarque
>>> Um Furto
>>> Mais outro cais
>>> A falta que Tom Wolfe fará
>>> O massacre da primavera
>>> Reflexões sobre a Liga Hanseática e a integração
>>> A Fera na Selva, filme de Paulo Betti
>>> Raio-X do imperialismo
>>> Cães, a fúria da pintura de Egas Francisco
>>> O Vendedor de Passados
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Sob o mesmo teto
>>> O alívio das vias aéreas
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES II
>>> Honra ao mérito
>>> Em edição 'familiar', João Rock chega à 17ª edição
>>> PATÉTICA
>>> Presságios. E chaves III
>>> Minha história com Philip Roth
>>> Lars Von Trier não foi feito para Cannes
>>> O brasileiro e a controvérsia
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Poesia sem ancoradouro: Ana Martins Marques
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. Epílogo. Ambaíba
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. Epílogo. Ambaíba
>>> Blog precisa ser jornalismo?
>>> Blog precisa ser jornalismo?
>>> Paulo Coelho para o Nobel
>>> 2008, o ano de Chigurh
>>> Quem é (e o que faz) Julio Daio Borges
>>> Onde fica o interruptor?
>>> Era uma vez
Mais Recentes
>>> A Colônia- (nova Ortografia)
>>> 1356 - 4ª ed. (Nova Ortografia)
>>> História e Arte no Mundo Ibérico - Tempo brasileiro- 184
>>> Limites: três dimensões educacionais - 1ª ed.
>>> Arcanjos e Mestres Ascensos
>>> Mentiras no divã
>>> Never, more forever: a poesia na modernidade, ou Shelley versus Peacock ...
>>> Mistérios Desvelados - Ensinamentos do Mestre Saint Germain
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 25 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 18 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 17 (RARIDADE) - Guerra do Vietnã
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 16 (RARIDADE) - Igraja e Marxismo
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 14 (RARIDADE) - Mulheres, a revolução mais longa
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 13: China - Uma revolução dentro da Revolução - (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Números 9-10 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 7 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Números 5-6 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 3 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Número 1 (RARIDADE)
>>> Revista Civilização Brasileira - Caderno Especial 1: A Revolução Russa - Cinquenta Anos de História
>>> O Homem e o Universo
>>> O Judaísmo- do Exílio ao Tempo de Jesus
>>> Direito Penal - Parte Geral ( V. 7)
>>> O Exército de Cavalaria
>>> The Golden Treasury
>>> Surdez e linguagem- Aspectos e implicações neurolinguísticas (Nova Ortografia)
>>> El Libro Supremo de Todas las Magias - Magia Blanca - Negra - Roja
>>> Rituais e Egrégoras para a Era de Aquário
>>> O Despertar da Consciência
>>> Sic Questões Comentadas
>>> Sic Questões Comentadas
>>> Código Civil - 7ª Edição Atualizada
>>> Fonética e Ortografia - Coleção Linguagem Jurídica vol. 1
>>> Dicionário Jurídico
>>> Introdução Ao Direito
>>> Debate Sobre a Constituição de 1988
>>> Noções de Prevenção e Controle de Perdas Em Segurança do Trabalho 7ª edição revista e atualizada
>>> Vire a Página - Estratégias para Resolver Conflitos 6ª edição
>>> Tópicos de Administração Aplicada à Segurança do Trabalho 9ª edição
>>> Doenças Profissionais Ou do Trabalho 10ª edição
>>> Epidemiologia
>>> Cipa - Comissao Interna de Prevençao de Acidentes uma Nova Abordagem 14ª edição
>>> Prevenção e Controle de Risco Em Máquinas, Equipamentos e Instalações 3ª edição
>>> Os 10 Mandamentos: Princípios Divinos para Melhorar seus Relacionamentos
>>> Mini Código Saraiva Civi
>>> Mini Aurélio da Língua Portuguesa 7ª Edição
>>> Guia da Sexualidade - Reedição Ampliada e Ilustrada
>>> A Rosa do Povo
>>> Quando o Sofrimento Bater à Sua Porta
>>> Cura das Emoções Em Cristo
COLUNAS >>> Especial Steve Jobs (1955-2011)

Segunda-feira, 24/10/2011
A magia da Pixar
Gian Danton

+ de 3800 Acessos

Com a morte de Steve Jobs, tem se falado muito do criador da Aple e idealizador de equipamentos que revolucionaram o dia-a-dia das pessoas, como o I-Phone e o I-pad. Poucos, no entanto, lembram que Jobs teve um papel fundamental na animação: afinal, a Pixar, empresa que revolucionou a área, era de sua propriedade. O livro A magia da Pixar, de David Price (editora Campus) ajuda a superar esse vácuo.

Os que se aventurarem na leitura, deverão ser firmes para superar os capítulos iniciais, técnicos, de maior interesse apenas para quem é da área. O livro se torna interessante exatamente com a entrada de Jobs na história.

Em meados da década de 1980, a Lucasfilm queria a todo custo vender a sua divisão de computação gráfica. O divórcio de George Lucas e sua esposa havia esvaziado os cofres da empresa e Lucas não via muito futuro na geração de imagens por computador. Os executivos acreditavam que o investimento na computação gráfica só poderia ser recuperado graças a um protótipo de um computador para um público restrito. O equipamento ainda não tinha nome. Alguém sugeriu Picture Maker, mas o nome que acabou emplacando era baseado no verbo espanhol pixer (criar imagens). No final, o equipamento se chamou Pixar Image Computer.

Alan Kay, o criador do mouse, lembrou-se de um possível comprador, um multimilionário de 32 anos chamado Steve Jobs. Jobs acabara de ser enxotado da Aple por um executivo que ele mesmo contratara. Ele saíra da empresa levando consigo cinco empregados para criar uma nova empresa, a Next.

Jobs interessou-se pela compra, mas achou o preço alto. Segundo ele, se a Pixar chegasse a 5 milhões, ele compraria. Nesse meio tempo, o setor de computação da Lucasfilm produziu uma cena do filme O enigma da pirâmide, produzido por Steve Spielberg no qual um cavaleiro sai de um vitral para aterrorizar um padre. Mas mesmo assim o setor dava prejuízo e no final a empresa aceitou vendê-la pelos cinco milhões oferecidos por Jobs.

Jobs não percebeu que estava comprando uma empresa de animação. Para ele, tratava-se de uma companhia de hardware: "Jobs desfrutava da reputação de leitor visionário dos mercados do consumidor, reputação conquistada inúmeras vezes. Entretanto, se ele tivesse o mesmo olhar clínico para ler os seres humanos, teria observado alguma coisa inquietante em relação aos homens que acabara de empregar. Ele deveria ter percebido que Catmull e Smith - diretor técnico executivo e vice-presidente, respectivamente, de sua nova empresa de hardware de computadores - não tinham qualquer interesse em hardware", escreve David Price.

Jobs era influenciado pela visão da contracultura de computadores segundo o qual os pequenos computadores poderiam ser instrumentos para a liberdade pessoal. Ele não se cansava de repetir que a Aple era o lugar para as pessoas que queriam mudar o mundo levando o poder para as pessoas através do acesso à informática. Ele estendeu essa visão à Pixar: segundo ele, a computação gráfica começaria na mão dos primeiros usuários, mas logo ganharia impulso em um grande mercado popular.

Quando falava do assunto, ele criava o que muitos chamaram de "campo de distorção da realidade de Jobs": o dom que ele tinha de fazer as pessoas ao seu redor acreditarem em qualquer coisa. Os empregados da Pixar tinham de ser desprogramados após uma visita do dono, pois a capacidade de avaliação delas caia. Eles se sentavam diante dele e o olhavam para com amor nos olhos. Todos na Pixar sabiam que a renderização 3D ainda não estava pronta para os consumidores comuns - era um grande esforço até para os especialistas da Pixar - e nem se tinha certeza de que os consumidores realmente a queriam. Naquelas visitas, no entanto, os técnicos acreditavam no carismático e extremamente entusiasmado Steve Jobs.

Apesar do entusiasmo, Jobs perdia dinheiro a cada ano com a Pixar. Ele chegou a cogitar fechar o setor de animação da empresa (a desculpa para existir um setor de animação era que estas chamariam atenção para os hardwares da empresa). O Oscar para o curta-metragem Tin Toy (a história de um boneco homem-banda que se assustava com um bebê) salvou o departamento, que logo começou a fazer comerciais para tentar gerar alguma receita.

Pouco depois surgiu a proposta da Disney para realizar um longa-metragem. A primeira sinopse tinha como protagonista o homem-banda de Tin Toy. A ideia básica do que viria a ser Toy Story já estava lá: a coisa mais importante para um brinquedo é a companhia de uma criança para brincar. Mas nesse primeiro tratamento, o brinquedo era esquecido num posto de gasolina, encontrava um boneco de ventríloquo e iam parar numa sala de jardim de infância, onde encontram o paraíso e seu final feliz.

Faltava muita coisa. Os dois personagens principais queriam as mesmas coisas, pelos mesmos motivos. Katzenberg, produtor da Disney, sugeriu que o filme seguisse a linha de "48 horas" e "Acorrentados", filmes em que homens unidos pelas circunstâncias e forçados a cooperar acabam se tornando amigos após uma hostilidade inicial.

Com o tempo, os personagens foram tomando suas formas definitivas. Surgiram Woody e Buzz e uma amostra foi exibida para os executivos da Disney, no que foi chamada de sexta-feira negra. A Disney exigiu que a produção parasse até que fosse feito um novo roteiro.

O principal problema estava em Woody, que era uma espécie de tirano dos brinquedos. Numa cena ele sacudia o cão de mola: "Se não fosse por mim, Andy não prestaria a mínima atenção em você!". Em outra cena, ele jogava intencionalmente Buzz pela janela, fechava a cortina e comentava: "Ei, é um mundo de brinquedo comendo brinquedo". Era um personagem antipático, muito longe do líder sábio que apareceria no filme.

Apesar do roteiro estar se ajustando, a produção não era garantida. A Disney alocou um orçamento muito modesto (17 milhões de dólares) e até Jobs achava que iria perder dinheiro com Toy Story. Ele já desperdiçara 50 milhões de dólares com a empresa e concluiu que o melhor era tentar vender. Quando o negócio já estava quase fechado com a Microsoft, ele mudou radicalmente de ideia e resolveu bancar o prejuízo.

As principais fabricantes de brinquedos não se interessaram por Woody e Buzz e o licenciamento ficou nas mãos da pequena Thinkway Toys.

O resultado todo mundo conhece: Toy Story foi um sucesso estrondoso. Jobs fez uma oferta pública de ações da Pixar pouco depois do lançamento do filme e, no final do processo, estava U$ 1,1 bilhão de dólares mais rico - segundo Price, o erro de arrendondamento nesse valor representava praticamente o total de ações da Aple pertencentes a Jobs quando ele deixou a empresa, dez anos antes.

O livro de David Price percorre esse tortuoso caminho do fiasco à fama, mostrando um amplo painel sobre a Pixar. Embora os primeiros capítulos sejam árduos (e o livro não fale de filmes mais recentes, como Up), a partir de determinado ponto, o livro empolga principalmente por mostrar os bastidores de produções que todos aprendemos a amar.

Para ir além


Gian Danton
Macapá, 24/10/2011


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Sebastião Rodrigues Maia, ou Maia, Tim Maia de Renato Alessandro dos Santos
02. Precisamos falar sobre Kevin de Renato Alessandro dos Santos
03. Os Doze Trabalhos de Mónika. 12. Rumo ao Planalto de Heloisa Pait
04. Os Doze Trabalhos de Mónika. 10. O Gerador de Luz de Heloisa Pait
05. Manchester à beira-mar, um filme para se guardar de Renato Alessandro dos Santos


Mais Gian Danton
Mais Acessadas de Gian Danton em 2011
01. Monteiro Lobato, a eugenia e o preconceito - 28/2/2011
02. Hells Angels - 20/6/2011
03. Medo e Delírio em Las Vegas - 9/5/2011
04. Melhores de 2010 - 3/1/2011
05. Leitura e escola - 31/1/2011


Mais Especial Steve Jobs (1955-2011)
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




TRILOGIA DO ASFALTO
DÊNISSON PADILHA FILHO
P55 EDIÇÕES
(2016)
R$ 22,00



QUANDO EM ROMA
GEMMA TOWNLEY
RECORD
(2005)
R$ 12,35



THE TKT COURSE - FIRST EDITION
MARY SPRATT E OUTROS
CAMBRIDGE
(2008)
R$ 84,90



CORAÇÕES FERIDOS
LOUISA REID
NOVO CONCEITO
(2013)
R$ 25,00



VITÓRIA - COLEÇÃO 2ª GUERRA MUNDIAL - VOL. 3
EDITORA ABRIL
ABRIL
(2007)
R$ 15,00



MANGÁ HITMAN - A SEGUNDA TEMPORADA 2
HIROSHI MUTO
SAMPA ARTE / LAZER
(2012)
R$ 14,90



FOLCLORE NORDESTINO - LENDAS E CANTIGAS
ANNA FROTA MENDES
HORIZONTE
R$ 49,90



TERTÚLIA DOS VALES
RAFAEL AVELINO (ORG.)
ALBATROZ
(2018)
R$ 30,00



DOIS CLÁSSICOS - A HORA DO PESADELO INTRIGA INTERNACIONAL
HUGH PENTECOSTE SAMUEL FULLHER
NOVA CULTURAL
(1989)
R$ 8,04



COMO FAZER SUA PROPAGANDA FUNCIONAR
KENNETH ROMAN / JANE MAAS
NOBEL
(1994)
R$ 8,00





busca | avançada
23758 visitas/dia
773 mil/mês