Economistas | Alexandre Soares Silva | Digestivo Cultural

busca | avançada
37668 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Quinta-feira, 17/1/2002
Economistas
Alexandre Soares Silva

+ de 3900 Acessos
+ 24 Comentário(s)

Não, isto não é sobre você. É sempre sobre os outros. Somos nós contra os outros, lembra? Agora se acalma, e me escuta.

Economistas. Um economista é mais ou menos assim. Imagina isto: um grupo de crianças sai para um passeio. Uma delas se interessa pelas estrelas, mais do que por qualquer outra coisa: não que ela decida agora, mas vai acabar se tornando um astrônomo, digamos. Outra se interessa pelas plantas: vai se tornar um botânico. Outra pela praia: decide que vai se tornar um oceanógrafo. (Ou um vagabundo de praia - o que também tem a sua nobreza.)

Mas uma dessas crianças não disse nada, não se interessou muito por nada. No final do passeio, eles decidem passar no supermercado e comprar alguma coisa - sorvete, bolachas. A criança que não se interessou por nada está agora interessada em algo - no preço dos iogurtes. Ela se lembra que os iogurtes estavam mais baratos na semana passada. Subiram 5%. Na cabeça ela faz uma tabelinha sobre a variação do preço do iogurte durante todo o ano. E é isso, é a isso que ela vai dedicar toda a vida. Porque ela só se interessa pela variação do preço do iogurte, vai se tornar - economista.

Esta foi a mais romântica quadrisemana da minha vida
Meu problema com a visão econômica da vida é que ela é feia, feia, feia. Ela é chata, pobre, estúpida. Se a mente de um lepidopterologista é cheia de borboletas, se a mente de um musicólogo é cheia de música, se a mente de um historiador é cheia de batalhas e a de um mitologista de deuses, a mente de um economista é cheia de gráficos, e fotos acinzentadas de caldeiras e instalações industriais e pedaços de bauxita, e molequinhos cheios de graxa no Uzbequistão, e ricos de terno amarfanhado lendo os resultados da terceira septisemana de Agosto, com voz empolada.

Certo, um economista poderia se interessar por outras coisas também - xadrez, música, o que for. Não duvido que isso aconteça. Mas, tendo uma vida à sua disposição, não sabe fazer melhor do que dedicá-la à variação dos preços do iogurte.

Saramago
Depois de tanto tempo de admiração unânime, mesmo se hipócrita, parece que mais e mais vai crescendo a reação contra Saramago. O que é uma bobagem. O que o prejudica é que aparece demais, dá opiniões demais, frequenta o círculo Chico Buarque - Sebastião Salgado vezes demais... Mas não é justo julgar um escritor por suas opiniões - somos todos mais ou menos bestas neste mundo - o que fica é que ninguém vivo escreve a língua com tanta graça, com tanta habilidade, quanto ele. Por mais que se fale em Luis Fernando Verissimo e Millôr Fernandes como os grandes escritores vivos da língua, a verdade é que nos interessamos por eles porque a mente deles é interessante. A mente de Saramago não é - pelo menos pra mim (mesmo antes de ter lido todos aqueles livros e entrevistas, eu já tinha entendido que a tolerância é uma boa coisa); mas nenhuma outra mente tão desinteressante se exprime tão bem.

Diário Crítico
Estou lendo "As Relações Perigosas", de Choderlos de Laclos (quantos outros Choderlos você conhece?). O interessante no livro, acho, é a ambiguidade dos personagens maus (sem aspas - eles são maus), o Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil. Choderlos era bom pai e bom marido, segundo dizem. E o Visconde e a Marquesa são evidentemente horríveis - é óbvio que Choderlos não escreveu o livro como uma "catequese da libertinagem" - que, pelo contrário, influenciado por Rousseau, queria mostrar como é horrível a falsidade de coração, a falta de espontaneidade. E mostrou. E é. Mas também é inegável que os dois personagens, por horríveis que sejam, só podem ser horríveis no grau em que o são porque também têm as suas virtudes - coragem, inteligência, habilidade, sangue frio - e aquilo que os franceses chamam de "panache"- traduzido pelo lexicógrafo M. Didi Mocó como "audácia da pilombeta".

Sim, eles são horríveis. Mas como são admiravelmente horríveis... Ah, essa é a questão...


Alexandre Soares Silva
São Paulo, 17/1/2002


Mais Alexandre Soares Silva
Mais Acessadas de Alexandre Soares Silva em 2002
01. Polêmicas - 29/11/2002
02. Filhos de Francis - 15/11/2002
03. Quem Não Lê Não É Humano - 3/5/2002
04. Psiquiatra declara Japão Oficialmente Maluco - 31/5/2002
05. Grandes Carcamanos da História - 21/6/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
16/1/2002
10h19min
Caro Alexandre Soares, que agora virou também Silva. Você comete uma terrível injustiça com os economistas. Primeiro, como disse o Simonsen, nenhum bom economista é apenas um bom econmista. Segundo, eles, os economistas, vêm conseguindo aquilo em que todos os filósofos fracassaram: melhorar a vida das pessoas. Não seria lindo um mundo sem miséria? Pois é pra lá é que está apontado o timão da economia. O problema do Saramago é que ele é burro demais. Escritor não pode ser burro. Ele até pode escrever bem, contar direito uma história. Mas isso são coisas secundárias para um escritor verdadeiro. Quem tem que escrever bem é jornalista e quem conta história é contador de história. Também estou lendo o livro do Laclos. Pretendo (ou pretendia) escrever uma coluna a respeito. Eles realmente são admiravelmente horríveis. Parabéns pelo texto. Um abraço cordial.
[Leia outros Comentários de Fabio]
16/1/2002
16h10min
Caro Fabio: pode até ser que alguns economistas sejam tão bem intencionados (não duvido, realmente)- mas, fora o objetivo do trabalho deles, é preciso um certo amor pelo assunto em si, não é? E é isso que eu não entendo. Só de pensar nisso, sinto calafrios...Quanto à falta de necessidade que os escritores têm de escrever bem- discordo violentamente (amigavelmente, mas violentamente) de você. Um livro é um objeto, não opiniões. Um livro deveria também, e principalmente, ser encarado como desáine (para não dizer design). Um livro é um ovo Fabergé- o interessante é ver como esta camada se encaixa nesta outra, como este padrão se repete na parte de baixo, como a filigrana da parte de cima continua, quando se abre o ovo, no casco do navio de guerra...Não interessa muito se Fabergé era de esquerda, de direita, se era burro, mentecapto...Saramago é um artista (basta ter ouvidos); que se rebaixe a ter opiniões, é problema dele... Quanto a Laclos- que coincidência! Este ano se comemora (se é que essa é a palavra) 222 anos desde que Valmont seduziu a Presidenta de Tourvel. Vou esperar pelo seu texto pra saber o que é que você acha do livro. Um abraço.
[Leia outros Comentários de Alexandre S. Silva]
17/1/2002
19h28min
Caro Alexandre. Economia é um assunto muito interessante, você devia dar mais chance a ela. Não envolve apenas números. É mais uma ciência humana que exata. Quanto ao ovo Fabergé: pense em Proust, na estrutura de Em busca do tempo perdido que lembra uma obra sinfônica, com sua abertura e temas recorrentes. É brilhante o modo com que ele apresenta logo no início todos os personagens principais do livro, e depois como desenvolve o romance. Mas Proust não escrevia sempre bem: há parágrafos gigantes, divagações aborrecidas, repetições inúteis. Mas sua poesia, os sentimentos que expressa, os estados de espírito que disseca, as conclusões a que chega, isso, a meu ver, é o mais importante. Se Proust fosse burro, mas escrevesse bem, interpretaria de forma bastante clara e totalmente equivocada os pontos mais importantes de nossa condição humana. Um abraço.
[Leia outros Comentários de Fabio]
17/1/2002
22h56min
Desculpem minha intromissão, não sou nenhum letraddo como essas pessoas que ai escrevem, mas é minha opinião: como pode alguem que ganha o Prêmio Nobel de Literatura ser burra? Ou burro sou eu que não estou entendendo o que esta se dizendo, ou só quem sabe tudo de economia,sabe que Saramago não sabe de nada??
[Leia outros Comentários de Amarildo Chaves]
18/1/2002
10h07min
Caro Amarildo, vou me intrometer para responder sua pergunta: o Saramago escreve bem, sabe contar histórias., coisa e tal. Você tem direito de amá-lo ou de odiá-lo. Só não pode, acho, é ter o Nobel como parâmetro de qualidade literária. Lembre-se sempre que o Nobel é, em essência, um prêmio de cunho político, que prioriza autores de tendência à esquerda. Como o Saramago. Há, aliás, na literatura portuguesa, uma briga muito grande entre os críticos, porque muitos acham que quem merecia a laureação era Antônio Lobo Antunes (particularmente, eu concordo com isso). Mas o mais importante, repito, é não levar o Nobel como um parâmetro, assim como o Oscar, você deve saber, não é parâmetro para se qualificar filmes. Abraço.
[Leia outros Comentários de Paulo]
18/1/2002
11h06min
Alexandre, você é engraçado!! Ah! Ah!. O problema da economia definitivamente não é o da variação dos preços e sim explicar como e porque o cara que pega seu filho de manhã, às 7:00 horas, faz isso regularmente, dia após dia. E em que situações ele deixa de fazê-lo e por que. Economia é o estudo de um sistema complexo em que motivações individuais e pressões coletivas se combinam. Ninguém decide ser economista quando criança. Aliás, a maioria das pessoas faz economia mas não vira economista. Um abraço.
[Leia outros Comentários de Jose Maria Silveira]
29/1/2002
00h11min
O amigo José Maria Silveira tocou no xis da questão... Nem todo mundo (eu diria, uma minoria) que estuda economia torna-se economista. Antes de mais nada, o economista (o verdadeiro, não os mercadantes e zélias da vida...) é uma mistura de filósofo e sociólogo (ooops...) que conhecem um pouco de matemática.
[Leia outros Comentários de Celso]
29/1/2002
16h10min
Por tão pouco, me chamar de Catilina, ó Celso? O xis da minha questão era que não consigo compreender como alguém pode dedicar uma vida (principalmente os que acreditam que só têm uma) à economia. Como também à cartolagem, à função de síndico, ou à coleção de latinhas de cerveja. Pode ser que vocês entendam, mas eu não. By the way: é "Quosque tandem", não "Qousque tandem", como tenho certeza que você sabe.
[Leia outros Comentários de Alex]
29/1/2002
19h03min
"By the way: é "Quosque tandem", não "Qousque tandem", como tenho certeza que você sabe" na verdade gente... o correto é Quo usque tandem... como vocês podem ver, sei mesmo!
[Leia outros Comentários de Celso]
29/1/2002
23h46min
"Quosque" ou "Quo usque" (que é a forma usada por Cícero, mas não a tradicionalmente citada) mas nunca "qousque", Celso. Mas eu sabia que você sabia. Você não esperava que eu fosse tão magnânimo que deixasse de mencionar a sua distação, esperava?
[Leia outros Comentários de Alexandre S. Silva]
30/1/2002
09h24min
Quanto pernosticismo nesta querela latina!...
[Leia outros Comentários de Paulo]
30/1/2002
11h29min
A grafia indicada pelos melhores dicionários de latim é "quousque", tudo junto.
[Leia outros Comentários de Rafael Azevedo]
30/1/2002
12h46min
Caro Alexandre, você não entende como alguém possa se interessar por economia como não entende como alguém possa ser astrônomo ou interessar-se por nanotecnologia. Economia é fascinante para quem ultrpassou um certo limiar de percepção de sua natureza sistêmica. Você por exemplo não gostaria de entender o porquê das pessoas na Argentina acharem que têm direito aos dólares que ela julga serem delas? Não é fascinante?
[Leia outros Comentários de José Maria Silveira]
30/1/2002
12h55min
Alexandre, que tal largar o latim um pouco e estudar economia? A discussão ficará certamente muito menos pernóstica. Veja a importância de saber economia: Noam Chomsky em sua entrevista ao Milênio cometeu vários erros crassos que evidenciam sua total incapacidade de entender rudimentos de economia. Sendo ele um gênio da linguística, resta uma dúvida: ou economia é mesmo difícil ou ele não quer apreender, para não perder a postura radicalóide chic. Apreender economia é transpor uma porta do realismo lúgubre. Um abraço
[Leia outros Comentários de José Maria]
30/1/2002
16h36min
José Maria: quanto ao pernosticismo- alguém tem que continuar carregando a tocha neste mundo de Alexandre Frotas, não é? Certamente não se pode acusar o mundo de ser excessivamente pernóstico- não este mundo de gente que usa boné virado pra trás. Como eu olho à minha volta e não vejo ninguém mais tentando ser pernóstico, eu aceito a função como minha, até que uma era melhor volte. Mas Noam Chomsky...Não acredito que você queira dizer que todos os artigos e palestras dele são meras "posturas"- no mínimo conceda que ele é morbidamente sincero e honesto. Não vi a entrevista do Milênio, e mesmo se visse, como você sabe, não saberia distinguir um erro econômico de um acerto. Mas não será que "erro", em economia, pelo menos neste contexto, não é uma questão que depende de que lado você está nesse jogo de tênis? O que o Roberto Campos chamaria de erro é a mesma coisa que o Galbraith chamaria? O saque bem-dado de um jogador de tênis pode ser chamado de erro ("Out!") pelo outro jogador, mas cabe ao juiz decidir, não é? Em outras palavras- quem é o juiz?
[Leia outros Comentários de Alex]
31/1/2002
10h00min
Não mesmo. Ao mesmo tempo que existe divergência legítima sobre as visões para o desenvolvimento futuro, há um razoável consenso sobre as questões fundamentais de economia, pelo menos o reconhecimento da interdependência, complexidade e fragilidades sistêmicas. Ninguém tem direito a críticas primárias. Isso não é Chitãozinho e Chororó versus Axé. Aqueles meninos do mercado financeiro que dizem : "A Argentina cresceu bem no começo, depois veio o governo e gastou, ...isso explica a crise" são tão estúpidos quanto o Chomsky, dizendo que patentes impedem o desenvolvimento econômico e que multinacionais formam um poder paralelo incontestável (ou constestável apenas por outsiders). A imagem do tênis é ruim: jogar tênis bem é muito difícil, é quase um dom. Divergir em economia depende de análises com base em uma sólida fundamentação de como o sistema funciona. É muito pouco uma questão de vontade política ou ideológica.
[Leia outros Comentários de Jose Maria]
31/1/2002
15h09min
Há anos eu não via tantas citações em Latim. Teria a parideira da "última flor do Lácio" sido ressuscitada pelo Governo FHC? Aprendamos, pois, "inter alia": Errare humanum est. In medio virtus. Si vis pacem, para bellum! Veni, vidi, vici! Sine ira et studio. Delenda Carthago! INRI - Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum. RIP - Requiescat in pace. Post scriptum: Valeu, meu professor de Latim. Ainda me lembrei de algumas frases depois de 30 anos.
[Leia outros Comentários de Félix Maier]
31/1/2002
15h19min
Vamos continuar com a imagem do tênis só mais um pouquinho. Tudo o que eu sei é que me aproximei um pouco da quadra para dizer que achava o jogo muito chato; você diz que eu deveria aprender o jogo, e me dá como exemplo negativo o Chomsky, seu adversário, que é tão ruim que acabou de sacar pra fora; eu (que admiro Chomsky, mas isso não vem ao caso) digo apenas que seria melhor consultar um juiz, que a decisão não pode depender só de você; você diz que isso é absurdo, que regras são regras e isso não depende de opinião, só um cego não vê que a bola caiu quase um metro pra fora da área de saque; e eu digo que tudo bem, se não há juiz, não há juiz, mas continuo dizendo que acho o jogo muito chato.
[Leia outros Comentários de Alexandre S. Silva]
31/1/2002
16h23min
a solução para o problema é simples... se a bola caiu fora da quadra a um metro da linha (e supondo que os jogadores conheçam as regras...) ou não é preciso nenhum juiz ou um dos jogadores é desonesto... geralmente pseudo socialistas como Chomsky, que fala bobagens pseudo-economicas para agradar e cativar seus seguidores e não por crença, questionam a bola fora como dentro, para ganhar tempo e quem sabe a razão. vamos falar de jogadores honestos e que conheçam as regras... não precisa de juiz. Admirar Chomsky como linguista é louvável (ainda que há linguistas que refutem suas teorias). Admirar Chomsky como pensador econômico, é infantil. A decisão não depende de juizes. depende de fatos. e contra fatos, não há argumentos.
[Leia outros Comentários de celso pinheiro]
31/1/2002
17h08min
Chomsky nem sequer é meu debatedor. O fato dele falar de economia revela a profunda doença do boné virado para trás de quem acha que Cassia Eler cantou, Frida Kalo pintou algo e que Paulo Coelho escreve. Economia é para ser chato!!!!
[Leia outros Comentários de Jose Maria]
31/1/2002
18h03min
é por isso que eu jogo golfe... não tem juiz... cada um conta seus pontos... e o desonesto só joga uma vez...
[Leia outros Comentários de celso pinheiro]
15/2/2002
13h17min
Houve economistas que se interessaram por outros assuntos que não ipecês e igepeemes de iogurtes. Mário H. Simonsen foi um deles, gostava de ópera, até arriscou um dueto com Placido Domingo. O problema do economista é carregar uma maldição eterna, por conta das artimanhas do demo que criou o "vil metal" - hoje mais virtual porém não menos letal. Por isso, não é mera coincidência o Dia do Economista ocorrer no dia 13 de agosto.
[Leia outros Comentários de Félix Maier]
27/5/2004
19h34min
Só volto aqui, dois anos e meio depois, para dizer que sobre Chomsky eu estava vergonhosamente errado. Vergonhosamente, vergonhosamente. Faz muito tempo "seu Chomsky!" é o pior xingamento do meu vocabulário. Vocês é que estavam certos. So there.
[Leia outros Comentários de Alexandre Soares]
24/7/2009
13h43min
Cinco anos depois, Chomsky ainda tem seguidores econômicos...
[Leia outros Comentários de celso pinheiro]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MOLEQUES DE RUA AS AVENTURAS DE JOÃO PÃO, UM MENOR ABANDONADO
ROBERTO FREIRE
MODERNA
(1997)
R$ 6,00



OS GRANDES PROFETAS
NOVA CULTURAL
NOVA CULTURAL
(1985)
R$ 16,00



NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS E A GLOBALIZAÇÃO
CELSO CLAUDIO DE HILDEBRAND E GRISI
LTR
(1999)
R$ 28,00



LADYBUG - CORES DA AVENTURA
CIRANDA CULTURAL
CIRANDA CULTURAL
(2016)
R$ 8,90



OAB: DIREITO EMPRESARIAL
ANDRÉ LUIZ SANTA CRUZ RAMOS
ED. JUSPODIVM
(2012)
R$ 29,91



ENQUANTO O DIABO COCHILA
DELCIO MONTEIRO DE LIMA
LIVRARIA FRANCISCO ALVES
(1990)
R$ 7,00



PORTUGUÊS 2 TODA A LISBOA E ARREDORES 153 FOTOGRAFIAS A CORES
XAVIER COSTA CLAVELL
ESCUDO DE ORO
(1986)
R$ 35,00



BRASIL: EM COMPASSO DE ESPERA - PEQUENOS ESCRITOS POLÍTICOS
FLORESTAN FERNANDES
UFRJ
(2011)
R$ 44,00



UMA EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE - TEXTOS MARGINAIS
PAULO FREIRE
FIRMEZA
(1974)
R$ 51,85



I HAVE LANDED
STEPHEN JAY GOULD
HARVARD UNIVERSITY PRESS
(2011)
R$ 160,00





busca | avançada
37668 visitas/dia
1,1 milhão/mês