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Sexta-feira, 10/4/2020
Nos porões da ditadura
Luís Fernando Amâncio

+ de 1600 Acessos

Eu já disse neste espaço: o problema do Brasil é a barata que nós vimos na cozinha, ignoramos, e que hoje nos sorri para do sofá, comendo chips e assistindo algum anúncio de ômega 3. Não tem essa de culpar a polarização ou a “difícil escolha de 2018”.

Vivemos atualmente uma pandemia, situação dramática e inédita em nossas vidas. E até isso conseguiram grenalizar. “É uma gripezinha, só vai morrer velho que já tem a saúde debilitada”, desdenha o chefe do executivo. Pronto, agora sua fanbase ataca a ciência, levantando teorias conspiratórias e acreditando nas palavras de lunáticos, incluindo o patrono deles, aquele que, dizem, “tem razão”. Taí a "ideologia da cloroquina" que não me deixa mentir.

Tenho saudades dos tempos em que a oposição entre direita e esquerda estava concentrada nas discussões sobre o tamanho do Estado e a importância das privatizações. Havia princípios, questões realmente ideológicas.

Agora, infelizmente, a coisa descambou para a irracionalidade. A ponto de, em nome da posição no espectro político, tentarem relativizar a atuação da ditadura militar no Brasil. Com um argumento sem qualquer respaldo histórico (não havia perigo algum de golpe comunista em 1964, PAREM DE PASSAR VERGONHA!), suavizam uma série de crimes cometidos pelo Estado brasileiro nos anos de chumbo.

Houve violências contra liberdades individuais, perseguições políticas, torturas. Não dá para passar pano. Foi um período triste e é muita falta de empatia ignorar a dor das famílias que passaram por esse trauma. Alguém que idolatra um torturador deveria ser digno de desprezo. Mas, no Brasil de 2020, eles recebem mandatos políticos.

É para que essa história não seja esquecida que a Cartola Editora organizou a antologia Nos Porões da Ditadura, que se encontra em processo de financiamento coletivo. O livro reúne contos de diversos autores que, com base em registros documentais, criaram relatos literários sobre o período. Participo da antologia com o conto “Tio Carlos”.

O golpe civil-militar de 1964 completou 56 anos. Não é surpreendente que nossa fragilizada democracia assista o crescimento de exaltações ao regime ditatorial. Por isso, o projeto da Cartola Editora ganha relevância, mesmo nesse contexto de pandemia. É cada vez mais importante enfatizar: tortura não se relativiza. Crimes do Estado devem ser denunciados e, sobretudo, jamais comemorados.

É possível que, quando você ler este texto, o financiamento coletivo esteja encerrado. Uma pena, sua contribuição seria útil, mas tudo bem. O link do projeto é este. Após seu lançamento, a obra estará disponível para compra no site da Amazon. Nos ajude a propagar essa ideia. Um torturador não pode ser herói nacional.


Luís Fernando Amâncio
Belo Horizonte, 10/4/2020


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