Crítica literária ainda existe? | José Castello

busca | avançada
63094 visitas/dia
2,3 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Série Brasil Visual tem pré-estreia neste sábado no RJ e estreia dia 25/6, no canal Curta!
>>> Thiago Monteiro apresenta seu primeiro álbum autoral “Despretensioso”, em Rib. Preto - 25/06
>>> DIADORIM | NONADA SP
>>> Porto Blue Sound, festival de música gratuito chega a Belo Horizonte em julho
>>> Projeto Memória leva legado de Lélia Gonzalez ao CCBB BH
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pulsão Oblómov
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jensen Huang, da Nvidia, na Computex
>>> André Barcinski no YouTube
>>> Inteligência Artificial Física
>>> Rodrigão Campos e a dura realidade do mercado
>>> Comfortably Numb por Jéssica di Falchi
>>> Scott Galloway e as Previsões para 2024
>>> O novo GPT-4o
>>> Scott Galloway sobre o futuro dos jovens (2024)
>>> Fernando Ulrich e O Economista Sincero (2024)
>>> The Piper's Call de David Gilmour (2024)
Últimos Posts
>>> O mais longo dos dias, 80 anos do Dia D
>>> Paes Loureiro, poesia é quando a linguagem sonha
>>> O Cachorro e a maleta
>>> A ESTAGIÁRIA
>>> A insanidade tem regras
>>> Uma coisa não é a outra
>>> AUSÊNCIA
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
>>> Guerra. Estupidez e desvario.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Uma certa inocência
>>> A TV é uma droga
>>> Arroz com rapa
>>> No TV
>>> A Onda de Protestos e o Erro de Jabor
>>> São Francisco Xavier I
>>> O Código de Defesa do Consumidor e Maradona
>>> Gerald Thomas: cidadão do mundo (parte I)
>>> Meu Sagarana
>>> Enquanto agonizo, de William Faulkner
Mais Recentes
>>> Análise Do Caráter - Volume 4 de Wilhelm Reich pela Martins Fontes (1998)
>>> Curral Novo (Romance) de Adalberon Cavalcanti Lins pela São José (1958)
>>> Biodisponibilidade De Nutrientes de Silvia Maria Franciscato Cozzolino pela Manole (2005)
>>> Halo: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras Do Ceu E de Alexandra Adornetto pela Agir (2010)
>>> Principles of the theory of solids de J. M. Ziman pela Cambridge University Press (1969)
>>> 1968 O Ano Que Não Terminou: Aventura De Uma Geracão de Zuenir Ventura pela Objetiva (2013)
>>> Dinheiro: Os segredos de quem tem de Gustavo Cerbasi pela Sextante (2024)
>>> Nuclear Physics de Irving Kaplan pela Addison-Wesley (1964)
>>> Coisas Maiores de Steven Furtick pela Inspire (2021)
>>> Oscar Wilde: A Biography de Richard Ellmann pela Penguin Canada (1988)
>>> Ordem e Progresso de Philip Murdoch pela Lan (2018)
>>> A Importância Do Ato Ler de Paulo Freire pela Cortez (1998)
>>> A Revolução Dos Bichos de George Orwell pela Companhia Das Letras (2007)
>>> Autoridade na Oração de Dutch Sheets pela Lan (2018)
>>> Profetas Modernos de Shawn Bolz pela Chara (2018)
>>> Peregrinos da eternidade de A.W.Tozer pela Hagnos (2021)
>>> A Vida Crucificada de A.W.Tozer pela Vida (2021)
>>> Honrando ao Senhor com nossos bens de Luciano Subirá pela Orvalho (2005)
>>> Descobrindo Crianças: Abordagem Gestáltica Com Crianças E Adolescentes de Violet Oaklander pela Summus (1980)
>>> Físico Química. Para As Ciências Químicas E Biológicas - Volume 1 de Raymond Chang pela Mc Graw Hill (2008)
>>> Laikos de Dag Heward-Mills pela Parchment House (2006)
>>> Mundos Invisíveis de Marcelo Gleiser / Frederico neves pela Globo (2024)
>>> Sinais E Sistemas Lineares de B.p. Lathi pela Bookman (2024)
>>> A Alma Do Líder de Ken Blanchard pela Garimpo (2009)
>>> Comentários Científicos de Êxodo de Robson Rodovalho pela Sara Brasil Edições (2018)
ENSAIOS

Segunda-feira, 29/8/2011
Crítica literária ainda existe?
José Castello
+ de 11900 Acessos
+ 5 Comentário(s)

Em Ribeirão Preto, participo de uma mesa de debates organizada pela Oficina Cândido Portinari. Tenho a honra de dividi-la com Luiz Costa Lima, um de nossos mais importantes teóricos da literatura. E a sorte de ter a nosso lado um mediador de luxo: o escritor Menalton Braff.

O tema que nos oferecem: "crítica literária". Falamos em crítica e logo pensamos em avaliações, aferimentos, aprovações ou reprovações. Atitudes ― mais de julgamento, que de interpretação ― que, em geral, são apresentados como crítica. Não falo, também, dos escritos irônicos, rancorosos, ou sarcásticos que, muitas vezes, são confundidos com a crítica. Não passam de desabafos, maledicências, rancores, jogadas de grupos. Nada mais.

Enfim: os organizadores do evento de Ribeirão Preto vêem a mim e a Costa Lima como dois praticantes da "crítica literária". Mas será? Viajei para Ribeirão me perguntando se tal coisa, "crítica literária", ainda existe mesmo. Para pensar melhor, reli durante a viagem um precioso artigo de Flora Süssekind, "Rodapés, tratados e ensaios", guardado em Papéis colados, livro que editou pela UFRJ em 2003.

A crítica literária "de rodapé" proliferou no Brasil em meados do século XX. De seus grandes nomes, apenas um, Wilson Martins, que foi durante muitos anos colunista do "Prosa & Verso", d'O Globo, chegou ao século XXI ― faleceu em 2010. O advogado e jornalista Álvaro Lins morreu em 1970. Pintor, poeta e tradutor, Sérgio Milliet faleceu em 1966. O jornalista e ensaísta Otto Maria Carpeaux, em 1978. O historiador Sérgio Buarque de Holanda, em 1982. Professor e pensador católico, Tristão de Athayde morreu em 1983. Homens do século XX. Posso concluir: crítica literária, atividade do século XX também.

A diversidade de formações me sugere um único atributo que os aproximava: a não-especialização. Na verdade, o mais importante entre todos os críticos de rodapé, o professor universitário Antonio Candido, nascido em 1918, ainda está vivo e muito lúcido ― como tivemos a oportunidade de verificar na Flip deste ano, em Paraty. Em sua fala, Candido, que foi durante longo tempo professor de Teoria Literária na USP, recordou que lhe coube introduzir a crítica literária, antes praticada apenas nos jornais, no meio universitário.

No ano de 1951, o ensaio de Flora me ajuda a pensar, Afrânio Coutinho (1911-2000) criou, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, no Rio, a primeira cadeira de Teoria Literária. Até 1965, quando a UFRJ funda a primeira faculdade de Letras do país, os cursos de Letras não passavam de departamentos abrigados nas faculdades de Filosofia. A literatura era um subsaber.

1965: eis um ano de ruptura. Sob a forte influência do estruturalismo, a Teoria Literária prolifera nas faculdades de Letras, que por sua vez se espalham por todo o país. Quantas serão hoje? Não sei responder. Sei que somos um país de grandes teóricos da literatura. Penso em Silviano Santiago, em Leyla Perrone-Moisés, no saudoso João Alexandre Barbosa, em Alcir Pécora, em David Arrigucci, em Antonio Carlos Secchin, e no próprio Costa Lima. Teóricos de linhagem e formação distintas, de temperamentos às vezes incompatíveis, mas ligados pela paixão da teoria.

Volto, enfim, à mesa de debates de Ribeirão Preto. Diante do tema, "crítica literária", uma pergunta não me deixava: mas tal coisa existe mesmo? De um lado temos os teóricos da universidade, que fazem percursos rigorosos, se submetem a leituras metódicas e se filiam a essa ou àquela nobre corrente de pensamento. De outro, existem hoje os resenhistas da imprensa, igualmente respeitáveis, escrevendo desde a perspectiva da "não-especialização". Mais ensaístas que teóricos. Em boa parte dos casos, mais comprometidos com a informação (que é o sangue do jornalismo) do que com a reflexão.

Muitos teóricos importantes ― penso em Beatriz Resende, em Alcir Pécora, em Antonio Carlos Secchin, em Davi Arrigucci, e na própria Flora Süssekind ―, vez por outra, escrevem artigos para os suplementos literários da imprensa. Esses suplementos, é natural, estão dominados por jornalistas ― entre os quais eu mesmo me incluo ― que cultivam uma relação livre e intuitiva (alguns dizem "impressionista") com a literatura. Escrevem (escrevemos) resenhas: ao contrário dos teóricos da academia, não temos compromisso algum com tradições teóricas, com sistemas, com conceitos. Escolhemos nossos livros estimulados pelas ofertas do mercado, pelas modas e ainda pelo apreço à surpresa; e não empurrados por esse ou aquele percurso intelectual.

Será que nós, resenhistas, fazemos "crítica literária"? Será que os teóricos da academia fazem "crítica literária"? Quem são hoje os críticos literários? A resposta que venho arriscar, temerária, frágil, mas possível, é: a crítica literária não mais existe. Em meu caso particular ― foi o que tentei explicar em Ribeirão Preto ―, desde que passei a ocupar, com muita honra, uma coluna do caderno "Prosa & Verso", não faço nem uma coisa (resenha), nem outra (teoria). Mas, então, o que faço? Costumo, cheio de temores, me definir como "cronista". Mas serei isso mesmo?

Escrevo, na verdade, "relatos íntimos de viagem", não a esse ou aquele país, ou continente, mas a determinado romance, ou livro de poemas. Leio (viajo) e depois, em minhas colunas, narro minhas impressões, falo dos pensamentos que a leitura me despertou, das associações que me motivou, dos livros que me levou a reler. Trabalho, eu sei disso, com um gênero híbrido ― que nem é resenha, nem é teoria, tampouco é crítica literária também. Sempre que me perguntam afinal quem sou (pois vivemos na era dos crachás, das senhas e das assinaturas digitais) opto, ainda inseguro, pelo termo "cronista". Por quê? A crônica é, por excelência, um gênero de fronteira, localizado a meio caminho entre os fatos e as ficções. É um gênero "trans" ― podemos, talvez, falar em um "transgênero". Além disso, tenho em alta conta os cronistas clássicos ― Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos. Não são magníficas, ainda, as crônicas escritas por Drummond e por Clarice?

Eis o que faço, ou tento fazer: escrever desde essa fronteira, lugar remoto e não muito preciso, habitado por um ser fugidio que chamamos de "leitor comum". Sim: sou um leitor profissional, não posso recusar esse status. Ele aparece nas folhas de pagamento. Mas, quando leio, luto para ser apenas um leitor comum. Um leitor apaixonado, que agarra um livro, ou ao contrário o abandona, só por impulso. Alguém que lê guiado por sua memória pessoal, por seu temperamento, por seus afetos. Entrego-me, então, ao livro que tenho nas mãos, para que ele, sim, me leia. Ele, sim, faça alguma coisa de mim. Ao relato dessa entrega chamo, na falta de um nome melhor, de crônica. Relato, portanto, de uma viagem subjetiva em que o livro é minha estrada.

Será "crítica literária" o que faço? Pessoalmente, a expressão me incomoda. Não porque não seja digna, ou porque deponha contra mim, ou porque me agrida. Ao contrário! Mas porque, simplesmente, não diz quem eu sou. Tampouco acredito que ela combine com o trabalho mais factual dos resenhistas (que eu mesmo, muitas vezes, pratico). E nem que seja uma expressão adequada ao trabalho severo dos teóricos da universidade.

No fim das contas, só uma coisa une teóricos, resenhistas e cronistas: uma mesma paixão. Só a literatura nos une. Apaixonados pelo mesmo objeto, cada um o vê, dele se aproxima, o descreve e o envolve à sua maneira. Para além de todos os nomes e classificações, impõe-se, sempre, a força do olhar singular. Já não sei se, quando falamos dos teóricos literários, dos resenhistas literários e dos cronistas literários, devemos mesmo usar a expressão "crítica literária".

Uma expressão que, arrisco-me a pensar, talvez tenha ficado no passado ― com Álvaro Lins, com Tristão, com Carpeaux, com Décio de Almeida Prado, com Sérgio Buarque. E que hoje é só uma expressão vazia, que se refere a um objeto inexistente. Talvez venha daí a sincera aflição que Antonio Candido exibiu em sua fala na Flip. Aflição que muitos tomaram como manifestação de pessimismo, mas que tomo como expressão de extrema lucidez.

Talvez a expressão "crítica literária" seja hoje usada mais para amedrontar, para intimidar, do que para dialogar e acolher. Talvez por isso desperte mais suspeitas que confiança. Declarar-se crítico literário é, quem sabe, pretender uma autoridade que, hoje, ninguém mais tem. Se o crítico não é um juiz que aprova ou desaprova, se ele não é um especialista em aferição de qualidades, se não é um severo inspetor de "boa escrita", como eu penso que ele não é, o que sobra para o crítico? Sobra ser um leitor. Um leitor comum, para quem a paixão dá sempre a última palavra.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no blog A literatura na poltrona, de José Castello, e igualmente reproduzido no jornal literário Rascunho. (Leia também a Entrevista de José Castello e "Por um jornalismo mais crítico".)


José Castello
Curitiba, 29/8/2011
Quem leu este, também leu esse(s):
01. Jorge Amado universal de Milton Hatoum


Mais José Castello
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
14/9/2011
10h43min
Ótimo. Sou escritor (três livros de contos publicados), escrevo sobre filmes e às vezes sobre livros também. Meu empenho é exatamente este: dividir com o leitor uma paixão que sinto, sem maiores compromissos teóricos e ideológicos, por um determinado livro. O resto (a classificação como crítico literário) me parece pompa, pretensão, ou, como foi observado por Castelo, algo parecido com intimidação. Temos que ser humildes, quero dizer: gostar do que gostamos sem maiores frescuras, e desprezar o que desprezamos com a mesma atitude. Eu, francamente, prefiro a admiração ao desprezo. Até porque a admiração é mais fecunda e, admirando, crescemos.
[Leia outros Comentários de francisco lopes]
14/9/2011
12h04min
Não acredito em crítica, seja de arte, seja literária, como algo determinante para descrever a qualidade de um livro ou de um quadro. Os críticos de arte são unânimes quanto à beleza das "Senhoritas de Avignon", de Picasso, ou quanto à grandiosidade do "Ulisses", de Joyce. Para mim, são dois lixos, completamente descartáveis. Críticos, de um modo geral, falam como se fossem donos da verdade, sem saber o que motiva o artista a produzir sua obra, seus processos criativos, enfim, seu pensamento, e dizem "isto é bom", ou "isto é ruim", ou então escrevem textos repletos de clichês e "palavras difíceis" para parecerem profundos: se despidos de sua falsa retórica, não dizem nada. Crítica é apenas opinião pessoal, e para emitir uma opinião não é preciso ser crítico.
[Leia outros Comentários de Gil Cleber]
14/9/2011
16h46min
É realmente estranha a situação do dizer "crítica" para tudo o que se faz. Bem ou mal. A literatura é uma arma que nos faz crer, ver, sentir, colecionar fatos e fotos, conhecimentos mil e um de utilidades ou simplesmente a função "ficção" e nos deixar felizes pelos fatos narrados. É um emaranhado de coisas e situações, ditas pelo escritor e depois "bem" ou "mal" descrito pelo "crítico". Como leitor, sim, ele se compraz. Como crítico não. E você acertou corretamente. Melhor ser um ávido leitor e cronista, do que alimentar o ego demais, sendo um crítico de obra alheia. Nunca se sabe, bem, o que o escritor quis dizer. E se não agrada a um, talvez a dois à seguida o levem ao estrelato. Parabéns pelo artigo e continue assim, coerente. Abraços!
[Leia outros Comentários de Cilas Medi]
14/9/2011
19h46min
Recentemente tenho me deparado com muitos "críticos" que ultrapassam a linha do bom senso com suas resenhas rancorosas e esse texto fala exatamente o que penso sobre o assunto. Gostaria de saber se posso divulgá-lo em meu blog com os devidos créditos. Grata.
[Leia outros Comentários de Marcia]
15/9/2011
15h23min
Excelente texto, Castello! Sua análise revela uma visão profunda do assunto, foge do lugar comum e nos ensina a obervar as atitudes humanas. Literatura é como chocolate, para o "chocólatra" uma paixão sem fim.
[Leia outros Comentários de Isabel Furini]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Delicias De Claudia 633 Receita
Abril
Abril
(2014)



Livro Literatura Estrangeira La femme aux melons
Peter Mayle
Nil
(1998)



Livro Literatura Brasileira Os Irmãos Karamabloch Ascensão e Queda de um Império Familiar
Arnaldo Bloch
Companhia das Letras
(2008)



Livro Literatura Brasileira A Peste das Batatas
Paulo Sousa
Pomelo
(2019)



Livro Literatura Estrangeira A Camareira
Nita Prose
Intrínseca
(2022)



Discoveries Activity Book 2
Steve Elsworth
Longman
(1993)



Put Some Farofa
Gregorio Duvivier
Companhia Das Letras
(2014)



Ensaios de Teoria do Direito
Dimas Macedo
Lumen Juris
(2019)



O Conflito Do Século - Dc Versus Marvel Comics- - # 1
Ron Marz
Abril Jovem
(1997)



O Fio Das Missangas
Mia Couto
Companhia Das Letras
(2013)





busca | avançada
63094 visitas/dia
2,3 milhões/mês