Crítica literária ainda existe? | José Castello

busca | avançada
58950 visitas/dia
1,9 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Como se prevenir dos golpes dos falsos agentes no mundo da música?
>>> Cia. Sansacroma estreia “Vala: Corpos Negros e Sobrevidas“ no Sesc Belenzinho
>>> ARNS | De ESPERANÇA em ESPERANÇA || MAS/SP
>>> IAE convida Geovanni Lima para conversar sobre bullying, performance e processos de criação
>>> UP CONTEMPORANEA e SP INSPIRA ARTE || Art Lab Gallery
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Eleições na quinta série
>>> Mãos de veludo: Toda terça, de Carola Saavedra
>>> A ostra, o Algarve e o vento
>>> O abalo sísmico de Luiz Vilela
>>> A poesia com outras palavras, Ana Martins Marques
>>> Lourival, Dorival, assim como você e eu
>>> O idiota do rebanho, romance de José Carlos Reis
>>> LSD 3 - uma entrevista com Bento Araujo
>>> Errando por Nomadland
>>> É um brinquedo inofensivo...
Colunistas
Últimos Posts
>>> O melhor da Deutsche Grammophon em 2021
>>> A história de Claudio Galeazzi
>>> Naval, Dixon e Ferriss sobre a Web3
>>> Max Chafkin sobre Peter Thiel
>>> Jimmy Page no Brasil
>>> Michael Dell on Play Nice But Win
>>> A história de José Galló
>>> Discoteca Básica por Ricardo Alexandre
>>> Marc Andreessen em 1995
>>> Cris Correa, empreendedores e empreendedorismo
Últimos Posts
>>> Brega Night Dance Club e o afrofuturismo amazônico
>>> Fazer o que?
>>> Olhar para longe
>>> Talvez assim
>>> Subversão da alma
>>> Bons e Maus
>>> Sempre há uma próxima vez
>>> Iguais sempre
>>> Entre outros
>>> Corpo e alma
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Vagas Llosa no YouTube
>>> A Esfinge do Rock
>>> Publicidade e formação política
>>> A visão certa
>>> Questão de gosto ou de educação?
>>> Matar e morrer pra viver
>>> Sine Papa
>>> Palestra: Marco Antônio Villa
>>> Deus não é Grande, de Christopher Hitchens
>>> Menina de Ouro: fantasmas e perdas
Mais Recentes
>>> Estudos de Psicologia - Volume 31 - nº 2 de Vários autores pela Puc (2014)
>>> 1000 Receitas de Cozinha Portuguesa de Vários autores pela Girassol (1989)
>>> Enciclopédia do Estudante - Ecologia - Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável de Vários autores pela Moderna (2008)
>>> Crianças com Distúrbios de Aprendizagem - Diagnóstico, Medicação, Educação de Lester Tarnopol pela Edart (1980)
>>> A Revolução dos Bichos 9ª edição. série paradidática globo de George Orwell pela Globo (1980)
>>> O Moderno Conto Brasileiro: Antologia Escolar de João Antônio (organização) pela Civilização Brasileira (1980)
>>> Casa de Pensão Série Bom Livro edição. didática de Aluísio Azevedo pela Ática
>>> O Guarani - Série Bom Livro de José de Alencar pela Ática (1971)
>>> Como Atua o Carma de Rudolf Steiner pela Antroposófica (1998)
>>> Louvores e Preces a Maria, Nossa Mãe de Moisés Viana pela Paulus (2005)
>>> O Outro Lado da Memória de Beatriz Cortes pela Novo Seculo (2014)
>>> Não Sou Este Tipo de Garota de Siobhan Vivian pela Novas Páginas (2011)
>>> Fonoaudiologia e Educação - Um encontro Histórico de Ana Paula Berberian pela Plexus (1995)
>>> Quando a Lua Surgir - Bianca Romances de Lori Handeland pela Nova Cultural (2006)
>>> Ansiedade - Como enfrentar o mal do século de Augusto Cury pela Saraiva (2013)
>>> Superdicas para um Trabalho de Conclusão de Curso Nota 10 de Rachel Polito pela Saraiva (2017)
>>> A Crise de 1929 ( Pocket ) de Bernard Gazier pela L&Pm Editores (2009)
>>> Tudo Depende de Como Você vê as Coisas de Norton Juster pela Companhia Das Letras (2007)
>>> Tudo Depende de Como Você vê as Coisas de Norton Juster pela Companhia Das Letras (2007)
>>> São Bernardo 25ª edição. de Graciliano Ramos pela Record (1975)
>>> Princípios da Filosofia do Direito de Hegel pela Martins Fontes (1976)
>>> O Tronco do Ipê - Clássicos Brasileiros categoria estrela 1227 de José de Alencar (notas de M Cavalcanti Proença) pela Ouro
>>> Violência Contra a Mulher - Aspectos Gerais e Questões Práticas da Lei 11.340/2006 de Dominique de Paula Ribeiro pela Gazeta Jurídica (2013)
>>> A Sabedoria de Gandhi de Richard Attenborough pela Sextante (2008)
>>> Vida de Jesus - Origens do Cristianismo de Ernest Renan pela Martin Claret (2006)
ENSAIOS

Segunda-feira, 29/8/2011
Crítica literária ainda existe?
José Castello

+ de 11000 Acessos
+ 5 Comentário(s)

Em Ribeirão Preto, participo de uma mesa de debates organizada pela Oficina Cândido Portinari. Tenho a honra de dividi-la com Luiz Costa Lima, um de nossos mais importantes teóricos da literatura. E a sorte de ter a nosso lado um mediador de luxo: o escritor Menalton Braff.

O tema que nos oferecem: "crítica literária". Falamos em crítica e logo pensamos em avaliações, aferimentos, aprovações ou reprovações. Atitudes ― mais de julgamento, que de interpretação ― que, em geral, são apresentados como crítica. Não falo, também, dos escritos irônicos, rancorosos, ou sarcásticos que, muitas vezes, são confundidos com a crítica. Não passam de desabafos, maledicências, rancores, jogadas de grupos. Nada mais.

Enfim: os organizadores do evento de Ribeirão Preto vêem a mim e a Costa Lima como dois praticantes da "crítica literária". Mas será? Viajei para Ribeirão me perguntando se tal coisa, "crítica literária", ainda existe mesmo. Para pensar melhor, reli durante a viagem um precioso artigo de Flora Süssekind, "Rodapés, tratados e ensaios", guardado em Papéis colados, livro que editou pela UFRJ em 2003.

A crítica literária "de rodapé" proliferou no Brasil em meados do século XX. De seus grandes nomes, apenas um, Wilson Martins, que foi durante muitos anos colunista do "Prosa & Verso", d'O Globo, chegou ao século XXI ― faleceu em 2010. O advogado e jornalista Álvaro Lins morreu em 1970. Pintor, poeta e tradutor, Sérgio Milliet faleceu em 1966. O jornalista e ensaísta Otto Maria Carpeaux, em 1978. O historiador Sérgio Buarque de Holanda, em 1982. Professor e pensador católico, Tristão de Athayde morreu em 1983. Homens do século XX. Posso concluir: crítica literária, atividade do século XX também.

A diversidade de formações me sugere um único atributo que os aproximava: a não-especialização. Na verdade, o mais importante entre todos os críticos de rodapé, o professor universitário Antonio Candido, nascido em 1918, ainda está vivo e muito lúcido ― como tivemos a oportunidade de verificar na Flip deste ano, em Paraty. Em sua fala, Candido, que foi durante longo tempo professor de Teoria Literária na USP, recordou que lhe coube introduzir a crítica literária, antes praticada apenas nos jornais, no meio universitário.

No ano de 1951, o ensaio de Flora me ajuda a pensar, Afrânio Coutinho (1911-2000) criou, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, no Rio, a primeira cadeira de Teoria Literária. Até 1965, quando a UFRJ funda a primeira faculdade de Letras do país, os cursos de Letras não passavam de departamentos abrigados nas faculdades de Filosofia. A literatura era um subsaber.

1965: eis um ano de ruptura. Sob a forte influência do estruturalismo, a Teoria Literária prolifera nas faculdades de Letras, que por sua vez se espalham por todo o país. Quantas serão hoje? Não sei responder. Sei que somos um país de grandes teóricos da literatura. Penso em Silviano Santiago, em Leyla Perrone-Moisés, no saudoso João Alexandre Barbosa, em Alcir Pécora, em David Arrigucci, em Antonio Carlos Secchin, e no próprio Costa Lima. Teóricos de linhagem e formação distintas, de temperamentos às vezes incompatíveis, mas ligados pela paixão da teoria.

Volto, enfim, à mesa de debates de Ribeirão Preto. Diante do tema, "crítica literária", uma pergunta não me deixava: mas tal coisa existe mesmo? De um lado temos os teóricos da universidade, que fazem percursos rigorosos, se submetem a leituras metódicas e se filiam a essa ou àquela nobre corrente de pensamento. De outro, existem hoje os resenhistas da imprensa, igualmente respeitáveis, escrevendo desde a perspectiva da "não-especialização". Mais ensaístas que teóricos. Em boa parte dos casos, mais comprometidos com a informação (que é o sangue do jornalismo) do que com a reflexão.

Muitos teóricos importantes ― penso em Beatriz Resende, em Alcir Pécora, em Antonio Carlos Secchin, em Davi Arrigucci, e na própria Flora Süssekind ―, vez por outra, escrevem artigos para os suplementos literários da imprensa. Esses suplementos, é natural, estão dominados por jornalistas ― entre os quais eu mesmo me incluo ― que cultivam uma relação livre e intuitiva (alguns dizem "impressionista") com a literatura. Escrevem (escrevemos) resenhas: ao contrário dos teóricos da academia, não temos compromisso algum com tradições teóricas, com sistemas, com conceitos. Escolhemos nossos livros estimulados pelas ofertas do mercado, pelas modas e ainda pelo apreço à surpresa; e não empurrados por esse ou aquele percurso intelectual.

Será que nós, resenhistas, fazemos "crítica literária"? Será que os teóricos da academia fazem "crítica literária"? Quem são hoje os críticos literários? A resposta que venho arriscar, temerária, frágil, mas possível, é: a crítica literária não mais existe. Em meu caso particular ― foi o que tentei explicar em Ribeirão Preto ―, desde que passei a ocupar, com muita honra, uma coluna do caderno "Prosa & Verso", não faço nem uma coisa (resenha), nem outra (teoria). Mas, então, o que faço? Costumo, cheio de temores, me definir como "cronista". Mas serei isso mesmo?

Escrevo, na verdade, "relatos íntimos de viagem", não a esse ou aquele país, ou continente, mas a determinado romance, ou livro de poemas. Leio (viajo) e depois, em minhas colunas, narro minhas impressões, falo dos pensamentos que a leitura me despertou, das associações que me motivou, dos livros que me levou a reler. Trabalho, eu sei disso, com um gênero híbrido ― que nem é resenha, nem é teoria, tampouco é crítica literária também. Sempre que me perguntam afinal quem sou (pois vivemos na era dos crachás, das senhas e das assinaturas digitais) opto, ainda inseguro, pelo termo "cronista". Por quê? A crônica é, por excelência, um gênero de fronteira, localizado a meio caminho entre os fatos e as ficções. É um gênero "trans" ― podemos, talvez, falar em um "transgênero". Além disso, tenho em alta conta os cronistas clássicos ― Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos. Não são magníficas, ainda, as crônicas escritas por Drummond e por Clarice?

Eis o que faço, ou tento fazer: escrever desde essa fronteira, lugar remoto e não muito preciso, habitado por um ser fugidio que chamamos de "leitor comum". Sim: sou um leitor profissional, não posso recusar esse status. Ele aparece nas folhas de pagamento. Mas, quando leio, luto para ser apenas um leitor comum. Um leitor apaixonado, que agarra um livro, ou ao contrário o abandona, só por impulso. Alguém que lê guiado por sua memória pessoal, por seu temperamento, por seus afetos. Entrego-me, então, ao livro que tenho nas mãos, para que ele, sim, me leia. Ele, sim, faça alguma coisa de mim. Ao relato dessa entrega chamo, na falta de um nome melhor, de crônica. Relato, portanto, de uma viagem subjetiva em que o livro é minha estrada.

Será "crítica literária" o que faço? Pessoalmente, a expressão me incomoda. Não porque não seja digna, ou porque deponha contra mim, ou porque me agrida. Ao contrário! Mas porque, simplesmente, não diz quem eu sou. Tampouco acredito que ela combine com o trabalho mais factual dos resenhistas (que eu mesmo, muitas vezes, pratico). E nem que seja uma expressão adequada ao trabalho severo dos teóricos da universidade.

No fim das contas, só uma coisa une teóricos, resenhistas e cronistas: uma mesma paixão. Só a literatura nos une. Apaixonados pelo mesmo objeto, cada um o vê, dele se aproxima, o descreve e o envolve à sua maneira. Para além de todos os nomes e classificações, impõe-se, sempre, a força do olhar singular. Já não sei se, quando falamos dos teóricos literários, dos resenhistas literários e dos cronistas literários, devemos mesmo usar a expressão "crítica literária".

Uma expressão que, arrisco-me a pensar, talvez tenha ficado no passado ― com Álvaro Lins, com Tristão, com Carpeaux, com Décio de Almeida Prado, com Sérgio Buarque. E que hoje é só uma expressão vazia, que se refere a um objeto inexistente. Talvez venha daí a sincera aflição que Antonio Candido exibiu em sua fala na Flip. Aflição que muitos tomaram como manifestação de pessimismo, mas que tomo como expressão de extrema lucidez.

Talvez a expressão "crítica literária" seja hoje usada mais para amedrontar, para intimidar, do que para dialogar e acolher. Talvez por isso desperte mais suspeitas que confiança. Declarar-se crítico literário é, quem sabe, pretender uma autoridade que, hoje, ninguém mais tem. Se o crítico não é um juiz que aprova ou desaprova, se ele não é um especialista em aferição de qualidades, se não é um severo inspetor de "boa escrita", como eu penso que ele não é, o que sobra para o crítico? Sobra ser um leitor. Um leitor comum, para quem a paixão dá sempre a última palavra.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no blog A literatura na poltrona, de José Castello, e igualmente reproduzido no jornal literário Rascunho. (Leia também a Entrevista de José Castello e "Por um jornalismo mais crítico".)


José Castello
Curitiba, 29/8/2011

Mais José Castello
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
14/9/2011
10h43min
Ótimo. Sou escritor (três livros de contos publicados), escrevo sobre filmes e às vezes sobre livros também. Meu empenho é exatamente este: dividir com o leitor uma paixão que sinto, sem maiores compromissos teóricos e ideológicos, por um determinado livro. O resto (a classificação como crítico literário) me parece pompa, pretensão, ou, como foi observado por Castelo, algo parecido com intimidação. Temos que ser humildes, quero dizer: gostar do que gostamos sem maiores frescuras, e desprezar o que desprezamos com a mesma atitude. Eu, francamente, prefiro a admiração ao desprezo. Até porque a admiração é mais fecunda e, admirando, crescemos.
[Leia outros Comentários de francisco lopes]
14/9/2011
12h04min
Não acredito em crítica, seja de arte, seja literária, como algo determinante para descrever a qualidade de um livro ou de um quadro. Os críticos de arte são unânimes quanto à beleza das "Senhoritas de Avignon", de Picasso, ou quanto à grandiosidade do "Ulisses", de Joyce. Para mim, são dois lixos, completamente descartáveis. Críticos, de um modo geral, falam como se fossem donos da verdade, sem saber o que motiva o artista a produzir sua obra, seus processos criativos, enfim, seu pensamento, e dizem "isto é bom", ou "isto é ruim", ou então escrevem textos repletos de clichês e "palavras difíceis" para parecerem profundos: se despidos de sua falsa retórica, não dizem nada. Crítica é apenas opinião pessoal, e para emitir uma opinião não é preciso ser crítico.
[Leia outros Comentários de Gil Cleber]
14/9/2011
16h46min
É realmente estranha a situação do dizer "crítica" para tudo o que se faz. Bem ou mal. A literatura é uma arma que nos faz crer, ver, sentir, colecionar fatos e fotos, conhecimentos mil e um de utilidades ou simplesmente a função "ficção" e nos deixar felizes pelos fatos narrados. É um emaranhado de coisas e situações, ditas pelo escritor e depois "bem" ou "mal" descrito pelo "crítico". Como leitor, sim, ele se compraz. Como crítico não. E você acertou corretamente. Melhor ser um ávido leitor e cronista, do que alimentar o ego demais, sendo um crítico de obra alheia. Nunca se sabe, bem, o que o escritor quis dizer. E se não agrada a um, talvez a dois à seguida o levem ao estrelato. Parabéns pelo artigo e continue assim, coerente. Abraços!
[Leia outros Comentários de Cilas Medi]
14/9/2011
19h46min
Recentemente tenho me deparado com muitos "críticos" que ultrapassam a linha do bom senso com suas resenhas rancorosas e esse texto fala exatamente o que penso sobre o assunto. Gostaria de saber se posso divulgá-lo em meu blog com os devidos créditos. Grata.
[Leia outros Comentários de Marcia]
15/9/2011
15h23min
Excelente texto, Castello! Sua análise revela uma visão profunda do assunto, foge do lugar comum e nos ensina a obervar as atitudes humanas. Literatura é como chocolate, para o "chocólatra" uma paixão sem fim.
[Leia outros Comentários de Isabel Furini]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Catirina e a Piscina
Gláucia de Souza
Ftd
(2007)



O Ateneu - Serie Bom Livro (1991)
Raul Pompeia
Atica
(1991)



Cometas - os Vagabundos do Espaço
David A. Seargent
Francisco Alves
(1982)



Virando a Própria Mesa
Ricardo Semler
Best Seller
(1988)



Manual de Observação Psicomotora
Vítor da Fonseca
Artes Médicas
(1995)



Os mistérios de Santa Sara
Sibyla Rudana
Portais
(1998)



Metamorfoses da Liberdade
Ubiratan de Macedo
Ibrasa
(1978)



Mariah Mundi, A Nau dos Insensatos
G.P. Taylor
Planeta Jovem
(2012)



Fuja Logo e Demore para Voltar
Fred Vargas; Dorothee de Bruchard
Companhia das Letras
(2004)



Quarenta. A idade da Loba.
Regina Lemos
Globo
(1997)





busca | avançada
58950 visitas/dia
1,9 milhão/mês