Romancis | Guga Schultze | Digestivo Cultural

busca | avançada
80637 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> O legado de Roberto Burle Marx é tema de encontro online
>>> Sala MAS/Metrô Tiradentes - Qual é a sua Cruz?
>>> Museu de Arte Sacra de São Paulo - Imagens de ROCA e de VESTIR
>>> Mostra de Teatro de Ipatinga comemora os 15 anos do Grupo 3 de Teatro com espetáculo online
>>> Live: Como a cultura nos livros didáticos influencia a formação da criança
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
>>> Pobre rua do Vale Formoso
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jogando com Cortázar
>>> Os defeitos meus
>>> Confissões pandêmicas
>>> Na translucidez à nossa frente
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mehmari, Salmaso e Milton Nascimento
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
Últimos Posts
>>> Editora Sinna lança “Ninha, a Bolachinha”
>>> “Elise”: Lara Oliver representa Bernardina
>>> Tonus cristal
>>> Meu avô
>>> Um instante no tempo
>>> Salvem à Família
>>> Jesus de Nazaré
>>> Um ato de amor para quem fica 2020 X 2021
>>> Os preparativos para a popular Festa de Réveillon
>>> Clownstico de Antonio Ginco no YouTube
Blogueiros
Mais Recentes
>>> O que não fazer em época de crise
>>> Pizzaria Brasil
>>> Os superestimados da música no Brasil
>>> Passeata Contra o eBook
>>> Sendo Humano
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jazz caricato
>>> Conceitos musicais: blues, fusion, jazz, soul, R&B
>>> Música instrumental brasileira
>>> If God is Brazilian
Mais Recentes
>>> Sonetos de Luís Vaz de Camões pela Ciranda Cultural (2019)
>>> A ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson pela Companhia Nacional (2005)
>>> A ilha do tesouro de Robert Louis Stevenson pela Companhia Nacioanl (2005)
>>> Efésios N Testamento Coleção Lições De Vida de Max Lucado pela Mundo Cristão (2014)
>>> Os Condenados - Obras Completas 1 de Oswald de Andrade pela Civilização Brasileira (1970)
>>> Ponta de Lança - Obras Completas 5 de Oswald de Andrade pela Civilização Brasileira (1972)
>>> A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera pela Nova Fronteira (1986)
>>> A Divina Comédia de Dante Alighieri pela Nova Cultural (2002)
>>> A Luz da Estrela Morta de Josué Montello pela Nova Fronteira (1981)
>>> Quem Foi? Albert Einstein de Jess Brallier pela Dcl (2009)
>>> As Impurezas do Branco de Carlos Drummond de Andrade pela José Olympio (1974)
>>> As Filhas de Rashi de Maggie Anton pela Rocco (2008)
>>> Drummond o Gauche no Tempo de Affonso Romano de Santanna pela Lia (1972)
>>> Traição Em Família de David Baldacci pela Arqueiro (2012)
>>> Bichos de Lá e de Cá de Lia Neiva pela Ediouro (1993)
>>> O Fogo de Katherine Neville pela Rocco (2011)
>>> Desvirando a Página - a Vida de Olavo Setubal de Ignácio de Loyola Brandão; Jorge J. Okubaro pela Global (2008)
>>> Dom Casmurro de Machado de Assis pela Saraiva (2013)
>>> Dom Casmurro - Obras Completas de Machado de Assis pela Globo (1997)
>>> The Elegance of the Hedgehog de Muriel Barbery pela Penguin Usa (2008)
>>> O Direito à Privacidade na Internet de Sidney Guerra pela América Jurídica (2004)
>>> Em Busca de Cézanne de Peter Mayle pela Rocco (2000)
>>> Nono Descobre o Espelho de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta pela Objetiva (2007)
>>> Nós, Mulheres - Edição Especial de Silvia Bruno Securato pela Oficina do Livro (2012)
>>> Autant En Emporte Le Vent - Tomes I et II de Margaret Mitchell pela Gallimard (1938)
>>> Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel Garcia Marquez pela Record (2005)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (2002)
>>> Um Dia "daqueles" - um Lição de Vida para Levantar o Seu Astral de Bradley Trevor Greive pela Sextante (2001)
>>> Seis Suspeitos de Vikas Swarup pela Companhia das Letras (2009)
>>> Nós, Mulheres - Vol. 10 de Silvia Bruno Securato pela Oficina do Livro (2011)
>>> Minhas Rimas de Cordel de César Obeid pela Moderna (2005)
>>> Negociações Espetaculares de Harvard Business School pela Campus (2004)
>>> Em Nome de Anna de Rudi Fischer pela Primavera Editorial (2015)
>>> De Volta às Estrelas de Erich Von Däniken pela Melhoramentos (1970)
>>> Umbanda Espírita Cristã de Norevaldo C. M. Souza pela Ideia Jurídica (2014)
>>> Entre Árabes e Judeus - uma Reportagem de Vida de Helena Salem pela Brasiliense (1991)
>>> O Poder Psíquico das Pirâmides de Bill Schul e Ed Pettit pela Record (1976)
>>> Sade, Fourier e Loyola de Roland Barthes pela Brasiliense (1990)
>>> O que é Ceticismo de Plinio Smith pela Brasiliense LTDA (2021)
>>> A Odisséia dos Essênios de Hugh Schonfield pela Mercuryo (1991)
>>> Introdução à Psicologia Fenomenológica//Agressão no Homem e nos Animais de Ernest Keen e Roger N. Johnson pela Interamericana (1979)
>>> O que é Psicanálise de Fábio Hermann pela Abril (1983)
>>> Como Administrar Conflitos Profissionais de Peg Pickering pela Market Books (1999)
>>> A Aventura Prodigiosa do Nosso Corpo de Jean Pierre Gasc pela Universo da Ciência (1981)
>>> As Mulheres Francesas Não Engordam de Mireille Guiliano pela Campus (2005)
>>> Das CPI's de Hélio Apolinário Cardoso pela Bookseller (2002)
>>> A Mulher do Viajante no Tempo de Audrey Niffenegger pela Suma de Letras Brasil (2009)
>>> O estudante II: Mamãe querida de Adelaide Carraro pela Global (1988)
>>> O Lado Bom dos Seus Problemas EAN: 9788536416199 de Maurício Horta pela Abril (2013)
>>> Julie e Julia de Julie Powell pela Record (2009)
COLUNAS >>> Especial 10 anos sem Francis

Quarta-feira, 28/2/2007
Romancis
Guga Schultze

+ de 5000 Acessos
+ 10 Comentário(s)

De uma maneira geral os brasileiros são emocionalmente atrofiados e isso se reflete numa parte extensa da nossa produção literária, no (sub)desenvolvimento dramático dos enredos dos romances, contos e até em poemas. Temos, por exemplo, uma fauna conhecida habitando um sem número de narrativas, longas ou curtas: o gigolô, a prostituta, a boneca deslumbrada, o corno e o pequeno funcionário público - tristes esboços de figuras urbanas - e ainda o retirante, o sertanejo, o coronel, o pobre diabo nordestino e as figuras caricatas das cidades do interior, os padrecos, prefeitos, artistas mambembes, comerciantes e, outra vez, os bordéis com suas cafetinas e funcionárias que muitas vezes exibem uma sabedoria chulé que, no entanto, está bem acima da capacidade intelectual de seus fregueses.

Encontra-se nessas páginas um verdadeiro enxame de ninfomaníacas de todas as idades, uma obsessão nacional; homens que sofrem tormentos indescritíveis carregando seus cornos, ou sofrem na intimidade sua homossexualidade atormentada, ou a concupiscência generalizada como modus vivendi em velhos priápicos, velhas dissolutas, todos recebendo dos autores uma compreensão e, por que não, uma tolerância tácita: somos assim mesmo, atrás de nossas máscaras hipócritas.

Apesar das ridículas tragédias pessoais em andamento, todos parecem bastante satisfeitos em compartilhar, com outros personagens e com o leitor, seus sentimentos suburbanos, sua estupefação caipira, sua desconfiança irremovível por tudo que pareça ameaçar a linha estreita que limita seus horizontes atrofiados. Respondem a um hedonismo ralo, ao carpe diem ingênuo das pequenas gratificações, à ansiedade de paixões inconfessáveis porque superficiais demais para causar tanto alvoroço. É sintomático que nosso poeta-mor seja emocionalmente seco e árido como poucos. É sintomático também que gerações mais novas se voltem para o próprio umbigo onde tentam digerir a grossura acumulada ao redor, buscando, por exemplo, na elegância discutível de um Machado de Assis, um estilo mais elaborado de prosa.

E no entanto, escritores, leitores - nós, brasileiros - fugimos como o diabo da cruz do que possa ser considerado como "grandioso". A palavra nos incomoda com seu corolário de formalidade e rigor. Não temos cacife para bancar viagens até profundezas que nos são desconfortáveis, aos mares escuros do sentimento poético, ou para vôos acima da superfície das nossas pequenas taras nacionais, incestos e adultérios, paixões carnavalescas, paixões futebolísticas, paixões etílicas variadas, o humor primitivo de Pedro Malazartes, o gás lacrimogêneo das telenovelas - o pequeno circo mambembe montado na alma de cada um.

Contra esse mosaico kitsch em verde-amarelo, Paulo Francis costumava lançar suas pedradas - alguém apelidou sua arma de metralhadora giratória. Mas, brasileiro ele também, talvez preferisse o bodoque, mais certeiro, contundente; similar à funda do David bíblico que, com um único arremesso, derrubou o gigante Golias. Só que, ao contrário desse último, o nosso gigante está adormecido, deitado eternamente em berço esplêndido e não há pedra capaz de despertá-lo.

Os escritos de Francis contêm essa irritação permanente contra a mediocridade geral; é quase sua marca registrada. Sua trajetória política ou ideológica, marcada pela famosa virada de folha que provocou sua excomunhão da ilha vermelha - pois a esquerda é uma ilha, cercada em todas as direções por um oceano que os habitantes da ilha, numa redução tácita, apelidavam de "direita" - é um movimento menor, de franco-atirador se posicionando, escolhendo um lugar melhor no campo de batalha. O alvo permanece o mesmo: a dificuldade, tão brasileira, com a cultura no seu sentido mais amplo.

O arsenal de Francis foi formado com leitura exaustiva, livros principalmente. Lia muito, lia rápido e lia bem; três trunfos num jornalismo que costuma, muitas vezes por necessidade pura e simples, voltar-se sobre si mesmo, apenas. Jornalistas lêem outros jornalistas, na maioria das vezes. Francis também, mas não levava muito a sério esse modus operandi, contrapunha a ele sua vasta bagagem literária. Desprezava o puramente factual, efêmero por natureza e concentrava-se em significados pertinentes, históricos ou culturais, das notícias.

Uma intuição de escritor e, como escritor, Francis produziu uma autobiografia memorável, O Afeto que se encerra e dois romances, Cabeça de papel e Cabeça de negro, além de duas novelas curtas num único volume, As filhas do segundo sexo. Cabeça de papel foi seu primeiro romance, lançado em 1977. O pano de fundo é a realidade política na qual Francis viveu a maior parte da vida e na qual se formou cultural e politicamente; a grande questão ideológica que orientou por décadas a intelligentsia brasileira: o impasse entre as duas superpotências da época, os EUA e a URSS e a conseqüente pressão que esse confronto produziu em praticamente todo intelectual. A ambientação é a zona sul do Rio de Janeiro, sob o governo do então regime militar.

O romance no entanto não é político, ou seja, não defende tese, utopia ou ideologia. É, mais, um romance que se insere na tradição do romance psicológico, no retrato bem acabado de personagens, na articulação exímia desses personagens enquanto vivem a vida que lhes é dada viver e que, diga-se de passagem, costuma ser mais rica e mais intensa que a do próprio leitor. O livro apresenta esse problema sério, entre outros, para o leitor desavisado: personagens que são, em média, mais inteligentes ou mais brilhantes que ele. São a elite no Brasil da época e Francis não cede nunca à vulgaridade ou ao caricato prosaico.

Francis se alinha com aqueles escritores que criam personagens extremamente vívidos, capazes de viver em nossa memória como conhecidos reais de carne e osso. Essa é, segundo Harold Bloom, um crítico de quem eu divirjo muitas vezes mas que tem uma sabedoria às vezes inegável, a questão primordial em Shakespeare: a capacidade de criar, por exemplo, um Hamlet, que vive além do texto de onde saiu. Os personagens de Francis têm essa característica rara - além de outras, menos desejáveis talvez: irritar imensamente a crítica que não os absorve por serem assim autônomos e tão fora da costumeira lengalenga cabocla, dos pobrezinhos de corpo e espírito que infestam a literatura nacional.

Tenho lido por aí, com bastante freqüência e por autores diversos, que Francis não era um romancista, que seus romances foram uma tentativa mais ou menos fracassada, etc. Os méritos vão todos para o jornalista Paulo Francis e, conseqüentemente, para o texto jornalístico de Paulo Francis. Acho essa ressalva, no mínimo, apressada, na medida em que o texto em Francis é único. No sentido de ser o mesmo texto, o mesmo estilo, tanto na produção de colunas como na dos romances. Sendo que nos romances o texto está bem mais apurado - há passagens inteiras que poderiam ser transformadas em colunas (jornalísticas) brilhantes - e avança facilmente para um espectro mais amplo, não muito comum nos moldes tupiniquins, do retrato finamente construído de uma realidade a que poucos tiveram ou têm acesso. Ali está Francis e a elite intelectual do país, ou Francis e a classe alta que, por odiada que seja, não deixa de ser o palco onde a peça, que nos concerne a todos, foi montada; sua nêmesis particular e, ao mesmo tempo, o mar onde se sentia como um peixe, waaal..., dentro d'água, é claro.


Guga Schultze
Belo Horizonte, 28/2/2007


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Conselhos Místicos Ao Jovem Escritor de Ricardo de Mattos


Mais Guga Schultze
Mais Acessadas de Guga Schultze em 2007
01. Outra leitura para O pequeno Príncipe - 17/1/2007
02. Pela estrada afora - 14/11/2007
03. Barba e bigode - 4/7/2007
04. Tropikaos - 19/12/2007
05. Lennon engano - 14/2/2007


Mais Especial 10 anos sem Francis
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
26/2/2007
07h05min
O colunista, a certa altura, trai seus próprios argumentos: "há passagens inteiras que poderiam ser transformadas em (brilhantes) colunas jornalísticas"? Waaal! É o elogio mais sinuoso que eu já li sobre Paulo Francis. Quer dizer, em linhas gerais, que, como romancista, o texto de Francis se aproxima da melhor produção jornalística? Confuso...
[Leia outros Comentários de Fabio Cardoso]
28/2/2007
00h32min
Guga, quando li Cabeça de Papel pela primeira vez, realmente, não estava preparada para aquilo. A época era: ou vc é de esquerda ou de direita. Não pude sentir os personagens direito, já que me faltava maturidade para tal. Com a sua avaliação, sobre Francis romancista, acho que vou relê-lo. Bjs. Dri
[Leia outros Comentários de Adriana]
28/2/2007
00h33min
Paira sobre a figura de Paulo Francis toda a polêmica que ele cultivou em vida. A dificuldade é conseguir separar criador e criatura; quanto PF produziu e quanto desta produção projetou PF. Poucos jornalistas foram bem sucedidos ao forjar uma imagem como PF; ninguém esperava isenção. A reação passional que ele tão habilmente instigava fez com que não conhecesse a indiferença. Acima de tudo, PF trouxe um pouco do seu temperamento ao jornalismo complacente e monocórdio. O intelectual deve ser provocativo, despertar curiosidade e sedimentar paixões em qualquer extremo; e aí está a grande realização de PF; obrigou, de certa forma, todos a se posicionarem sobre suas opiniões. Gerou conflitos, criou polêmicas e fez com que pessoas distanciadas da notícia rompessem com o conformismo e tédio, ao menos para respondê-lo. Hoje o que temos é um jornalismo compassivo, factual, carente de estofo para se contrapor a realidade bizarra de sempre. Por tudo isto, faço coro com a homenagem. Waaal
[Leia outros Comentários de Carlos E. F. Oliveir]
28/2/2007
09h16min
São o mesmo texto (apenas lembrando que o texto ficcional de Francis não se "aproxima" mas ultrapassa seu melhor texto jornalístico).
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
28/2/2007
15h34min
Não li Paulo Francis e assisti muito pouco às suas aparições na tevê. Só achei estranho que, para elogiar os romances dele, você precisou destruir toda a literatura nacional, colocando-a sob um mesmo rótulo - medíocre. Respeito a sua opinião sobre esse autor e também vejo muita coisa ruim na tevê, cinema e literatura nacional, mas descordo frontalmente da sua generalização. Existe muita coisa boa, profunda, instigante e inovadora. Além disso, a diversidade torna as coisas muito mais interessantes. Romances não precisam ser filosóficos e nem históricos, já o inverso seria bem perigoso.
[Leia outros Comentários de Everton Lodetti]
28/2/2007
22h24min
Francis era genial, inclusive como romancista, pena que no Brazil a inveja seja um problema crônico, como comprovou Tom Jobim. Que falta ele faz, nesta nossa imprensa medríocre, sem opinião, de press-releases, e que não ofende, não contesta, nem desmascara ninguém.
[Leia outros Comentários de Davilson Brasileiro]
2/3/2007
16h45min
Duro de digerir o texto do rapaz, hein, pessoal do Digestivo! Guga Schutze é filho espiritual de Franz Paul da Matta?
[Leia outros Comentários de Lúcio Emílio]
2/3/2007
21h57min
Caro Lúcio, o arbítrio que te permite ter e emitir opiniões é o mesmo que permite ao Guga ou qualquer outro ter e emitir opiniões. Aliás, meu caro: quanto mais diversas, mais abrangentes e esclarecedoras elas se tornam, isto se o objetivo for tornar claro... O nome desta troca é diálogo, e tem regras simples, porém básicas. Paulo Francis: só no DC existem inúmeros artigos e posts, este dado já nos permite considerar a relevância da personagem, para os que aqui se dirigem... Creio que ele não lhe pareça tão distante assim, uma vez que você optou por citar seu nome verdadeiro, ao invés da personalidade que Franz Paul adotou... A oscilação ideológica de Franz Paul é ainda mais relevante, se considerada que, após tanta polêmica, luta e alguns reveses, FP mudou de posição sem se importar com patrulhamentos estéreis. Nisso ele demonstra uma coragem que nem você pode negar, caro Lúcio. Pode-se não gostar dele ou até gostar. Este menosprezo, talvez, seja um preconceito tacanho de um olhar que não consegue se ausentar...
[Leia outros Comentários de Carlos E. F. Oliveir]
2/3/2007
22h45min
Até que eu gostaria de ser filho espiritual do Francis. Mas, Lucio, a bem da verdade, devo recusar o elogio. É mais uma questão de sintonia, acho.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
22/3/2007
17h29min
Shakespeare não criou Hamlet, a história não é dele, apenas fez uma versão do que já havia em face do personagem Hamnet, nome de seu filho inclusive. E todo mundo discorda de Bloom em alguns pontos, inclusive Paulo, o Francis. Abraços.
[Leia outros Comentários de Martin]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Paulo e Estevão
Francisco Cândido Xavier
FEB
(1941)
R$ 10,00



At Risk
Patricia Cornwell
Little Brown And Company
(2006)
R$ 10,00



Select Arte e Cultura Contemporânea Ano 4 Edição 19 Ago/Set 2014
Mirik Milan et alli
Select
(2014)
R$ 10,00



Prece por Você - Conversa de Pai para Filho
Hans Georg Winter
Scortecci
(2008)
R$ 10,00



Le Trés Bas
Christian Bobin
Folio
R$ 10,00



O Direito de Ser Criança Problemas da Criança Pressada
David Elkind
Efeb
(1982)
R$ 10,00



Dicionário de Economia e Administração - 1151
Paulo Sandroni
Nova Cultural
(1996)
R$ 10,00



Mini Dicionário Escolar - Inglês/português Português/inglês
Outros
Wkids
R$ 10,00



Psicodramatizar - Ensaios
Alfredo Naffah Neto
Agora
(1980)
R$ 10,00



Prosperidade Profissional
Luiz Antonio Gasparetto
Vida e Consciencia
(1997)
R$ 10,00





busca | avançada
80637 visitas/dia
2,4 milhões/mês