Brega Night Dance Club e o afrofuturismo amazônico | Blog de Enderson Oliveira

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Quarta-feira, 19/1/2022
Brega Night Dance Club e o afrofuturismo amazônico
Enderson Oliveira

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Brega Night Dance Clube, de Luísa e os Alquimistas feat. Keila, dirigido pelo artista audiovisual Matheus Almeida, foi finalista na categoria “Melhor Videoclipe Estreante” no Music Video Festival (m-v-f- awards). Imagem: frame do videoclipe

Até onde pode ir a noite de uma festa de brega? A encontros, desencontros, descobertas, afters? Para o paraense Matheus Almeida, além de tudo isto – e muito mais! – significou a inédita participação na final de uma premiação nacional, com o videoclipe Brega Night Dance Clube, de Luísa e os Alquimistas feat. Keila.
O videoclipe, lançado em maio de 2021, concorreu na categoria “Melhor Videoclipe Estreante” no Music Video Festival (m-v-f- awards) “Gênesis”, premiação que desde 2013 ajuda a destacar não apenas obras de produtores audiovisuais e músicos já “consagrados”, como também novos talentos.
É exatamente este o caso de Matheus Almeida que, aos 25 anos, já possui grande produção audiovisual, seja no ramo publicitário, no qual possui formação acadêmica, como também diversas outras obras, peculiares e instigantes, como o Brega Night, espécie de obra "afrofuturista amazônica e dançante". Sobre esta (tentativa de) definição, Matheus afirma que a obra “tem muito dessa energia que é um futurismo nosso, não necessariamente o estereótipo hollywoodiano de futuro. Temos uma nave que, na verdade, é uma aparelhagem com luzes, sons e outros elementos que dependem muito de gambiarras para estarem ali. No meio de tudo isso, há uma galera dançando, se divertindo... Isso é algo muito próprio nosso, do paraense, do nortista e do nordestino”, destaca o diretor, apontando também para a relação entre o grupo potiguar Luísa e os alquimistas e a paraense Keila.

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Curiosamente, é um caleidoscópio de referências (que vai desde filmes trashes, de ficção, viagem no tempo, games de luta como Mortal Kombat, além de diretores como David Lynch, Tim Burton, Gaspar Noé, entre outros) o que singulariza o videoclipe dirigido por Matheus, que também esteve à frente do vídeo “Cura” (2020), premiado pelo Itaú Cultural; o videoclipe “Água Doce” (2021), de Aíla, e o Manifesto Festival Psica 2021.
Sobre esta variedade das produções, ele explica que “cada obra é, obviamente, única, da narrativa ao processo. Cada projeto é um jeito diferente de trabalho e gosto muito de como vai fluindo. Mesmo assim, se fosse para destacar algum traço singular, eu apontaria um fascínio pela noite. A noite muda a forma de como vemos a cidade, é nela que as pessoas descobrem outras narrativas na vida. Eu me sinto muito confortável e tento colocar isso no meu trabalho”, destaca.
Além da preferência pela noite, Matheus também enfatiza outro elemento que está muito presente em Brega Night Dance Club: “o uso das cores para criar um ambiente e atmosfera mais fantasiosa. Na fotografia, o uso de uma câmera mais viva com movimentos mais orgânicos e frenéticos também são marcas dos meus trabalhos”, explica.


Keila e Luísa em Brega Night Dance Clube. Imagem: frame do clipe.

O VIDEOCLIPE

Duas mulheres combinam de ir em uma festa de brega. Ao chegarem no local que seria do evento, literalmente, se atiram no mesmo: “se lançam” metaforicamente em uma piscina. É justamente aí que, de fato, a festa começa. E o videoclipe Brega Night Dance Clube também.
O que se vê após isto é a performance das cantoras, que passeiam, ainda que indiretamente, por gêneros e ritmos como lambada, arrocha, brega, funk, pagodão, forró, tecnobrega, pisadinha, batidão e carimbó, todos até mesmo citados na própria canção.
“A história já é bem diferente por si só né? Duas amigas marcam de ir pra uma festa. Quando chegam não tem ninguém, apenas uma piscina brilhante que na verdade é um portal para uma outra realidade onde 3 guardiãs estão esperando-as para dar uma megafesta. E a estética tinha que acompanhar essa narrativa não tão convencional, assim fomos construindo um universo particular de Brega Night Dance Clube”, sintetiza Matheus.
Assista:




Apesar de possuir inúmeros efeitos visuais e grande equipe de figurantes, o tempo de gravação foi bastante curto. “Desde a ideia até a gravação foram apenas 2 dias, porque Luísa tinha uma estadia bem curta em Belém, então em pouco tempo tivemos que chamar equipe, procurar locação, figurino, direção de arte...”, explica o diretor. Ele também assinou a trabalhosa edição do vídeo: “Já depois de tudo gravado o que mais demorou mesmo foi a edição, animações e todo o processo de pós-produção até a finalização. Foram noites sem dormir, vários momentos duvidei que seria possível, sim, mas felizmente deu tudo certo”, conclui.

A PREMIAÇÃO

Segundo a descrição de seu site, o Music Video Festival (m-v-f-) foi criado em 2013 “como uma plataforma para divulgar e celebrar a produção audiovisual de vídeos musicais, destacando sua importância e influência como expressão criativa, tecnológica, cultural e mercadológica”.
Em quase uma década, a premiação apresenta não apenas novos talentos e consagra outros que já possuem uma carreira consolidada, mas também apresenta uma espécie de panorama da produção audiovisual, em suas diversas plataformas, linguagens e possibilidades de produção e consumo. Neste ano, a categoria “Melhor Videoclipe Estreante” foi vencida por “Blue Echos”, de Caio Amon.

O ARTISTA

Comunicólogo de formação e produtor audiovisual por escolha ou vocação, Matheus Almeida do Nascimento, é mais conhecido nas redes sociais como “@saotheuzolhos”.
Talento desde a infância, aos 11, 12 anos já era muito influenciado pelo pai (Eliezer Nascimento), que também é editor. “A partir dos meus 14 anos ele começou a me levar para algumas produções e ali tive certeza do que queria para minha vida. Que era contar histórias, criar formatos diferente e no geral me comunicar mesmo”, explica.


Foto: Taymari Leão.

Atualmente, está com diversos projetos em andamento, não apenas em Belém. “Há uma série que já começamos a rodar, que é Olhares do Norte, com direção geral do Fernando Segtowick, que fala sobre os fotógrafos paraenses. O episódio que dirijo é sobre a Nay Jinknss, que é a minha maior referência. Acredito que ainda vai demorar um pouquinho para estrear por ser um projeto com muitos processos, mas vai ser incrível, fiquem de olho”, convida.
Em 2020, mesmo na pandemia, Matheus foi um dos artistas convidados para se apresentar no Amazônia Mapping (FAM). No festival, fez uma colab com a artista maranhense Gê (@indiioloru): “Gênesis”, uma obra que, como o nome já sugere, fala sobre criação e experimentação.

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Também em 2020, produziu e lançou “Cura”, sua primeira obra autoral. A obra, segundo Matheus, “surgiu através de um incômodo e de uma provocação para me tirar da imobilidade em que estava. Sem dúvidas o atual momento do mundo e as manifestações contra o racismo influenciaram diretamente no discurso e conceito da obra. Ela traz uma mensagem de ‘cura’ para vários traumas e olhar para dentro de nós mesmos e refletir sobre quem somos. Nesse momento é muito importante articular a arte como forma de resistência e respostas para injustiças. Todo mundo nasce artista, nosso gene é artista, a nossa pele tem um passado artístico. O que fazemos tem um eco artístico. Não importa o que digam, a arte está em todos nós", finaliza.


Postado por Enderson Oliveira
Em 19/1/2022 às 12h04


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