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Quinta-feira, 7/7/2022
As duas faces de Janus
Raul Almeida

+ de 400 Acessos

Guardião dos caminhos, o deus Janus ou Jano se preferirem, significava a transformação, o futuro e o passado. Outra interpretação o coloca como o protetor dos caminhos.
Sempre com um olhar para frente e outro para trás, Janus ou Jano, poderia ser, nos dias de hoje, a câmera de segurança da portaria do condomínio, ou mais objetivamente, o defensor das nobres causas que tanto emocionam a populaça, instigam a militância sobre qualquer coisa, encarnando a personagem em atalaia permanente.
Quando ligamos a TV e ouvimos as notícias, notamos a advertência do apresentador : "Estaremos acompanhando esse caso". Logo podemos imaginar Janus ou Jano, vigilante, atento, alerta, absolutamente comprometido com o assunto mostrado e com os desdobramentos do mesmo. Depreendemos que aquela atividade do moderno jornalismo, o noticiário de Tv., vai ajudar a pressionar a Autoridade na solução seja lá de que problema for, com o total apoio do consumidor de notícias, o tal público que tem o poder, pois é formado pela melhor fatia do Povo, aquela que está bem informada.
O Poder emana do povo, a Autoridade é paga pelo povo, e os funcionários principais do Estado, são escolhidos pelo povo em períodos e por prazos determinados. É preciso informar com precisão, acompanhar com competência, apurar as consequências do fato que gerou a notícia, e receber o prestígio e reconhecimento do tal Povo.
A tendência ao populismo crasso, ao messianismo, ao festival de diatribes e desaforos, inverdades e imperfeições interpretativas, abre um espaço formidável para boquirrotos, pafúncios, mequetrefes, vitimistas, distributivistas, arrivistas e deslumbrados de última hora, buscar seu minuto de celebridade. A possibilidade da redenção, através das sinecuras e prebendas que ornam diversas denominações de empregos por sufrágio, por eleição, por legítima e indiscutível forma de se escolher o tal governo está alí na frente.
No meio da quantidade de acordos, conchavos, mutretas, combinações, arranjos, discursos, desaforos, bravatas, carreatas, passeatas, bumbas e meus bois, Janus perdeu a função de guardião ou sentinela de qualquer coisa. O que foi antes continua agora, será sempre como antes já foi. Uma Viúva Alegre, com uma bolsa enorme, que nem dá pra notar quando algumas patacas são subtraídas.
No palco, no salão de festas, no plenário, o grande espetáculo vai repetir-se.
Judas vai vender, Pedro vai negar, Barrabás vai sair pela porta da frente, e quem acreditou que os artistas estavam defendendo ou atacando idéias, projetos, etc e tal, com ferocidade, antagonismo, desaforos e ameaças, não sabe ou nunca escutou nada sobre o cafézinho, depois dos tró ló lós e bafafás.
Pobre Janus e suas bem intencionadas caras. Aqui as duas são para frente, o que passou vai pro arquivo. Segue o baile.
Todos serão perdoados.


Postado por Raul Almeida
Em 7/7/2022 às 15h02


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