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Quinta-feira, 17/11/2022
Desapega, só um pouquinho.
Raul Almeida

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A fuga da corte portuguesa para o Brasil trouxe europeus educados, de nobre linhagem, costumes, modos e maneiras civilizadas a um lugar fantástico, desconhecido, ou melhor, conhecido apenas por navegantes comerciantes, aventureiros, degredados e piratas de várias bandeiras.
Graças a invasão napoleônica em Portugal, a colônia recebeu obras estruturais, calçamento de ruas, construção de casas, sobrados, edifícios administrativos, palácios e tudo o mais, ainda que minimamente, necessário para abrigar e proporcionar algum conforto a fina flor do Reino, seus criados , áulicos e baba-ovos.
Assim começa a grande história, com todos altos e baixos, do nosso grande País, antes uma colônia extrativista, frequentada e abusada pela ambição dos colonizadores.
Talvez, daí venha o gosto por palácios, residências de verão, inverno, etc. Outra característica herdada e conservada, até hoje pelos governantes, é gastar sempre muito mais do que o Estado consegue arrecadar, desde os “quintos dos infernos”, tal como chamavam os mineradores obrigados a entregar um quinto de todo ouro extraído.
A manutenção dos palácios e residências do governo ( reino, império) sempre tiveram custos que jamais qualquer autoridade pensou ou até ousou questionar. Magotes de lacaios,criadas, arrumadeiras, cozinheiras, jardineiros, caseiros, cocheiros etc., além da conservação predial, das carruagens, animais, etc… Ficou tudo na história. Não haveria nenhum mal se o exemplo cruel não permanecesse na memória administrativa da república até aos dias de hoje.
A conversa sobre o orçamento, a ajuda aos mais pobres e miseráveis, os benefícios sempre deficitários financiados pelos próprios empregados, o pão, a casa, a escola, etc., tomam um porte assustador, quando ecoam nos ouvidos dos interessados, sempre às vésperas das eleições.
Pode um País que tem miséria, falta de comida e escola, além de moradia minimamente adequada, manter palácios e residências oficiais para funcionários públicos, além dos serviços de empregados domésticos, motoristas, assessores, secretariado, áulicos, serventes, etc. ementas inimagináveis, adegas condestáveis, facilidades para todo o tipo de acesso a confortos dignos dos magnatas controladores de fortunas, que pagam os seus luxos e exageros eventuais com dinheiro próprio?
As centenas de parlamentares têm ótimos vencimentos, proventos, ou seja lá o nome que for, para denominar seus salários, ornados, com penduricalhos bisonhos, tais como verba para selos e telegramas, para comprar roupas, para morar, para transporte individual, além de uma penca de boquinhas, sinecuras, prebendas, empreguinhos, para distribuir entre os seus interesses pessoais.
A loucura e o despautério vai muito mais além, com as tais “visitas oficiais", cursos e aperfeiçoamentos, congressos no Exterior, durante o ano inteiro e outras maneiras de produzir viagens, diárias, alimentação, bla, bla. bla, sem qualquer resultado material, verdadeiro, palpável, para a melhora da vida daqueles miseráveis que inspiram os discursos pré eleitorais.
Neste momento as “altezas sereníssimas" discutem o "limite,o teto de despesas do Estado”, como tal medida fosse o bicho papão da assistência aos carentes. Porque não diminuir o tamanho do Estado, começando pelo tamanho da representação política, desde municípios até ao Senado, passando pelo número de "temporários de confiança”, que cada um eleito pode carregar nas costas? O que justifica o tratamento imperial para os funcionários temporários escolhidos por sufrágio, as tais eleições, com tamanha gastança?
Qual é a utilidade das residências, granjas, palácios aqui e ali, com seus custos “confidenciais”, para uso de pessoas que deveriam usar suas remunerações para pagar e manter as suas vidas normais, e não luxos e vantagens imperiais ou monárquicas, pagas pelo Estado. A farra começou com a chegada de D. João e nunca mais parou.
Que tal uma reforma administrativa, limpando toda essa gordura rançosa, esse pagode dentro do cofre da República?
Daqui a pouco vamos ouvir, novamente, os mesmos refrões, os mesmos motes, as mesmas frases e a falta de imaginação dos candidatos, prometendo acabar com a miséria, encher a barriga de todo mundo, prover escola de qualidade, saúde de primeira, casas que não desabam em encostas ou seguem nas enchentes, além dos guardiões da honestidade, da integridade, da moral, da decência , etc, etc, etc.Os velhos miseráveis e pobres morrem e dão lugar a novos, daí o discurso soar sempre como novo.
Diminuir o tamanho do Estado, economizar com seriedade, acabar com a pantomima, duvido.


Postado por Raul Almeida
Em 17/11/2022 às 11h33


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