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Segunda-feira, 7/9/2020
Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
Antonio Feitosa dos Santos

 
Entre o corpo e a alma

Para quem vê o outro, a vida é uma aparência daquilo que o corpo tende mostrar. O que não se vê é o real conteúdo da vida, porque esse, está inserido na alma desse corpo.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
7/9/2020 às 15h51

 
Nome borrado

Sou passageiro de um tempo,
Onde imperava a razão,
Os que vinham e os que iam,
Fosse ou não contramão,
A liberdade imperava,
Ouvia-se a quem falava,
Por isso, da minha admiração.

Hoje, isso não existe não,
A confusão é generalizada,
A informação virou fake,
A verdade virou piada,
Essa tal de pandemia,
Só de falar me arrepia,
A vida é banalizada.

Existe uma canalhada,
De rapinas e roedores,
Nas casas ditas do povo,
Enchem os seus corredores,
No garimpo do poder,
Continuam a roer,
Corruptos e corruptores.

Existem os opressores,
Que andavam escondidos,
Hoje preparam tocaias,
São do poder investidos,
Mais parecem do cangaço,
Lampião, não teria espaço,
Sentir-se-ia oprimido.

Desculpe ao povo querido,
Da minha indignação,
Acompanho o dia-a-dia,
Da nossa pátria nação,
Corrijam se estiver errado,
Não vote em nome borrado,
Com a mancha da corrupção.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
3/9/2020 às 15h28

 
De Corpo e alma

Se eu pudesse fotografar a brisa,
Verias quão suave o resvalar no rosto,
O frescor da pele pelo orvalhar do vento,
Ao tocar a cútis, nesse singular momento.

Ao cair da tarde, um corpo sonolento,
Amortecido, cambaleante pelos afazeres,
A natureza embala os sonhos realizados,
No repouso, o gozo da alma é justificado.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
1/9/2020 às 21h46

 
Lamentável lamento

Meu belo e aconchegante Rio de Janeiro,
Já patrocinastes incontáveis comemorações,
Foste palco de inumeráveis eventos mundiais,
Já fizestes pulsar de alegria os nossos corações,
Os gloriosos réveillons em Copacabana,
Aos domingos de Maraca efervescente,
Tuas belas praias repletas de muita gente,
Do teu samba, do carnaval e da malandragem.

Rio do malandro, que não era um marginal,
Malandro da malemolência e do gingado,
Oh! Rio, contemplo e não mais te vejo,
Mudastes tanto! Perdeste o genuíno gracejo,
As tuas ruas, as tuas praças, andam vazias,
Só tristeza de mãos dadas com a melancolia,
Na política dos teus políticos, a derrocada,
Sombras e obscuridades é o que antevejo.

Rio, aonde foi parar o seleiro cultural Carioca?
Aqui os únicos confrontos eram de ideias?
Esse tempo, pois, já não pertence ao calendário.
Ficarás a dever as tuas futuras gerações,
Num lugar do passado de contos lendários,
Rio, portal de entrada para o novo mundo,
Sem cultura, sem política, sem educação,
Foi o Rio berço nobre de venturosa população.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
1/9/2020 às 21h37

 
Spiritus sanus

Louco fui eu,
Quando acreditei,
Na tua palavra,
No teu sorriso e,
No meu coração.

Louco fui sim,
Quando te ofertei,
As rosas viçosas,
Colhidas do jardim.

Crisântemos,
Açucena e jasmim,
Do muito que te dei,
Do pouco que guardei,
Tu não eras,
Loucura para mim.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
8/8/2020 às 07h49

 
Crueiras da mesma massa

Por mais que eu não queira, considero-me um saudosista. Tenho saudades da educação, da honestidade, da ética, da verdade, da sinceridade e de todos os valores que garantiam a plena felicidade das famílias e dos rincões dessa terra chamada Brasil.

Abominava-se a mentira e a desonestidade. Do ódio nem se falava, aprendíamos a conviver com o outro em harmonia e creio que a convivência era bem mais saudável do que hoje.

Acredito que a tecnologia afetou e muito a maneira de ser da pessoa humana, não só nós brasileiros, mas das pessoas, no mundo como um todo.

O exemplo da deseducação, aos mais jovens, vem dos pais, dos líderes políticos, de alguns religiosos, de alguns educadores e de muitos detentores do poder da informação.

A banalidade com que rotulam pessoas é um caso, para seríssimos estudos sobre o comportamento humano nos tempos de hoje. Não se mede as palavras, nem se cogita das possíveis consequências de atos proferidos, contra qualquer um que supostamente incomode.

Hoje, a intransigência da pessoa humana é gritante, estarrecedora, no trato para com o irmão humano, caso seja esse avesso ao ponto de vista da pessoa de origem.

A facilidade com que se admitem inverdades, lançadas sobre outrem é espantosa e chego a pensar, doentia da sociedade humana. Raramente para-se para averiguação e questionamento aos fatos expostos e divulgados.

Sabemos nós, que a maldade humana sempre existiu, não havia tanta divulgação como hoje, mas acredito que a banalidade, o desprezo e a arrogância das pessoas tornaram-se vorazes.

O senso crítico das pessoas evaporou, escafedeu-se e com ele se foi o caráter, a credibilidade e o apego as boas maneiras de convivência fraterna e social.

O pior de tudo é a idolatria a esses personagens inescrupulosos. São eles verdadeiros lobos sob pele de cordeiros.

Sinto pena desses que aplaudem o atraso, o desrespeito, a mentira, a desonestidade e o egoísmo, porque verdadeiramente não sabem o que estão a fazer. São crueiras da mesma massa.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
1/8/2020 às 12h53

 
Escarafunchar-se

Conheci muitas pessoas nessa minha passagem pelas trilhas da vida, continuo conhecendo e espero sinceramente, conhecer muitas outras ainda.

Por isso ando devagar, sem pressa, sem atropelo, carregando comigo um pedacinho das lembranças, que vocês deixaram em minha vida.

Sou como uma cocha de retalhos. Na dimensão do meu espirito há um pedacinho de você, por isso, cuido dos caminhos por onde passo, pelas preciosidades que carrego tempo a dentro.

Procuro sempre descobrir o lado bom de cada um. Nós humanos temos facetas boas e facetas más. Quando descobrimos primeiramente o lado bom, anulamos de certa forma os impulsos negativos existentes.

O carinho com que tratamos a outrem, ativa a reciproca do outro em relação a nossa pessoa. Transformamos muitas vezes um caminho desconfortável e de mão única, em uma estrada boa, de duas ou mais vias paralelas.

Aprendi a gostar das pessoas como elas são. Aprendi que não existe pessoa perfeita, ela é o que é. Então aprenda a não exigir de outrem o que esse não posse te dar. Deixe que as pessoas doem o que tem e seja-lhe eternamente grato por isso.

Aprenda a não correr, para não deixar para trás o que de melhor você conseguiu na vida, o irmão outro, que por motivos diversos, as vezes não pode te acompanhar.

Por vezes esse irmão outro, não te entenderá. Muitas outras vezes quem não o entenderá é você, sou eu e assim o tempo nos toca estrada afora. Se pois, a vida é um livro aberto, o tempo o melhor professor, porque não ler uma página por vez e ouvir a voz do sábio e eterno mestre, o tempo? Talvez assim compreendamos mais e melhor a nós mesmos.

Os irmãos outros, estão por ai, a nossa espera, clamando para ser parte de nós e pela falta que mutuamente fazemos uns na vida dos outros. Essa coisa de gostar, não é fácil para ninguém, mas acreditem sempre achei viável.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
1/8/2020 às 11h10

 
Lirismo momentâneo

A brisa suave e fria resvalava sobre o rosto,
Sacudia os cabelos por sobre os ombros.
Seu caminhar lento, denunciava o tempo.
Seu bom gosto pelos lírios do campo,
Vez por outra percebia-se a sua elegância,
Ao curvar-se para toma-los sobre as mãos.

O vento sacudia suas vestes,
Seda florida, envolvia o corpo esguio,
Enquanto continuava lentamente abstraída,
Talvez, pela beleza das flores do campo,
Que alastravam-se por toda a faixa do caminho,
E por certo também, na mente da mulher e mãe.

Dizia ela, as flores deixam a casa perfumada,
As do campo são sempre as melhores...
E lá ia ela todas as manhãs, ainda sem o sol,
Além das flores campestres,
O perfume das flores dos laranjais, cafezais...
Inebriava a minha inocência de criança.

Represado até hoje na lembrança,
Dias da minha infância, momentos felizes,
Da mulher que me foi mãe, Maria Joana.
Sua imagem doce, meiga e afável,
A delicadeza com que tratava a natureza.
A paz me vem desses instantes inesquecíveis.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
18/7/2020 às 09h46

 
No vai e vem da dança

Se quiser entrar no jogo,
Primeiro entre na fila,
Pra buscar a Margarida,
Que o jardim concedeu.

Porém só quem viu foi eu,
Quando a Ana chegou,
O branco cravo a puxou,
Para o centro do salão.

Todos lhe deram a mão,
E começaram a cantar,
Entra Ana, entra Judite,
Traz Arlequim pra dançar.

Também vem o Baltasar,
A Julita dança bem,
Vem o Hélio e o Carlos,
No gostoso vai e vem.

Se não entra nesta dança,
Não consegue a confiança,
Para gostar de alguém,
Entra Ana, entra Judite,
E eu vou entrar também.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
4/7/2020 às 22h14

 
Verdade que não se fala

Hoje vejo que o meu pai foi um homem sábio. Ao se tornar mais experiente e detentor de um longo tempo de vida, costumava afastar-se de nós, filhos e irmãos, ficando a espreitar de longe os nossos movimentos, sem ouvir nossas conversas e não mais participar com opiniões, como costumava fazer em tempos anteriores.

Eu que também ganhava experiência, achava estranho esse comportamento, ele que sempre foi dado a participação, a interação coletiva, agora distanciava-se das nossas aglomerações de camaradagem, fossem de famílias ou não.

Certa vez estávamos reunidos, entre família e amigos, ele saiu da varanda, andando com um certo esforço, acometido de fortes dores no joelho, caminhou por cerca de 50 metros e sentou-se sobre o caule de um jenipapeiro, que havia sido derrubado e posto em frente à casa da bodega.

Cabeça baixa, embora com o olhar em nossa direção, creio eu, fazendo conjecturas, da própria vida e por certo das nossas. Não hesitei, pedi licença aos amigos e caminhei em sua direção, sentei-me ao seu lado, sorrindo indaguei, gosta de estar sozinho pai?

Ele esboça um sorriso e diz: também já fui jovem, curti e vivi cada momento, cada oportunidade que a vida me ofereceu, agora é o momento de vocês, por isso fico a observar as oportunidades que o tempo lhes oferecem. Vivam uma vida bem vivida, como tenho eu convicção de ter vivido a minha.

Senti um pesar no peito, como nunca havia sentido. Aquele era o meu pai, parando para descansar o corpo e purificar a alma dos laboriosos anos de lutas, das preocupações que o acompanharam por tanto tempo e que agora o serenava por meio da sutil contemplação.

Com um olhar fundo e cansado, encarou meus olhos e perguntou: - Você conhece a história do elefante que conduz a sua manada por anos nas pradarias africanas? Respondi: - Sinceramente não pai.

- Então escute o que eu vou lhe contar, isso serve para o elefante, para mim e por certo para você também, que já constituiu a sua família. Pois bem, o elefante passa anos de sua vida conduzindo a família, para os diversos campos de pastagens, ele é o esteio da manada, enquanto jovem e um forte adulto.

Mas o tempo passa para todos, continuou ele, então a medida que vai envelhecendo, deixa o comando com os mais novos e vai se afastando da manada, ficando para trás, até o seu completo isolamento do grupo que liderou por muito tempo. De repente toma uma nova direção e sozinho permanece até o seu último dia de vida.

Mas isso não é o seu caso pai? Eu lhe falei. Ele contestou, é sim e também será o seu um dia, a natureza nos impõe isso, não há como fugir, é da vida animal e da vida humana. Estou a lhe falar porque você perguntou, aprendi com a vida e geralmente não falo, mas é assim que funciona.

Quanta sabedoria meu pai, que nosso Deus te abençoe e te conceda a eterna vida dos santos. Conduziste-me pelo caminho da verdade e me guiastes pelas sendas da virtude e do dever. Por assim ser busquei levar aos meus os teus ensinamentos e hoje caminhando suavemente e em paz contemplo os meus a minha frente

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
2/7/2020 às 05h47

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