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Quinta-feira, 16/8/2018
Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
Antonio Feitosa dos Santos

 
Saber viver a vida é fundamental

Recuperar o sono das noites perdidas,
Noites perdidas! Antagônicas do viver.
Recuperar o sono! Antagônico do tempo,
No qual se vive, dorme e se tem prazer.

Vida, para ser vivida de bem com a vida,
Que foi imprimida, antes mesmo do nascer.
Não consigo entender, os obstáculos postos,
Para impedir o conjunto da obra a crescer.

Que sabedoria há no homem impositivo?
Que bravura existe num homem tão servil?
Torna-se esse um leão ou um cordeiro,
Da vida prisioneiro, desprezível homem vil.

A vida deve ser vivida na sua plenitude,
A cada dia, em cada instante que flamejar.
Corra, cante, pule, grite, esperneie e viva,
Loucura e liberdade de viver o verbo amar.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
16/8/2018 às 16h19

 
Globo News: entrevista candidatos

Assisti as entrevistas dos candidatos à Presidência da República, através da Globo News, promotora do evento, de segunda a sexta-feira e hoje sábado o dia inteiro. Os candidatos na sequência: Álvaro Dias, Marina Silva, Siro Gomes, Alkmin e Bolsonaro.

A equipe de comentaristas da Globo, pode se dizer a nata do jornalismo, para a ocasião.

Fiquei estarrecido, impactado com a falta de afinidade e conhecimento de alguns candidatos, completamente desinformados, com respostas do tipo: “isso é no posto Ipiranga”.

São eles postulante ao mais alto cargo executivo do Brasil. Foi decepcionante ver o desconhecimento, por esses postulantes, sobre a economia nacional, a vida social brasileira, a saúde, a educação e a segurança pública.

São pessoas que não espelham a confiança e o desejo de libertar o Brasil das mão desse poder corrupto que ai está. Muito pouco os que discorreram a contento, as perguntas dos entrevistadores, mediados pela Jornalista Miriam Leitão.

Meu desejo é que o povo tenha assistido ao evento, para os eleitores tirarem sua própria conclusão, e votar no menos pior. E esse ao ser eleito faça a transição menos traumática, para um futuro chefe da nação, bem mais preparado, ético e de brilho próprio.

Desses que se apresentaram, apenas um, segundo as minhas convicções, num certame com valores de zero a dez, eu daria uma media cinco. Bom dia a todos e que Deus nos ilumine.

Rio, 04/08/2018
Feitosa dos Santos

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
4/8/2018 às 13h43

 
Corpo e alma

A alma que arrastando o corpo,
Cansado corpo, que conduz a alma,
No alfarrábio do tempo, ponto final,
Se deixa no pó marcas da palma,
No coração do outro, dor e saudade,
A mente de outros, a paz acalma,
Num raso fosso, os despojos, o corpo,
Desatam-se os nós e liberta a alma.

Rio, 25/01/2012

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
4/8/2018 às 11h35

 
Cada poesia a seu tempo

Viva a vida ao seu tempo,
Cada tempo tem a sua poesia,
Não antecipe, e não atrase,
O ritmo, sempre nos dá alegria,
Viver aquilo que não se sente,
No fundo, só traz melancolia.

Ser tão somente o que se é,
Sem astúcia, e sem desdém,
Vale o tempo que a vida leva,
Seja esse, do tamanho que for,
Diga: a vida assim será mais justa,
Sou o que ainda não descobri ser
Menos devaneio e mais amor.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
3/8/2018 às 11h19

 
A passos de peregrinos lll - Epílogo

A nossa saga continua. Aos 11 dias do mês de junio, segunda feira, tomamos o café cedinho e de malas em punho tomamos o ônibus, com objetivo final Jerusalém. Faríamos porém, diversas paradas para visitas, como veremos a seguir.

Seguimos pele vale do Jordão, de um lado e do outro, paisagens montanhosas e desérticas, quão incrível é a natureza e o empenho do homem, bananeiral, oliveiras, tamarineiras e damasqueiros em abundância, um misto de beleza humana e divina.

Nossa primeira parada foi em Jericó, uma das cidades mais antiga da terra. “Jericó é uma antiga cidade da Palestina, situada às margens do rio Jordão, encrustada na parte inferior da costa que conduz à serra de Judá, a uns 8 quilômetros da costa setentrional da parte árida do Mar Morto e aproximadamente a 27 km de Jerusalém”.

Nas proximidades da Cidade de Jericó, encontra-se o Monte das Tentações, uma montanha em cuja metade, ergueram um mosteiro ortodoxo, que tão somente o destemido homem, com a ajuda divina é capaz de tal façanha. Para se chegar ao mosteiro, precisa tomar um teleférico, para alcançar esse objetivo. E lá fomos nós, uns apreensivos, outros eufóricos e outros nem tanto. Chegamos lá, simplesmente um visual deslumbrante e mais uma etapa cumprida.

De volta, entramos na cidade Jericó. Aqui numa loja de cosméticos do mar morto, as mulheres principalmente e alguns homens, inclusive eu, fizeram a festa comprando produtos como: cremes para o corpo, para a noite e o dia, para os pés e mãos, sabonetes, uma diversidade infinda. Compramos mel de tâmaras e tâmaras secas, as melhores do mundo. Uma comprinha também faz bem e eleva o moral da turma peregrina, porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

Ao saímos da cidade paramos na oliveira, (sicômoro de Zaqueu). Conta a bíblia que esse homem era muito baixinho e subiu nessa arvore para conseguir ver Jesus passar. Disse-lhe Jesus: Zaqueu desce dessa arvore, hoje repousarei em tua casa.

Seguindo viagem chegamos a Qumram, onde há vários manuscritos bíblicos, encontrados em sítios arqueológicos, nos arredores do mar morto.

Khirbet Qumram, “Ruína da Mancha Cinzenta”, sítio arqueológico situado na Cisjordânia, a cerca de 1 quilometro e meio a noroeste do Mar Morto, distando 12 quilômetros de Jericó e a leste, 22 quilômetros para Jerusalém. Aqui comtemplamos os achados, pinturas e os manuscritos de tempos idos.

No comercio local, compramos água, tomamos café e espreitamos a paisagem avermelhada e cinzenta da terra desnuda do deserto que nos rodeava. Daqui partimos para o mar morto.

O mar morto, realmente não há como ter vida numa água daquela, aliás não é agua, mas um caldo consistente de sal, pode-se ler um jornal deitado em sua superfície sem afundar.

Alguns peregrinos caíram naquele caldo, outros molharam os pés, eu molhei as pontas dos dedos e sai correndo para lavar em água doce.

Muito interessante ver a imensidão de água tão salgada. Acredito que em algumas dezenas de anos, tudo aquilo não passará de uma imensa salina. O sol é muito quente e quase não há vento na região, por isso, persiste ainda o nome água.

O sol já pendia baixo para o poente, quando saímos do mar morto, não sem antes fazer a contagem dos peregrinos, pela Marcia e Mei, as guardiãs da família. Ninguém faltando, seguimos firmes na direção de Jerusalém.

Subimos cortando o deserto da Judéia, para finalmente entrarmos triunfantes na cidade das cidades. Jerusalém a nova morada da nossa peregrinação, o Hotel Ramada.

Após o jantar veio via WatsApp, o horário do dia 12, a seguinte mensagem: “Família se alguém não estiver na recepção as 05h:30min vou considerar que não vai participar da Via Sacra”. Adivinhe a que horas acordamos.

Era doze de junho de dois mil e dezoito. Na velha Jerusalém, entre muros, há um grande mercado árabe-Judeu, é nas ruas internas desse mercado onde ficam as estações da via dolorosa, era ali, o monte do Gólgota.

Sua primeira estação é sob o portão de entrada na cidade velha, portão de Santo Estevão, onde começamos. Depois na (piscina probática, igreja de Sant’Ana fechadas), Fortaleza Antônia, (A Fortaleza Antônia era uma praça-forte construída por Herodes, o Grande, em Jerusalém, na extremidade oriental da muralha da cidade. Ligada ao Templo por uma galeria, e cujo nome homenageava o triunvirato romano).

Seguindo as Estações até o Calvário e o Santo Sepulcro, onde terminamos a Via Sacra. Voltamos ao café da manhã no hotel e logo depois, prosseguimos nossos caminhares.

Voltamos a Jerusalém antiga, até o Santo Sepulcro, onde em uma de suas capelas, Padre Aldo, celebrou a santa missa.

Segundo a nossa guia Mei, o Monte do Gólgota, onde se encontra o Santo Sepulcro, foi muito rebaixado pelos bizantinos. Na realidade eles fizeram o que hoje chamamos de terraplanagem, até conseguirem construir a igreja sobre a gruta do Santo Sepulcro de Jesus.

A gruta se encontra na parte central traseira da nave, em frente à entrada principal do templo. Donde conclui-se que aqui ele foi crucificado e enterrado até a sua ressureição. Ainda em frente à porta principal, encontra-se a lápide, onde o corpo de Jesus foi ungido.

Após uma grande fila, adentramos ao Santo Sepulcro, ou seja, o local onde seu corpo foi depositado, após a sua morte por crucificação. Duas pessoas por vez, entramos eu e a Mayre, uma breve oração saímos para que outro tivesse essa oportunidade única.

Do Santo Sepulcro, seguimos para Ein Karem. Esse lugarejo tem um significado especial por ser a cidade natal de Zacarias e Isabel, os pais de João Batista, e o local onde se deu inicialmente a Visitação, Maria, a mãe de Jesus se encontra com a prima Isabel antes do nascimento de João.

O primeiro lugar onde paramos foi na fonte que cedeu o seu nome ao antigo lugarejo, “Ein Karem, significa fonte do vinhedo”. Conhecida também como a Fonte de Maria, reza a tradição cristã, que a Virgem Maria parou lá para beber água enquanto visitava a sua prima Isabel. Essa fonte jamais parou de Jorrar água potável e cristalina.

Após a fonte, subimos uma imensa e íngreme escadaria até à Igreja Franciscana da Visitação, que marca a visita de Maria a Isabel em sua casa num pequeno sitio.

Belíssima igreja de dois andares concluída em 1955, sobre ruinas bizantinas e cruzadas. No pátio, os peregrinos podem ler um dos hinos mais decantado da igreja, Magnificat de Maria, que ela rezou quando encontrou com Isabel. Hoje, escrito em diversos idiomas na parede na frente da igreja.

Na capela no andar de cima pinturas retratando cenas históricas nas quais a Virgem de Nazaré tem um papel especial, como o Conselho de Éfeso, quando ela foi declarada Mãe de Deus.

Em seguida fomos visitar a Igreja de são João Batista, no lugar onde antes era a casa de seus pais. Fomos recebido por um frade brasileiro, muito simpático e fez uma preleção histórica da vida do santo. Belíssima igreja e repleta de uma energia revitalizadora da fé cristã. Já bem tarde voltamos para o hotel Ramada, para o jantar e o merecido descanso.

Aos treze dias de junho de 2018, levantamos cedo, tomamos o café, e de posse das nossas mochilas, fomos em direção ao ônibus, que nos levaria ao Monte das Oliveiras e a Belém na Cisjordânia.

No Monte das Oliveiras há um imenso cemitérios dos Judeus, avista-se do outro lado do vale, um enorme cemitérios dos Árabes, bem separado um do outro. No meio do monte há a Capela da Ascensão de Jesus Cristo, um pouco mais a baixo visitamos a gruta da traição a Jesus. Do lado oposto está a gruta donde nossa Senhora foi assunta de corpo e alma à glória celeste.

Descemos até a base do monte, para visitar a Igreja do Pater Noster, Igreja Dominus Flevit e o Jardim do Getsemani. Local esse, onde Jesus foi rezar logo depois da última ceia e lá foi feito prisioneiro. Por volta de meio dia seguimos para Belém de Judá, nessa viagem nossa guia Mei ficou, em virtude de dificuldades em adentrar nas terras palestinas, foi substituída temporariamente por Benjamim, guia palestino.

O nosso primeiro ponto de parada foi no campo dos pastores, contemplamos a igreja dos pastores, e mais uma vez padre Aldo celebrou uma missa na gruta número dois desse local, aqui Mayre fez a sua primeira leitura bíblica. O coral da família peregrina entoou os mais belos cantos, e ao final ouviu-se: Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé.

Conhecemos ainda a gruta do leite, creio que o único lugar no mundo onde há uma imagem de nossa senhora de seio exposto amamentando Jesus. Pintura belíssima em um local de silêncio profundo. Visitamos a igreja da natividade, local onde se encontra a sala do estábulo, e o recanto da manjedoura onde Jesus ficou. Visitamos também a Basílica de Santa Catarina, muito bonita, como tudo na terra santa.

Visitamos ainda a gruta de são Jerônimo e em seguida retornamos para Jerusalém. Era hora de repousar para as próximas ações do dia 14 de junho.

No décimo quarto dia, mais uma vez tomamos o ônibus, as 9h:00 com destino ao portão de Jaffa nas muralhas da velha Jerusalém. Adentramos ao portão e percorremos o Mercado, parte Árabe e parte Judeu, após subir uma escada, nos deparamos com as piscinas probáticas e ao lado a igreja de Sant’Ana.

Um local importante, pois foi aqui, de acordo com a tradição, o nascimento de Nossa Senhora. Uma igreja em dois níveis, sendo o primeiro a nave principal da igreja, com uma acústica invejável. Aqui assistimos uma belíssima, musica por uma soprano do coral de um outro país. O segundo piso está sob o primeiro piso da Igreja, onde ficava a casa dos avós de Jesus, assim como o local destinado ao nascimento de Nossa Senhora. A presença de Maria mãe de Jesus se faz sentir da entrada a saída da igreja.

Logo depois, atravessamos uma praça e fomos em direção ao ônibus que nos aguardava. Circundamos as muralhas da velha Jerusalém, e novamente paramos, antes de um Shopping, caminhamos a pé, atravessamos o Shopping, subimos mais uma escada e nos deparamos com o portão dos Leões, onde a Mei sugeriu: são 11h:30, tempo livre até as 13h:45, todos devem estar de volta, para prosseguirmos até o Muro das lamentações.

Assim cada um fez como quis, uns foram ao mercado para realizar compras de lembranças para os familiares, outros foram almoçar ou lanchar, outros ainda visitaram lojas extramuros, exposição de ates etc. Depois dessas ações, voltamos ao portão de entrada nas muralhas, conforme estabelecido por nossa guia Mei, e logo após a contagem dos membros da família, seguimos a pé para o Muro das Lamentações.

Esse é um lugar sagrado por excelência para o judaísmo e é conhecido como Muro Ocidental (“Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico”). O Muro das Lamentações é o único vestígio do antigo templo de Jerusalém.

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C. pelo Rei Davi e derrubado pelos babilônios em 586 a.C. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Zorobabel após o Exilio Babilônico, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 d. C., durante a primeira guerra Judaica-Romana.

“Quando as legiões do então general Tito destruíram o templo, só uma parte do muro externo ficou em pé. Tito deixou esse muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações)”. Fizemos nossas orações e a seguir, pela lateral, tomamos o ônibus e fomos para o topo do Monte Sião.

Subimos as escadarias que dão para a Abadia da Dormição. A 15 de agosto, católicos do mundo inteiro celebram a Festa da Assunção de Nossa Senhora, comemorando a elevação da Virgem Maria de Nazaré ao Céu, ao fim da sua vida terrena. A festividade é reconhecida pelas igrejas ortodoxas como Dormição, (adormecer), da Mãe de Deus. Esse também é o nome do Santuário católico em Jerusalém que comemora o evento: a Hagia Maria Sion ou Abadia da Dormição. A sólida igreja beneditina, com seu alto campanário em forma de cúpula, visível de vários pontos da cidade.

Por causa da santidade especial do local, tornou-se uma igreja judaico-cristã, conhecida como Igreja dos Apóstolos.

Conhecendo o Cenáculo: “Localizado em um andar acima da tumba do Rei Davi, o salão da Última Ceia, também chamado de Cenáculo, é onde Jesus e seus apóstolos dividiram a última refeição antes da crucificação, segundo a tradição Cristã. Acredita-se também que foi lá que muitos outros eventos importantes relatados no Novo Testamento aconteceram, como a aparição de Jesus para seus discípulos depois da Ressurreição”.

“O Cenáculo é dividido por três pilares em três naves. Os pilares e os arcos, janelas e outros elementos arquitetônicos góticos são uma clara indicação de que a sala foi construída pelos cruzados no início do século XII, em cima de uma estrutura muito mais antiga. A estrutura mais velha, de acordo com pesquisas arqueológicas, foi uma igreja-sinagoga das primeiras comunidades cristãs de Jerusalém”.

Ainda no Monte Sião, visitamos a Igreja de São Pedro Di Gallicantu. A Igreja de São Pedro Di Gallicantu é uma igreja católica romana, localizada na encosta oriental do Monte Sião, dos dias atuais, a poucos metros da saída da Cidade Velha, fora das muralhas de Jerusalém, no lugar da casa do Sumo Sacerdote Caifás.

Neste palácio, segundo as tradições, ocorreram o sinédrio e o julgamento de Jesus Cristo, descrito em (Mateus 26:58; Marcos 14:54 e Lucas 22:54). Os primeiros relatos dos peregrinos bizantinos, com algum apoio da arqueologia, apontam para a área da Igreja de São Pedro Di Gallicantu, como o possível local desse acontecimento. Finalizando nossa visita a este local, retornamos ao hotel, para banho e um breve descanso, antes do jantar de confraternização, hoje fora do hotel, como despedida da nossa peregrinação cristã.

As 8h:00, tomamos o ônibus e partimos para o jantar de confraternização e entrega do Certificado do Peregrino. Um jantar delicioso regado a um bom vinho e sangria. Ali, alguns dos participantes tomaram da palavra e teceram elogios a Marcia, nossa acompanhante e Mei, a nossa guia, de conhecimentos históricos e teológicos formidáveis, conforme fala do padre Antonio, que conta com minha anuência.

Depois do delicioso jantar tomamos o ônibus e regressamos ao hotel, já com o indicativo de malas prontas para o retorno aos nossos lares.

Na sexta-feira, 15 de junho de 2018, levantamos cedo, malas prontas e passaporte a mão, tomamos um café reforçado, tomamos o ônibus e partimos ao som de: quem parte, leva saudade, de alguém que fica chorando de dor... e lá fomos nós a busca de Emaús. Ruinas, tão somente ruinas, pouquíssimos habitantes, alguns frades e algumas freiras.

Num local reservado para orações por entre as ruinas, ali realizamos o mais lindo ato da nossa viagem, leitura de um texto bíblico, partilha do pão e do vinho, onde todos os participantes comungam de um só espirito, o Espirito Divino, na partilha do pão, como fizera o Cristo Jesus.

Vivemos o mais importante, o sentido espiritual de Emáus, o que essa passagem lembra. Jesus já ressuscitado, caminha pela estrada que sai de Jerusalém para Emaús, com dois dos seus discípulos e não é reconhecido por eles, até que ao chegarem ao povoado, Ele pega o pão e parte. Essa é a ideia central de Eamús, a partilha do pão, revelando o Cristo Jesus.

Prosseguimos a viagem, para Tel Aviv, onde ficava a velha cidade de Jaffa. Monumento ao seu antigo portão, jardins panorâmicos, muitas flores e esculturas, além de uma ampla vista panorâmica de Tel Aviv. Aqui nos separamos do meu filho, nora e seus pais, estes estenderiam a viagem até a Jordânia, por mais seis dias, após as despedidas, fortes emoções, eles seguiram para um hotel e nós, a outra parte da família, seguimos para o aeroporto de Ben Gurion (Tel Aviv).

Nesse aeroporto a comandante May, ficou até o instante em que o ultimo peregrino passou pela segurança israelense, fez entrevista, traduziu nossas respostas para o hebraico, aos seguranças, separou a família dos demais passageiros, uma verdadeira diva do turismo em Israel. Mairav Atmor-Mei, todá rabá.

As 15h:40 levantamos voo para Roma, onde chegamos as 18h:25 ao aeroporto Leonardo da vinci, Roma Itália. Lá eu, Mayre e Mariângela nos despedimos dos peregrinos de São Paulo, Ourinhos SP e Venâncio Aires RS, partindo de Roma as 22h:00 direto para o Rio de Janeiro, onde chegamos as 5h:00 da manhã de sábado. Graças a Deus, enfim em casa...

NOTA DO AUTOR:
Procurei ser o mais autêntico possível, é claro que algumas coisas deixei passar, e outras que ficaram aquém das minhas lembranças. Este pois, foi o modo que encontrei para agradecer a todos pelo companheirismo, aconchego, força e fé, sem estas características cristã, pouco andaríamos ou andaremos. Por alguns erros e falhas, minhas sinceras desculpas.
BR>Que assim seja por tempo indefinido. Bem e paz.

Rio de Janeiro em 25/06/2018
Santos.may@globo.com

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
24/7/2018 às 19h00

 
A falta de compromisso com a educação

Está chegando o momento de assistirmos via mídias, o falatório político, o horário eleitoral. Candidatos a prometerem muitas coisas, inclusive a costumeira promessa de preocupação maior com a educação.

Já ouvi tanto sobre isso, que não mais discuto as fartas retóricas desses fatos. Tão pouco retenho o prometido, porque promessa de políticos não é dívida é masoquismo a quem queira acreditar.

O fato é que o descrédito da população jovem brasileira, bate à porta da nossa sociedade e cobra um alto preço, por essa falta de compromisso da mãe pátria, com os seus filhos das três última gerações, hoje, uma faixa que vai dos 10 aos 30 anos de idade.

Nessa idade a minha geração tinha ânsia pelo aprender, pelo conhecimento e busca do novo, sabíamos fazer a boa crítica, e não costumávamos levar dúvidas para casa.

Hoje por incrível que pareça, com toda a tecnologia disponível, pelo menos nos médios e grandes centros urbanos, dentro do possível a todos, nos deparamos com uma massa de jovens alienados, que não conseguem raciocinar, não gostam de estudar e se divertem as custas dos que, do outro lado lutam bravamente, para vencer a barreira do desânimo que assola a juventude brasileira.

Há muitos pais que não educam, não cobram o mínimo necessário aos seus filhos, deixando-os a própria sorte e a mercê de um mundo cada vez mais contaminado por armadilhas e veredas tortuosas.

Esses pais acham que a educação cabe a Escola e aos professores, esquecendo que a esses, cabem tão somente o papel de dar conhecimento, promover a cidadania com direitos e deveres, reforçar a ética e a liderança, para o campo profissional almejado.

Por outro lado, há professores que não inovam, continuam transmitindo aquilo que aprenderam e como aprenderam, nos antigos bancos escolares e universitários. Nossa juventude se torna refém de velhas práticas e o pior acredita nesse velho caminho percorrido, que por certo levará a lugar nenhum.

O jovem não mais questiona em sala de aula, carrega a dúvida daquilo que não aprendeu. A dúvida da aula dada e não do efetivo ensinamento e aplicabilidade da matéria ensinada.

A grade curricular não contempla a cidadania, os direitos e deveres das pessoas, a cultura do conhecimento elevado, as artes e seus modelos, a ética e a priori o pensamento humano de coletividade, parceria, apoio solidário e a imagem unívoca do indivíduo para com os seus pares. O relacionamento humano na sua essência, simplesmente inexiste.

Essa massa jovem, não acredita no estudo como base e ponto de partida, para voos mais elevados. Não creem serem capazes de mudar o Brasil, mudar o depauperado sistema político existente e recuperarem a autoestima, o amor pela pátria e por si mesmos.

Busquemos através das nossas reflexões e práticas aplicadas, reverter o desânimo em esperança, o arcaico descompromisso no compromisso motivacional de líderes. Elevemo-los do desrespeito a si mesmo ao respeito mútuo e a ética coletiva.

Acreditemos todos, apesar do descompromisso político com a educação, a falta do interesse público, para com os nossos jovens, fechando Universidades, Escolas, minguando os turnos de aulas, desincentivo ao estudo noturno, como quer fazer o governo do Rio de janeiro.

Não podemos calar, vamos incentivar a juventude a conhecer seus deveres e os seus direitos, melhor ainda, ensinar-lhes o caminho das pedras, para num futuro bem próximo, destravarem as portas do saber e do conhecimento para as futuras gerações brasileiras.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
20/7/2018 às 18h10

 
A luz da alma - Haifa Israel

Hoje eu caminho os meus passos,
No compasso dos passos teus.
De seguir as marcas do teu rastro,
No cansaço desses pés, que o mundo esqueceu.
A poeira do deserto os encobriam,
Na íngreme subida, na ladeira que descia,
A mirar Um céu azul opaco,
Por sobre a árida terra a tua voz se ouvia.
Na pregação ao povo, das bem aventuranças,
Saciar o homem sem fé e fome de esperança,
Entre ídolos e deuses, o Deus se confundia.
Fizeste da palavra, a luz sobre o deserto,
Embora julgassem-No longe da terra,
Certo é, sempre rondavas por perto.
O homem na busca de um oásis,
E Tu clamando pelo deserto,
Não é fácil entender o teu propósito,
Buscamos no íntimo uma resposta,
Quando o eco de tua palavra, já inaudível,
Mesmo sabendo que estás vivo e perto.
No homem, a alma nas sombras se esconde,
O corpo sucumbe ao pó e não responde,
Se possível afastai a aridez que apaga,
Dai-me a fé, que alimenta e acalma,
A robustez do corpo e a luz da alma.

Haifa Israel, 08/06/2018

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
19/7/2018 às 15h58

 
A passos de peregrinos ll

Após a narrativa da nossa viagem por terras italianas, vivenciando as belíssimas histórias dos seus santos, da cultura, costumes e passado do seu povo, convido-os a caminharem juntos conosco, pelas terras, nas quais Jesus caminhou e deixou marca indelével para as gerações futuras, a fé e a promessa de uma nova vida, e das quais foi Ele próprio, o Protagonista por toda a Terra Santa.

Ao sétimo dia de junho de 2018, despertamos cedinho, malas prontas, passaportes cuidadosamente separados, sem o café da manhã, mas tudo bem, estávamos na recepção do hotel, prontos para o novo desafio. Agora no Oriente Médio, continente Asiático, a Terra Santa em Israel.

Tomamos o ônibus em direção ao aeroporto de Roma, o Leonardo da Vinci. Uma sacola de lanches rápidos e água foi entregue a cada um de nós. A voz do padre Aldo se fez ouvir, era a oração do dia, e ao mesmo tempo a despedida de Roma, da Itália, do continente europeu.

No aeroporto os mesmos procedimentos, Mari nos acompanhou até o momento do embarque. Por volta das 10h:00, horário de Roma, levantamos voo com destino a Terra Santa. Por que terra santa? (Hebraico: Eretz Hakodesh; Árabe: Al-Ard Al-Muqaddasah). É uma região localizada entre o rio Jordão e o mar mediterrâneo, na atualidade é dividida entre Israel, Cisjordânia e Jordânia. É chamada de Terra Santa pelo seu valor histórico para as três maiores religiões monoteístas da terra. São elas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Por isso a Terra Santa é considerada como o centro espiritual da terra.

Por volta das 14h:00, 1h:00 a mais em relação a Roma, para nós brasileiros 6h;00 a mais, aterrissamos em solo israelense. No aeroporto de Tel Aviv -Ben Gurion, os procedimentos costumeiros, a família cada vez mais coesa, capitaneada pela Marcia (nossa competente acompanhante), somada ao Jonas, guia local intermediário, porque a nossa guia israelense, por razões pessoais, só nos encontraria a noite. Fomos a busca do ônibus que nos conduziria ao hotel. Marcia fez a contagem costumeira dos membros familiares e prosseguimos para o Hotel Herods, as margem do mar mediterrâneo em Tel Aviv.

Ainda cedo da tarde, alguns dispuseram-se a tomar um banho de mar, outros foram conhecer algumas ruas das adjacências, outros foram curtir a beleza do relevo mediterrâneo da região, entre esses eu e a esposa, tomamos um café na cafeteria do hotel e fomos passear no calçadão a beira mar de Tel Aviv.

O jantar foi servido as 19h:30, todos os peregrinos estavam presente. Seguiu-se a apresentação da nossa guia, de nome tão complicado, Meirav Atmor, sua sugestão foi para que a chamássemos de Mei e assim foi feito. A culinária israelense é sem dúvida excepcional, como reza o costume de toda a costa mediterrânea. Depois do delicioso jantar, fomos descansar, no dia seguinte, após o café da manhã teríamos muita chão para percorrer em direção a Tiberias ou Tiberíades.

No oitavo dia de Junho de 2018, em seguida ao café matinal, de malas prontas e muita disposição, tomamos o ônibus e partimos as 8h:00 da manhã, rumo a cidade de Tiberias, com paradas e visitas a diversos locais históricos dessa terra e desse povo.

Nossa primeira parada foi em Cesárea Marítima, - Cesárea homenagem ao imperador romano César Augusto - capital romana na Judéia do primeiro século e uma das mais importantes cidades das cruzadas.

Já desgastada pelo tempo e pelo homem, me pareceu ter sido uma cidade progressista e de arrojado sistema de comercio marítimo, por toda a estrutura de que dispunha. Um verdadeiro museu a céu aberto. Pode-se ver ainda, ruinas do hipódromo, o que fora o palácio do Rei Herodes e o belíssimo Anfiteatro Romano.

O complexo arquitetônico compreende construções de diferentes épocas, desde o período helênico (século 3 a. C.) até o período das cruzadas século (12 d.C.), mas foi durante o imperialismo do Rei Herodes (37 a 4 a.C.), que cesárea ganhou destaque e se tornou o maior centro cultural greco-romano da região Oriental do Império Romano.

Após vislumbrar tanta beleza histórica, seguimos na direção do monte Carmelo. Nome derivado do hebraico Karmel, cujo significado é “jardim”, “campo fértil”, ou “vinha do Senhor”. Lá situa-se o Santuário de Stella Maris – Opus Dei, Mosteiro das Carmelitas Descalças.

Muhraqa, assim chamado o lugar onde ocorrera o sacrifício do profeta Elias em enfrentamento aos profetas de Baal.

A Bíblia não revela quase nada sobre a vida pessoal e familiar do profeta Elias. Sabemos apenas que ele era um tisbita (de Tisbi), lugarejo da terra de Gileade, que significa o monte de testemunho, (Gênesis 31;21), na região montanhosa a leste do rio Jordão, situado no reino da Jordânia.

O profeta Elias viveu no século lX antes de Cristo, durante os reinados de Acabe e Acazias, no reino do norte. A época o povo de Israel tinha se dividido em dois reinos. Judá era o reino do sul com capital em Jerusalém, e Israel era o reino do norte com capital em Samaria.

Ainda no monte Carmelo ou monte do Carmo, foi celebrado a santa missa pelo nosso guia espiritual, padre Aldo, e cânticos entoados pelo coral da família peregrina.

Prosseguindo a viagem chegamos a cidade de Haifa. Deslumbrante cidade banhada pelo mar mediterrâneo, um relevo costeiro de encantar qualquer ser humano, que goste de apreciar o belo. Comtemplamos também os Jardins Bahá’i, de delicados contornos e exuberância de verdes ramagens e belíssimas flores.

Haifa é uma cidade onde a religião predominante é a Bahá’i. Mas o que é essa religião? A fé Bahá’i é monoteísta, fundada por Bará’u’lláh, um nobre persa que viveu no século XlX. Seus ensinamentos afirmam que existe um único Deus e que as grandes religiões mundiais tem a mesma origem e essência divina.

Segundo eles, os fundadores das religiões majoritárias trouxeram ensinamentos e maturidades de diversos povos, em diferentes momentos de suas histórias. Entre esses mensageiros designados como “manifestantes de Deus” estão: Krihna, Buda, Abraão, Moisés, Zoroastro, Cristo, Maomé, e mais recentemente o Báb e Bahá’u’lláh.

Descobrimos também, um prédio da Universidade de Haifa, que foi projetado pelo famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Nossa guia Mei dava banhos de conhecimentos históricos, a ela o nosso mais profundo respeito.

Após o vislumbre de tamanha beleza, seguimos em direção a Tiberíades, onde chegamos à tardinha ao Hotel Caesar, fincado as margem do mar da Galileia.

Fomos muito bem recepcionados, como em todos os outros, parece-me que as boas vindas é comum nos hotéis dessa região. O cansaço era um convite a cama, após um bom banho, deitei e dormi até a hora do jantar. Após a janta tirei algumas fotos do mar da galileia, dos seus barquinhos, réplicas do barco do pescador Pedro, do belíssimo pôr do sol, que refletia sobre as colinas do Golan - Ne’ot Golan - mais um banho e cama pra que te quero, sabia que ao amanhecer o dia seria de jornada.

No dia 9 de junho, logo após o café, empunhamos nossas mochilas e seguimos em direção a uma daquelas réplicas do barco de São Pedro. Hasteamos a Bandeira brasileira, emocionante, e enquanto deslizávamos sobre as águas do lago de Genezaré, em contrita fé celebrávamos, todos juntos a Santa Missa, belíssima celebração, e na qual o padre Aldo mais uma vez disse: Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé.

Ao termino, do ato religioso, contemplamos aquelas águas, cada um a seu modo, local onde provavelmente Pedro e os outros pescadores, recolheram peixes para a alimentação deles e da população local. Quiçá tenha Jesus participado dessas pescarias e se alimentado também desses pescados.

Em seguida saímos para o monte das bem-aventuranças. Esse monte está situado entre Cafarnaum e Genezaré. Não se sabe ao certo onde ocorreu o “Sermão da Montanha”, mas este lugar tem sido comemorado há 1600 anos.

Outra sugestão do local para o “Sermão da Montanha”, antes conhecido como Monte Eremos, está localizado entre Cafarnaum e Tabgha, nessa montanha foi construído uma capela católica em 1939 pelas irmãs franciscanas, com o apoio do governo italiano, Mussolini. Aqui também fizemos uma leitura bíblica, com todo o grupo sentado em frente à igreja franciscana, logo após adentramos aos recinto do templo, para orações e contemplação.

A seguir fomos para a Igreja da Multiplicação dos Pães e dos Peixes. Localizada em Tabgha, ao noroeste do mar da Galileia, celebra-se ali o milagre dos pães e dos peixes, que de acordo com o Novo Testamento, foi feito por Jesus naquele lugar. Lá procedeu-se uma leitura bíblica maravilhosa por Olívio e uma explanação pela nossa guia Mei, que mais me parecia uma teóloga, nos alimentando de ensinamentos bíblicos e históricos. Mais um lugar indescritível, mesmo querendo explicar, apenas o sentimento de estar nesse lugar, pode nos proporcionar os ensinamentos requeridos pela fé.

Na sequência, tomamos o ônibus em direção a igreja da Pesca, um local convidativo a meditação, árvores nativas, pássaros entoando seus sublimes cantos, brisa suave a escorrer por sobre o corpo e um silêncio convidativo para ouvir. Lá em uma capela estava a possível mesa de pedra, Mensa Cristi, onde provavelmente se dispunha a alimentação para os pescadores a época. Local onde Jesus fez sua aparição pela terceira e última vez, após sua morte, aos seus apostulos. Fomos até a margem do mar, banhamos nossos pés, oramos na capela, votamos ao ônibus e tomamos o rumo das ruinas de Cafarnaum.

Cafarnaum está localizada ao extremo norte do mar da Galileia. Percebi ser uma das mais preservadas ruinas da terra Santa. Sobre as ruinas da sinagoga do primeiro século, a sinagoga de Jesus, vê-se os escombros bem preservados, da sinagoga construída no quarto século pelos bizantinos, com paredes ainda intactas, algumas colunas de pé, os escombros também preservado da casa da sogra de Pedro, sob a construção da igreja católica octogonal e moderna.

Essas observações nos dão a dimensão espiritual daquela, que se tem como a cidade de Jesus de Nazaré, “Yeshua Hamashach”, o messias prometido ao povo da Terra Santa.

Cafarnaum parece ter sido uma cidade, na qual moravam muitos pescadores e talvez tenha sido um dos senários mais importantes do ministério de Jesus Cristo.

Depois dessa maratona, fomos renovar a promessa do batismo no rio Jordão. Um lugarejo com toda infraestrutura, pronta para atender peregrinos do mundo inteiro. Lojas, shoppings, restaurantes entre tantos outros. Seguimos até a margem do rio de águas claras, num local especialmente preparado para renovação das promessas batismais.

Iniciou-se uma leitura sobre o batismo e Padre Aldo, proferiu algumas palavras dessa confirmação, em coro respondidas por nós peregrinos. Em seguida de bata branca, caminhou alguns passos da margem e de peregrino em peregrino foi confirmando o batismo, enquanto apanhava a água e despejava sobre a cabeça. Um ato emocionante e de renovação da fé em Jesus Cristo.

O rio Jordão, em si, não tem nada de sobrenatural, mas foi cenário de milagres pelo poder divino, tais como: a travessia do rio Jordão por Josué; a subida de Elias ao céu (a água, como represada lhe permitiu a passagem de um lado a outro); a cura de Naamã; a última e mais importante para a religião católica, o batismo de Jesus, por João Batista.

A localização do rio Jordão fica na fronteira oeste entre Israel e a Jordânia e a leste com a Síria. Ele desagua no mar da Galileia e em continuação para o sul, acaba por desaguar no mar morto.

Ao fim da tarde, Marcia e Mei procedem a contagem dos fiéis, faltava um, o Edson, lá foi a Mei a sua procura, brincadeiras à parte, retornamos para o hotel em Tiberias. Finalizando o segundo dia de peregrinação pela Terra Santa e o nono dia de uma jornada intensa, de força e fé.

No dia 10 de junho de 2018, domingo, após o café da manhã, tomamos o ônibus em direção ao monte Tabor. Localizado na Galileia, diante da cidadezinha de Nain e próximo ao lago da galileia.

Observando a paisagem árida da região, chegamos ao pé do monte. A estrada que nos leva ao topo, não comporta ônibus, por suas curvas sinuosas e altas elevações. Tomamos as vans, que nos aguardavam e iniciamos a subida. Vista deslumbrante, indescritível e temerosa, nosso irmão peregrino, Cesário, solicitou algumas vezes para o motorista ir mais devagar.

No topo do monte há duas Basílicas, que comemoram a Transfiguração, uma ortodoxa e a outra católica, cujo frade, brasileiro, nos recebeu para a visita e a Santa Missa que seria celebrada.

Um lugar de sonhos, de meditação, de conforto espiritual, um paraíso na terra. Logo depois da visita a Basílica católica, fotos e contemplação, fomos ao local onde provavelmente Jesus foi visto pelos discípulos falando com os profetas, segundo a Bíblia, Pedro quis construir tendas para Jesus, Moisés e Elias.

Foi neste local que realizamos a Santa Missa, e pela segunda vez proferi a primeira leitura e Cesário a segunda leitura desse ato religioso. Me comovi ao ver um casal, não participante do grupo, assistir à missa com tanto fervor pessoal. Que Jesus os abençoem sempre aonde quer que estejam. Aqui também eu e o meu irmão de leitura nos emocionamos, talvez por nos sentir de pé, no provável solo em que Jesus e seus discípulos estiveram.

Logo em seguida retornamos as vans e descemos pela íngreme estrada que nos levou a base do Tabor. Caminhamos até o ônibus, que partiu em direção a cidade de Nazaré.

Nazaré fica em uma região montanhosa, na parte alta do vale de Jezreel. Não é citada no Antigo Testamento, também não tinha destaque algum na tradição Judaica posterior, só vem a ter maior importância no Novo Testamento, justamente com a tradição Cristã, nas narrativas de Mateus e Lucas.

Aqui visitamos a Basílica da Anunciação, segundo a Bíblia, local onde o Anjo Gabriel enviado por Deus, visitou Maria em seu sexto mês de gravidez.

Uma suntuosa estrutura. Em seu interior a gruta aonde se deu a anunciação do anjo.

Visitamos ainda o local da carpintaria de José, que segundo Mei, não parece ser ele o grande carpinteiro, pois não havia, assim como não há árvores madeireira naquela região. Hoje há alguns carvalhos plantados e oliveiras, que por certo não produz madeira de lei. Possivelmente ele trabalhou a pedra, muito abundante na região.

Também visitamos a Fonte de Maria, a Igreja de São José e outros destaques desse lugar que nos fala de amor. É um lugar aconchegante, como colo de mãe, da nossa Mãe Maior, a Virgem Maria Mãe de Jesus de Nazaré.

Almoçamos em um ótimo restaurante, indicado pela Mei, e a seguir partimos em direção a Caná da Galileia.

Em Caná da Galileia, segundo a bíblia, Jesus fez o seu primeiro milagre. Nesse lugar transformou a água em vinho, atendendo um pedido sugerido por Maria sua mãe. Com esse ato, manifestou sua glória divina e suscitou a fé de seus discípulos.

Visitamos a igreja do primeiro milagre, contemplamos todo o seu interior, inclusive as salas e capelas inferiores. Numa delas o nosso guia espiritual, padre Aldo, procedeu a renovação das promessas matrimoniais. Uma cerimônia emocionante dos casais ali presentes. Foram estes os casais a renovar as promessas do matrimonio: Cesário e Maria Antônia, Arno José e Miriam, André e Maria Silvério, Rafael e Rafaela, Odair e Nair, Edson e Celina, Feitosa e Mayre, Paulo Fernando e Valdete Regina, e de todos os casados representados por uma das partes e os por enquanto descompromissados com o matrimônio.

Ao termino comemorou-se com vinho em pequenos cálices de madeira, providenciados por nossa guia Mei, segundo minha classificação, (prática historiadora e teóloga).

A família comemorou efusivamente o evento, com abraços de felicitações, sorrisos, fotos e muito carinho. Cansados, mas eufóricos, retornamos ao hotel Caesar para o jantar e um merecido descanso, porque amanhã tem mais.

Todas as noites, Marcia nos passava o horário da saída no dia seguinte, dessa vez veio o aviso, levantar cedinho e de malas prontas, pois era a nossa última noite em Tiberias.

Amanhã 11 de junho de 2018, será um novo dia e mais um novo caminhar de Tiberias a Jerusalém eu estarei nesse novo caminhar. Vamos juntos?

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
15/7/2018 às 10h53

 
A passos de peregrinos l

Quando o meu filho e nora, Rafael e Rafaela, nos convidaram para fazer os caminhos de São Francisco de Assis e da Terra Santa, juro que hesitamos em confirmar nossa disponibilidade para a empreitada.

A viagem é muito longa, cansativa, ponderávamos juntos. Nosso filho vez por outra insistia. Vai ser bom para o crescimento espiritual, aprendizagem cultural, intelectual e novas amizades. Concordamos com seus argumentos e decidimos desbravar os novos caminhares, até então desconhecidos.

A primeiro de junho de 2018, acordamos muito cedo e o nosso filho Renato, nos levou até o aeroporto Santos Dumont. Lá já nos esperava a sogra dele, Mariângela, Incentivada pela Mayre, minha esposa, disponibilizou-se a se aventurar conosco pelas veredas da fé.

Partimos com destino a Guarulhos, São Paulo, onde se daria o encontro com o Rafael e a Rafaela, seus pais e todos os demais peregrinos vindos de Ourinhos, São Paulo e de Venâncio Aires, Rio Grande do Sul.

Seguiram-se as apresentações de praxe. Cleiton da Praxis, nos apresentou a Márcia (acompanhante extraordinária) e os demais participantes, ainda desconhecidos para todos nós. Me chamaram a atenção os dois padres, um por estar vestido a caráter dos pampas gaúcho, o outro pela descontração demonstrada. Padres Aldo e Antonio respectivamente.

Em torno das 13h:30 da sexta feira, levantamos voo com destino a Roma. As 07h:00 do sábado, no horário de Roma, com um fuso horário de 5 horas a mais, com relação ao Brasil, pisamos em solo Italiano. Após os costumeiros trâmites de praxe no aeroporto, nos juntamos à guia italiana, uma brasileira há 13 anos na Itália, Mari de Mariângela, sem palavras para defini-la.

Sob a sua batuta, tomamos o ônibus e seguimos em direção a Assis, nosso primeiro destino. O grupo como um todo já não nos parecia estranho, tomava contorno de uma família numerosa, que há muito não se via. Cantos, orações e conversas cada vez mais nos unia, nos aproximava e eu, ainda receoso murmurava vamos que vamos...

Entramos pela região da Úmbria, cansados e sonolentos, conhecemos a Catedral de Orvieto, “O Duomo di Orvieto”, dedicada a Virgem Maria, uma construção gótica iniciada em 1290, prolongando-se até a segunda metade do século XVl. Algumas obras dessa Catedral alongou-se até o século XVlll.

Visitamos ainda nesse primeiro dia a Basílica de Santa Maria dos Anjos, (Porciúncula), ou santa Maria degli Angeli, de estilo barroco, uma basílica papal, construída de 1569 a 1679. Considerada o local mais sagrado para os franciscanos. Nela são Francisco renunciou ao mundo para viver na pobreza. Nela destaca-se a preservação do local onde ele faleceu, tendo o chão por cama e uma pedra por travesseiro.

Nos dias que se seguiram, outras visitas foram feitas a lugares dedicados a São Francisco de Assis e a outros Santos. Nosso guia espiritual, padre Aldo, puxava as orações junto ao padre Antonio, os cantos eram ministrados pelo incansável Olívio, Rafaela, André e Maria Josete. As missas ministradas pelo guia espiritual, que ao final de cada celebração dizia: Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé.

Fomos a Basílica de São Francisco de Assis. A igreja-mãe da ordem franciscana, e um patrimônio da humanidade. Visitamos ainda o monte Alverne ou monte della Verna, o Santuário della Verna, marca o local onde ele recebeu os estigmas de Cristo. Fomos ao monte Subásio “Eremo delle Carceri”, onde por entre os bosques são Francisco de Assis meditava, junto aos irmãos da ordem.

Visitamos também a casa onde ele nasceu, onde morou e foi aprisionado pelo pai, por sua rebeldia segundo eles a época. Visitamos a igreja dedicada a santa Clara (Chiara), conhecida como Abadessa, ou seja mãe de todos. Conhecemos ainda diversos pontos históricos e culturais da cidade de Assis.

Na despedida de Assis, conosco levamos a brisa suave que soprava as folhas das arvores, os cantos dos pássaros inseridos no alto das copas, assim como aquela pombinha branca que fez seu ninho sobre as mãos da imagem do indiscutível senhor das aves, segundo nos contam em sua história. No silêncio de minhas meditações pedia: São Francisco de Assis, zelai por nós em todos os nossos caminhares.

Aos 4 dias do mês de junho, quando deixamos o Grand Hotel e seguimos em direção a cidade de Cássia. Padre Aldo inicia a oração do dia, ao término, padre Antonio e Olívio seguidos por todos, entoam um canto maravilhoso, como se fosse um coral, que a muito tempo vinham ensaiando. Notava-se não ser apenas aquele grupo inicial, mas uma nova família, que em pouco tempo se instituiu. Após algumas horas por entres vales e montanhas, adentramos a cidade, visualizando a torre do Santuário de Santa Rita de Cássia.

Uma cidade encravada sobre uma região montanhosa, a basílica e o mosteiro são destaques aos que visitam Cássia.

Conta a história que Rita de Cássia, mulher de muita fé e fibra, era casada com um homem de histórico duvidoso no mundo do crime. Teve dois filhos que após a morte do marido, também enveredaram por caminhos errados e terminaram sendo mortos por seus comparsas. Ela ficou sozinha e procurou entrar para um convento. Nesse, a superiora não admitiu a sua presença junto à ordem da congregação. Após muitas tentativas, todas sem sucesso, sendo o mosteiro totalmente fechado, sem acesso aos externos, determinado dia, Rita de Cássia postou-se em meio ao coral, quando do ensaio.

Após esse feito, permitiu-se que ela ali permanecesse. Atribuíram-lhe todo o serviço pesados do monastério. Mas o que ela queria mesmo era usar o hábito, comum as freiras dali. A superiora lhe entregou um graveto seco de videira dizendo-lhe: no dia que este galho criar folhas lhe concederei a vestimenta que tanto você quer. Ironizando-a, como a dizer nunca lhe será dado. Rita de Cássia, fincou o galho no solo do pátio do mosteiro e todo dia molhava o galhinho seco.

Certo dia percebeu que uma folhinha muito verde tinha brotado do galho. Ela chamou a superiora para mostrar. Essa diante desse feito não tinha como lhe negar o hábito ou a vestimenta da congregação. Após mais de 400 anos, a videira encontra-se viva e robusta, para quem quiser vê. Vi ao vivo e acreditei, seu tronco parece o de uma árvore muito envelhecida, mas também muito firme. Um pouco da história dessa santa nos acompanhará vida a fora.

Após a missa celebrada por padre Aldo em uma das capelas da Basílica, fomos orar no altar, onde encontra-se o corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia, visível para qualquer devoto e visitante.

Almoçamos num restaurante de Cássia e partimos em direção a Cidade de Roma. Durante esse trajeto, padre Aldo convocou o peregrino Arno, para fazer uma leitura bíblica, observei que este tinha em sua companhia um bíblia da qual não se separava instante algum. De pronto fez uma belíssima leitura, que a família peregrina o acompanhava nas respostas, quando solicitados e oportuno.

A nossa chegada a Roma, concretizou-se com a visita ao Coliseu Romano e as muralhas da Roma Antiga, as pilastras onde era erigido o templo a deusa Vênus, entre outros monumentos e ruas romanas. Após essa bravura dos peregrinos, capitaneados por nossa guia Mari, fomos ao merecido repouso no Hotel Universo.

No nosso quinto dia de peregrinação, visitamos a Basílica de Santa Maria Maior, obra primorosa, uma das quatros Basílicas maiores e uma das sete igrejas de peregrinação, sendo essa a maior igreja mariana de Roma. Sua fachada está de frente para Piazza Santa Maria Maggiore. A sua construção teve início em 432, consagrando-se no século V. Foi a primeira igreja do Ocidente dedicada ao culto da Virgem Maria, mãe de Jesus. A caminho para essa visita, comemoramos o aniversário da Maria Antonio, era 5 de junho de 2018. Cantamos parabéns e toda a família a cumprimentou com um abraço.

Visitamos também a Basílica papal de São Paulo Extramuros – San Paolo Fuori le Mura; uma obra majestosa, um acervo de pinturas maravilhoso, sua construção teve início e término no século lV. Ela é uma das quatros Basílicas papais de Roma, juntamente com a Basílica de São João de Latrão, a Basílica de Santa Maria Maior e a Basílica de São Pedro. Sua fachada está no estilo de uma edição neoclássica. Ela fora destruída e reconstruída, sua nave dispõe de oitenta colunas, como a original constantinopolitana.

Ainda nesse dia visitamos as Catacumbas de Roma, catacombe di Roma, segundo o nosso guia, se enfileirados os corredores, alcançariam 13 quilômetros de extensão. Uma estrutura sob o solo romano, atingindo profundidades respeitáveis, no fundo desses corredores sopra um vento gélido e suscetível de mistério. Senti certo pavor de ali está, lembrando de quantos morreram em suas construções, bem como os que ali foram enterrados, por se manterem e afirmarem sua fé em Jesus Cristo.

O ar de mistérios das catacumbas nos revelam a pureza e a veemência que tiveram os primeiros seguidores cristãos. Esses embora violentados mantiveram-se fiéis aos seus princípios religiosos. Ali foram enterrados os santos católicos tais como: São Sebastião, São Calixto, Domitila, Priscila, Santa Inez, Santa Cecilia, entre outros.

Professamos nossa fé através da missa ministrada por padre Aldo, no interior de um dos corredores das catacumbas, a uns 60 metros de profundidade, em uma capela encravada na pedra e onde está o tumulo de um Papa, cujo nome não consegui lembrar. Oramos por todas as almas dos corpos que por ali passaram e os que lá ainda se encontram. Fiquem na paz do Senhor Jesus Cristo.

Nesse mesmo dia à noite, passeamos pelas ruas de Roma, praças e monumentos, contemplando a luminosidade dos recantos pitorescos dessa histórica cidade. Visitamos o pantheon romano, a Fontana di trevi, entre tantos outros recantos aplausíveis na noite de Roma.

Ao sexto dia em terras italianas, não seria perfeito se não fossemos ao Vaticano. Seis de junho uma quarta-feira, dia de audiência papal, com sua santidade o Papa Francisco. Frente a frente com ele, creio que fomos privilegiados pelo conhecimento da nossa guia Mari, a quem agradeço por tudo, e também por interseção dos pedidos da família peregrina e por certo pelas orações do nosso guia espiritual. Naquela multidão de visitantes, fez-me lembrar da histórica torre de Babel, um único objetivo e diversas línguas e nações.

Visitamos os Jardins do vaticano e logo em seguida adentramos na Basílica de São Pedro, um patrimônio das gerações, uma beleza imensurável, a nave principal e as suas laterais formando um conjunto de salas trabalhadas por mãos de artistas inspirados no divino.

Ela é a maior igreja do cristianismo, sua construção foi ordenada pelo Imperador Constantino. Nada dessa Basílica porém, sobrou para os dias atuais, a Basílica original foi derrubado no século XVl a mando do Papo Julio ll, mas ela foi reconstruída, graças as informações obtidas em fontes arqueológicas e desenhos antigos. A basílica atual foi consagrada pelo Papa Urbano Vlll.

Ainda dentro do Vaticano, visitamos o Museu e suas obras de arte sacra, em mármore, madeiras, pinturas em tapetes, bronzes e diversos outros metais e materiais indecifráveis a primeira vista. A Capela Sistina com os seus afrescos, concebidos por Michelangelo entre 1508 a 1512. Simplesmente inspiração além do decifrável.

A tardinha dessa quarta-feira, saciados com o conhecimento cultural e alimentados pela absolvição da fé e da renovação espiritual, voltamos ao hotel Universo. Nesse ainda houve a tarde com chimarrão. Evento proporcionado pelo padre Aldo no decimo segundo pavimento do hotel, extensivo a todos os peregrinos dessa nova família.

Comemorar a semana, o dia e o futuro da nossa caminhada. Felicitar os irmãos e irmãs peregrinos na certeza de que o amanhã será um novo dia, um novo caminhar, uma nova terra, conhecida como a terra santa. A terra do Cristo Jesus.

Rio,25/06/2018
Feitosa dos Santos

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
2/7/2018 às 14h57

 
O brasileiro e a controvérsia

Não se engane não! O sorriso fácil, a jinga e o jeito acolhedor do brasileiro são para encobrir a frustação de ter nascido num país de corruptos e corruptores, de políticos e empresários, que só cuidam de si mesmo e o resto que se dane.

É por isso que o brasileiro vai as ruas e se esbalda no carnaval, vai ao jogo de futebol e torce, grita até conseguir ficar sem voz. No outro dia ainda vai vender água nos engarrafamentos do trânsito nas vias urbanas das cidades brasileiras.

Mas não é só isso. Por odiar a corrupção política, o empresário aproveita das oportunidades de crise, para aumentar os preços das mercadorias “em desabastecimento”, no caso da greve dos caminhoneiros, ele se diverte com isso, gasolina a mais de R$14,00 o litro, batata a R$9,00 o quilograma, acha esse brasileiro, ser muito engraçado e gosta de ouvir, faz-me rir.

Espere, ainda tem mais. Outros brasileiros, mesmo com os lares desabastecidos, em virtude da greve, eles preparam sanduíches e cafezinhos, quentinhas e água fresca para distribuir aos grevistas, ajudando aos empresários do transporte a aumentarem o lucro em detrimento dos sofridos trabalhadores do volante. O brasileiro tem essas tiradas. Miséria pouca é bobagem. Divertem-se com essas atitudes controvérsias e acreditam estarem divertindo os outros.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Na possibilidade de faltar gêneros de primeira necessidade, o cidadão vai ao supermercado, coloca no carrinho 40 a 50 kg de arroz, enquanto consome tão somente 5 kg por mês. Quando se pergunta porque tanto arroz, responde para fazer estoque. Mas e o outro como fica? O outro é tão somente o outro diz ele sorridente. Não é isso uma forma de agressão ao próximo? Brasileiro é brincalhão, me engana que eu gosto.

Se tem mais? Ora se tem, o brasileiro acorda cedinho, toma o seu café e vai enfrentar as filas do transporte precário, para ir ao seu trabalho. Quando o transporte chega, ele entra, ou pelo menos tenta entrar, como sardinhas enlatada, segue altivo e disposto ao seu trabalho. Porque ele faz isso? Ora bolas, para se divertir. Ele poderia andar os seus 20 0u 30 quilômetros a pé, mas qual seria a diversão nisso?

Não é fácil a vida do brasileiro. Falo do brasileiro, não do politiqueiro. Quando ele adoece vai para um tal de SUS, e leva de 6 a 10 horas para ser atendido. Fica lá degustando de suas dores, febres e frios, até ser atendido, quando o é. Plano de saúde? Quase todos os brasileiros tem e pagam em dia, mas eles não servem para socorrer o brasileiro quando esse adoece, necessário se faz entrar na justiça, mas quando esta resolve liberar, o coitado já passou dessa, digamos, para a pior.

No fundo, o brasileiro é o que é. Feliz do seu jeito é claro. Eu como brasileiro não troco o minha terra pela terra de ninguém. Há controvérsia. Fazer o que? Brasileiro é gente da gente. Politiqueiro? diga não.

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Postado por Antonio Feitosa dos Santos
26/5/2018 às 18h38

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