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Quinta-feira, 1/9/2016
Construindo a democracia através do cidadão 2
Antonio Feitosa dos Santos

+ de 400 Acessos



A democracia supõe que o cidadão, participa da discussão política, não se limita a reagir a este ou àquele acontecimento da conjuntura sócio econômica, ou medida governamental. Ao se contentarem em fazer valer seus interesses puramente particulares, sem perceber a realidade e a complexidade dos problemas, o governante será o único a fazer a “síntese” dessas opiniões múltiplas e singulares. Em outros termos, é o único que pode elaborar um projeto político e assim já não há mais democracia em sentido estrito.

O Estado será tão mais democrático quanto mais os cidadãos participarem da discussão e se manifestarem através dos jornais, sindicatos, partidos polípticos, entre outros. Assim como, julgarem dos seus pontos de vista a quem governa e pensarem os problemas em sua complexidade e em função do interesse geral. A decisão não resulta, então, de um único projeto, mas da escolha entre diferentes projetos possíveis.

Essa elaboração em comum dos projetos de ação torna possível um julgamento público correto. Esse é, ao mesmo tempo a determinação das finalidades e dos meios de ação, dos princípios e de suas conseqüências práticas. Será tanto mais correto quanto mais adaptado estiver à realidade da situação.

No debate político, cada um é levado a fazer valer sua interpretação da situação e a julgar o que convém fazer. Começam a se manifestar sob a forma de opiniões, sentimentos e do que, de modo geral, chama-se sensibilidade política. Essa sensibilidade é decerto determinada em parte pela origem social do indivíduo e por suas condições concretas de existência.

Toda sensibilidade política nutre-se de inúmeros fatores: tradição familiar, profissão e participação em um grupo de interesses, fidelidade a um partido, ligações sentimentais, etc. Ou seja, ela é largamente “herdada”. Está arraigado nas primeiras experiências da criança, os valores e crenças que ela tenha adquirido, no seio da família.

A participação na discussão dos temas de interesse público, é um elemento central da democracia. Na maioria das discussões políticas, os cidadãos não se interessam pelos pormenores das medidas técnicas, como lutar para fazer baixar a inflação ou para manter a dispersão nuclear do país em um nível confiável.

Eles falam de seus interesses e dos valores que lhes são caros - ao mesmo tempo, porque se apegam a eles e porque sua existência, deles dependem.

A educação deve permitir que a discussão política não se restrinja aos corredores do poder, aos acertos – tantas vezes escusos – nos quais os cidadãos contribuintes, mesmo espoliados, estão sempre no lado de quem perde. O dinheiro arrecadado dos cidadãos, através de dezenas de impostos camuflados em todas as operações financeiras são canalizados para o enriquecimento sem limites dos nossos lídimos representantes. E aí esbarramos em outra face do problema. Uma vez que elegemos livremente nossos representantes e o voto é universal, inseridos estamos nós num regime democrático.

Só que o sistema eleitoral nos deixam afastados desses representantes. Não nos dá condição de cobrar deles, o tempo todo, por sua atuação. A essa discussão, que se elabore sob a forma de vontade consciente o que, em cada indivíduo, é simplesmente sentido como justo ou sensato. Ela contribui para dar existência política e valores, que os governantes se esforçam para realizar, levando em conta as condições sociais, econômicas, militares e diplomáticas.

A educação dos cidadãos ativos deve, pois, oferecer os meios – a informação e o método - o gosto e o hábito da participação na discussão. Deve sem descanso reformular a questão dos princípios (os valores) que comprometem o futuro da comunidade e sem os quais a política não passa de um jogo infecundo e de rivalidades. Nesse sentido, ela implica numa prática de dialética no sentido socrático do termo, ou se preferirem, do diálogo. Isso confere sentido moral e político a ação dos educadores, com a condição, porém, de estes terem sidos formados para essa prática e considerarem a si próprios como homens cultos.

É possível agora concluir abrindo espaço para uma objeção. Nossa reflexão repousa nas idéias de educação e de democracia. A essas idéias, pode-se opor a realidade dos fatos. Em primeiro lugar, há “democracias” governadas não por verdadeiros homens de estado, mas por indivíduos medíocres, obsedados por interesses partidários. Além disso, a maior parte da população, na maioria dos estados não tem nenhum desejo de assumir responsabilidades públicas.

Muitos indivíduos se desinteressam totalmente dos problemas políticos, e os que escolhem participar dos assuntos, não têm necessariamente os meios para tal. Para levar uma “vida pública”, é preciso dispor de tempo e de recursos financeiros importantes. É também necessário fazer-se reconhecer no seio de um partido, de um sindicato ou de um grupo de pressão, adquirir influência e autoridade. O peso das instituições, dos “aparelhos” e das posições adquiridas não é nada desprezível.

Esses fatos são incontestáveis, mas em nada prejudicam a definição de democracia. Acontece aí o mesmo que na Geometria: na realidade não existe nenhum círculo perfeito, mas isso não prejudica o geômetra que busca definir o círculo. Ainda mais: é na medida em que se tem a idéia do círculo que se pode mostrar, cá e lá, as imperfeições dos círculos reais. Sem essa idéia ou essa definição pura, nem seria possível ver essas imperfeições. Por conseguinte, a busca de uma definição “ideal” de democracia não leva a desprezar a realidade por um mundo de idéias, sem consequências. Pois, sem idéia, qualquer juízo, mesmo crítico, é simplesmente impossível.

A construção e preservação da democracia há que passar pela educação do cidadão, caso contrário não haverá democracia e consequentemente não haverá a tão sonhada liberdade da raça humana.

Fontes bibliográficas:
Patrice Canivez, “Educar o cidadão”.
Sergio Buarque de Holanda, “Raízes do Brasil”.


Postado por Antonio Feitosa dos Santos
Em 1/9/2016 às 10h02


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