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Quinta-feira, 10/12/2015
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Dicas para sair da crise ou não fazer parte dela

Tenho recebido várias solicitações de conselhos, com fornecimento de dicas e orientações, para pessoas físicas e jurídicas, que não querem ou desejam participar desta crise pois, como eu disse no início de 2015, os próximos 4 ou 5 anos serão de muitas dificuldades, para todos, principalmente empresas e profissionais que não começaram (ainda dá tempo) a se preparar para enfrentar todas as adversidades que estão por vir, e que não serão poucas, infelizmente.

A partir destas consultas e solicitações elaborarei uma pequena lista, com os tópicos que considero os mais importantes, e que tem a intenção de ajudar a todos, ok? Caso tenha mais alguma dúvida fique a vontade para postar nos comentários ou entrar em contato, terei prazer em colaborar com alguma sugestão.

PESSOA FÍSICA

1) Evite utilizar cheque especial ou cartão de crédito (utilize apenas em casos de extrema urgência). Se for o caso faça um empréstimo e liquide todas estas dívidas e não use mais. Aproveite o 13º para saldar os compromissos ou guardar para as despesas de janeiro e fevereiro que, você sabe, não são poucas.

2) Não gaste mais do que ganha (nunca, corte despesas extras e supérfluas, evite comprar mais do que precisa, elimine todas as despesas possíveis), seja disciplinado nesta parte. Teve uma época que eu mesmo tive que tirar os filhos de escolas particulares e o convênio médico durante um bom tempo. Resultado: os filhos se formaram da mesma forma e a família continua com saúde, graças a Deus.

3) Invista em você mesmo, leia muito, estude o que deseja (procure na internet, tem muita coisa gratuita que pode fazer), assista vídeos (tem um monte no youtube) interessantes para você e sua atividade, se for o caso faça cursos EAD (são mais baratos) e desenvolva-se profissionalmente o máximo possível.

4) Estude outros idiomas (inglês, espanhol, mandarim, etc.) Você vai encontrar farto material (também gratuito) em vários sites e vídeos na internet, basta procurar. Tenho certeza que isso será bom para o seu CV, qualquer quer seja a sua profissão. Conhecimento nunca é demais e é sempre útil, é um tesouro somente seu e servirá para você mesmo e, quem sabe, compartilhar com outras pessoas também.

5) Se você pretende abrir um negócio próprio o primeiro passo é ter todo o capital de giro necessário para isso. Faça um planejamento financeiro e levante todos os dados de quanto você vai gastar no primeiro ano com: imóvel (reforma ou aluguel), instalações, móveis e utensílios, equipamentos, colaboradores (e encargos sociais), despesas operacionais (aluguel, agua, luz, internet, contador, material de escritório, de limpeza e outros). Procure não se esquecer de nenhum item, principalmente estoque inicial para a sua produção ou mercadorias para revenda (de uns 3 meses é o suficiente). Quando conseguir ter este valor total, destes primeiros 12 meses, acrescente mais 50% para eventuais problemas que podem surgir no caminho. Pronto. O resultado será o valor de capital de giro que deverá ter em mãos, disponível, para o início do seu projeto. Garanto que, desta forma, você terá maiores chances de dar certo.

6) Se você quer, realmente, ter o seu negócio próprio, além do capital de giro próprio (nunca pegue dinheiro emprestado para isso, nem mesmo sócios, de preferência), procure ter mais conhecimento, para ser um empresário empreendedor é necessário que conheça o básico de: administração, organização, custos, formação do preço de venda, recursos humanos, contabilidade, análise de balanço, processos internos, controles internos, fluxo de caixa e outros. Neste caso, se desejar, visite o site http://empreender.pro.br pois tem um super curso que criei especialmente para você e que te dará toda a base que precisa para iniciar o seu próprio negócio e realizar o seu sonho com o pé no chão.

7) Se tiver família, converse com a turma toda e explique que agora é hora de apertar os cintos, não tenha receio de fazer isso, todos vão entender a situação. Mesmo que se sinta confortável hoje terá que pensar no amanhã, não, não é pessimismo, é realidade. Se você se preparar hoje não terá que passar por situações complicadas nos próximos anos, pense nisso e tome uma atitude.

8) Nem sempre imaginamos o dia de amanhã, este é totalmente imprevisível, ninguém sabe o que pode acontecer, por isso mesmo é que você tem que pensar em algumas alternativas, aumentar a sua renda com outras atividades, diminuir o máximo de despesas possíveis e começar a pensar em garantir um futuro melhor para você e sua família.

9) Se for possível, guarde 10 ou 20 ou 30% do que ganha em uma poupança, ou aplique em Renda Fixa. Quanto mais guardar para o seu futuro (e da sua família) melhor será para todos. Sei que não é fácil, mas se você tiver esta disciplina e comprometimento com o bem-estar de todos, tenho certeza que vai conseguir.

10) Caso queira uma planilha de gerenciamento financeiro pessoal para 2016, que vai te ajudar a controlar todas as suas finanças visite: http://mentordenegocios.com.br e faça o download da mesma. E se você tiver o sonho de ser empresário faça uma análise do seu perfil empreendedor. Baixe a planilha em: http://minutodoempreendedor.net.br analise tudo e melhore os seus pontos fracos.

11) E se você deseja, no decorrer do tempo, escolher uma nova profissão, tal como a minha por exemplo, procure capacitar-se, visite o site http://consultordesucessos.pro.br que irá encontrar um dos melhores cursos de aprendizado para te ajudar, nele eu compartilho meus vinte e cinco anos de experiência para te formar um consultor em gestão empresarial e outras atividades correlatas e você pode, para ter uma ideia, ver alguns vídeos em roteiro de estudos.

PESSOA JURÍDICA

1) O primeiro passo é evitar diversos erros que pode estar cometendo, para isso escrevi um e-book, chamado OS PRINCIPAIS ERROS DOS EMPRESÁRIOS, que talvez possa te ajudar em algo, faça o download gratuito em nosso portal (projeto social para empresários e empreendedores, aproveite para ver vídeos e farto material gratuito para você, sua empresa e seus colaboradores) http://www.portaldosempreendedores.com.br/ e leia-o, vale a pena.

2) O segundo passo é saber se você está vendendo sua mercadoria ou produto ou serviço pelo valor correto e, principalmente, se está tendo lucro ou prejuízo com o mesmo. Para isso assista os vídeos específicos para cada atividade em http://relatóriosempresariais.com.br e analise a sua situação, se está correta ou não. Saiba se tem lucro ou prejuízo na sua venda.

3) No mesmo site (item 2) você vai encontrar uma planilha de gerenciamento financeiro do fluxo de caixa que te permite fazer projeções financeiras para os próximos 5 anos. É fundamental que você tenha algo parecido pois poderá, desta forma, fazer o planejamento financeiro e estratégico e, consequentemente, se preparar para todas as adversidades possíveis, além de encontrar, também, uma planilha de Análise Econômica e Financeira do Balanço da sua empresa, mostrando como ela está hoje e se tem lucro ou prejuízo.

4) A forma de tributação é muito importante, dependendo de como está hoje (simples, presumido e real) poderá fazer toda a diferença para os próximos anos. Se a sua empresa já saiu ou terá que sair do simples em razão de faturamento, converse com o seu Contador e, quem sabe, não é mais vantagem você abrir outra empresa, no nome da sua esposa, por exemplo. Tenho clientes que utilizam um nome para a loja física e outro nome (esposa) para a loja e-commerce. Isso faz toda a diferença em relação aos preços de venda de mercadorias / produtos ou serviços em razão do incentivo de impostos que é composto pelo simples nacional. Um estudo aprimorado pode até, dependendo da atividade, mostrar que é mais vantagem o lucro presumido do que o simples nacional. Consulte isso e veja qual é o melhor para a sua atividade com o seu contador ou com um Mentor de Negócios.

5) Você deve saber que quanto mais preparado estiver melhor será, certo? Procure capacitar você e sua equipe de colaboradores o máximo possível, o profissionalismo tem que ser evidente, tem que ter a sua cara, a sua imagem, e é essa a primeira impressão que fica. Quanto melhor o atendimento, produto / serviço / mercadoria aliado a uma excelente imagem (geral) mais próximo o cliente ficará. Além do que se você quer uma empresa 100% todos deverão estar no mesmo patamar, sua empresa, você, seus colaboradores e seus produtos.

6) Algumas empresas têm certa dificuldade em ter ou apresentar um DIFERENCIAL, é verdade, para algumas atividades é muito difícil. De qualquer forma é imprescindível que você crie alguma coisa, neste sentido. É o diferencial que ajudará a fidelizar o seu cliente, bem como a qualidade, atendimento, postura, imagem, responsabilidade, credibilidade, prazo de entrega, garantia e valor do mesmo.

7) Seus colaboradores trabalham felizes? Se sim, ótimo, parabéns. Se não, que é o caso das maiorias das empresas, está na hora de você fazer algo a respeito disso não acha? Lembre-se: uma empresa que tem seus colaboradores trabalhando felizes (e satisfeitos) tem muito mais chance de ganhar em todos os aspectos possíveis, inclusive ser este um diferencial que atraia mais clientes. Imagine todos infelizes, a quantidade de energia negativa que isso atrairá. Ao contrário, sendo todos felizes, a quantidade de energia positiva que vibrará do local da empresa. Pensa que isso não faz diferença? Implante o Sistema de Recursos Humanos na sua empresa, com normas, manual do colaborador, avaliação de desempenho, benefícios controlados, prêmios vinculados à avaliação, plano de cargos e salários, programa 5S e endomarketing. Tenho certeza que a estrutura, bem como, a otimização dos colaboradores será evidente e, quem ganha com isso? Os clientes, os colaboradores, você e sua empresa. Pense fora da caixa!

8) Para completar a sua organização pense em implantar o Mapeamento de processos, você não faz ideia de como isso é vantajoso para a empresa e seus colaboradores. Apenas para você ter uma ideia: com o mapeamento feito o prazo de adaptação de um colaborador recém contratado, que é de 90 a 120 dias, normalmente, passa a ser de apenas 30 a 40 dias. Imagine o restante de todas as tarefas (processos) da empresa devidamente registrados e mapeados o quanto que você e a empresa não economizarão com a otimização do tempo de todas as tarefas, aumentando consideravelmente a produtividade (algo em torno de 10 a 25%) com a mesma quantidade de colaboradores. É com este sistema, inclusive, que poderá saber se a quantidade de colaboradores que tem é satisfatória ou está a menor ou a maior na empresa. A redução de custos, encontrada neste item de organização, é simplesmente espetacular. Experimente isso.

9) Crie indicadores, metas, métricas, relatórios gerenciais, análise de balanço, análise econômica e financeira, análise de rentabilidade e tudo o mais na sua empresa. Não, você não é obrigado a saber fazer nada disso, pode contratar alguém para elaborar todos estes relatórios e análises. O fundamental, e imprescindível, é que existam estes relatórios e você saiba LER os mesmos, ANALISAR, tomar DECISÕES com base nos números e percentuais que lhe serão apresentados. Se você tiver conhecimento de como são feitos será melhor ainda, quanto mais conhecimento melhor. Somente desta forma é que poderá ADMINISTRAR melhor, e com mais competência e profissionalismo, a sua empresa, o seu negócio, o seu sonho. Se ainda não fez isso faça o mais urgente possível, será fundamental para você ver o FUTURO e te ajudar nos próximos 5 anos. Se não tiver ninguém na sua empresa alguém que saiba como implantar tudo isso procure um Consultor ou um Mentor de Negócios para te ajudar nisso. Vale a pena.

10) Uma boa parte das empresas, infelizmente, ainda não dão o devido valor para a internet. Elas ainda não entenderam que ter um site, por exemplo, é fundamental e imprescindível, qualquer que seja a atividade que exerça. Um site é o melhor vendedor de seus produtos / mercadorias / serviços que existe, funciona 24 horas x 365 dias do ano, não tem férias, 13º e demais encargos. São necessárias apenas atualizações e manutenção preventiva. É o melhor investimento que podem fazer em termos de propaganda / imagem. E por vender a IMAGEM da empresa não pode ser um SITE qualquer, que você mesmo faça (sem experiência nenhuma), contrate um profissional, uma pessoa que tenha as qualificações necessárias para desenvolver algo especial, algo único, lembre-se: é o seu sonho que está sendo colocado à prova. Você vai querer qualquer coisa? Pense nisso, é sua IMAGEM que estará aparecendo para o MUNDO. Depois de ter o site pronto procure um profissional para alavancar a venda da imagem, aparecer para seu público alvo, vender mais o seu produto / mercadoria ou serviço. Aproveite, também, todas as redes sociais possíveis, vale a pena para divulgação. Quer aprender mais? veja um curso completo em empreender.pro.br, com tudo o que precisa.

Bom pessoal, creio que com estas dicas, orientações e sugestões você já conseguirá ter alguma vantagem (e pensar melhor no que deve fazer) para enfrentar com mais tranquilidade e serenidade estes próximos 5 anos. Não se engane, a situação vai piorar mais nos próximos meses, e até começar a melhorar vai demorar algo em torno de 3 a 4 anos, na minha opinião. Se você tiver que investir em algo pense em organizar ou reestruturar toda a sua empresa, ver tudo o que está errado ou que pode ser melhorado. Invista em capacitação, em profissionalização (até mesmo sua) e crie todos os diferenciais possíveis pois, o seu concorrente, está, provavelmente, pensando da mesma forma que você.

Não sei se volto a publicar mais alguma coisa ainda este ano, então quero aproveitar a oportunidade e te desejar HIPER SUPER MEGAS EXCELENTES FESTAS e um 2016 repleto de muita energia positiva, vitórias e sucesso em todos os seus sonhos.

Qualquer coisa estou a sua disposição. Fraternal abraço a todos (as).

Wilson.giglio@mentordenegocios.com.br

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Postado por Blog de Wilson Giglio
10/12/2015 às 09h03

 
Confira as cidades com o aluguel mais caro

Face às condições socioeconómicas registadas no Brasil, com taxa de desemprego elevada e muita incerteza na obtenção de rendimentos, bem como num mercado imobiliário extremamente volátil, torna-se importante selecionar localizações e modos de aquisição de imóvel que sejam adequados ao seu orçamento.

Como o mercado de compra e venda tem sido muito condicionado devido ao aumento das taxas de juro, o que torna o dinheiro mais caro para as populações. Tal fato possibilitou a subida do mercado de aluguel em duas vertentes; quem não tem dinheiro disponível para a compra terá de recorrer ao modo de aluguel. Consequentemente a procura diminui no mercado de compra e venda, o que obriga os agentes imobiliários a deslocar o seu produto do mercado de compra e venda para o mercado de aluguel.

Como preocupação pelo cliente, o loja ideias decidiu produzir este artigo que irá informar sobre as cidades que têm os valores de aluguel mais caros, de acordo com o índice FipeZap, bem como as informações de preços que pode recolher.

Rio de Janeiro

As praias de sonho, a areia, o Cristo Redentor, todos estes pontos criaram uma imagem de marca em torno do Rio, que a torna no local mais caro para viver de aluguel. O metro quadrado é de 38,58 reais, sendo que o aluguel de um imóvel de, por exemplo, 50 m2 pode custar, em média, quase 2 000 reais por mês.

São Paulo

São Paulo é a cidade economicamente mais dinâmica de todo o hemisfério Sul, e continua num crescimento elevado a nível de população. O aluguel de um apartamento de 50 m2 em São Paulo pode ficar em média em cerca de 1 800 reais mensais, sendo que o valor do metro quadrado correspondente é de 36,51 reais.

Brasília

A capital do Brasil continua a ser responsável por ser a terceira cidade mais cara do País a nível de aluguel, já num patamar inferior a Rio de Janeiro e São Paulo, os valores por metro quadrado rondam os 30 reais, tendo um valor médio de aluguel mensal de um apartamento de 50 m2 de cerca de 1 500 reais.

Santos

A cidade do litoral continua a ser muito atrativa para quem deseja o aluguel de uma casa para estar junto ao mar, ou então para uma 2ª habitação para poder desfrutar. O preço por metro quadrado é de 28 reais, sendo que o aluguel de um apartamento de 50 m2 pode ficar em média por 1 400 reais.

Porto Alegre

A Capital dos Gaúchos é a quinta cidade mais cara no que respeita ao aluguel de imóveis. O valor do metro quadrado é cerca de 22 reais, sendo que o aluguel de um apartamento de 50 m2 pode ter um valor médio mensal de cerca de 1 100 reais. Estes valores são mais apelativos em relação às quatro primeiras alternativas, encontrando-se num patamar mais acessível para a população.

Conclusão

Apresentou-se as cinco cidades mais caras do Brasil no que respeita a aluguel, no entanto, indicaram-se valores médios, se pesquisar bem, pode sempre ter a sorte de encontrar valores fora da média. Mas independentemente do valor do imóvel, lembre-se que a média também lhe dá uma indicação do nível de vida da localidade, portanto, mesmo sendo um imóvel acessível para si, talvez o custo de vida possa não o ser. Se está à procura de mobiliário para a sua casa confira https://www.lojaideias.pt/pt/885-mobiliario.



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Postado por Blog de Sophia Parente
9/12/2015 às 14h26

 
Exposição The Devils Reign, estou lá

Minha querida gravura Eu e meus amigos estamos satifeitos, participou da expo coletiva The Devils Reign, na Howl Gallery / Tatoo, em Fort Myers, Florida.

Eu e meus amigos estamos satisfeitos
Gravura digital

O Jornal de Londrina (JL) publicou uma reportagem sobre a exposição, texto da jornalista Renata Cabrera.

Página do JL

Abaixo, algumas fotos da abertura da exposição:



João Werner no Facebook, no Twitter ou no Instagram.

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Postado por Blog de João Werner
9/12/2015 às 10h38

 
Benção, mãe

Numa sonolência profunda ouço vozes
Muito longe, desconexas
Identifico uma fala
É a minha mãe
Que sono, me deixa dormir
Estou com dificuldade para respirar
Minha camisa tá me sufocando
Tem uma mão forte me puxando
Que sono, me deixa dormir
Estou sendo arrastado
Daqui, consigo ver uma mão e uma arma
O que está acontecendo?
Meus calcanhares já se esfolaram no chão duro do corredor
Cuidado, minha cabeça vai bater no portão
Ouço vozes
Agora, mais desesperadas
É minha mãe
Sinto um puxão no braço esquerdo
Vejo ela cair com um empurrão
Estou na rua
Conheço as casas
Vejo o tuti, cachorro do dono do bar
Veio até mim
Latiu, latiu
Foi enxotado
Já estamos no meio da rua
Olho pra cima, tento me soltar
Estou com sono, me deixa dormir
Vejo a figura do homem que me arrasta, encapuzado
Reparo no buraco do revólver
Está mais perto do meu rosto
Ai, que dor no olho
Tô sangrando
Por quê?
Sinto agora um desconforto no pescoço
Meu peito arde
Sinto o sangue escorrer
A mão que me segurava me soltou
Bati minha cabeça no chão
De rosto no cascalho
Consigo sentir um afago na nuca
Mãe?
Pega minha coberta, tô com frio
Minha sonolência aumentou
É como se eu tivesse tomado remédio
Desses que relaxam os músculos
Sinto meu corpo inteiro ficando inerte
Tento falar, não consigo
Meus olhos querem fechar
Vejo a luz do poste perdendo o brilho
O rosto da minha mãe é apenas um borrão agora
A sensação de dormência é até confortável
Tá ficando escuro
Minha respiração tá difícil
Não tem jeito
Vou dormir de novo
Mas por que eu tô sangrando?
Quem é esse homem que me arrastou?
Mãe, não briga comigo
Mas quero dormir aqui
Essa poça de sangue tá tão quentinha
A luz se apagou
Mãe, a senhora me acorda às sete?
Benção, mãe

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Postado por Blog de Marco Garcia
9/12/2015 às 10h33

 
A tal carta do Temer

Tão tratando essa tal #cartadoTemer aí como se fosse o 2o advento do manifesto de Glasgow. Prefiro a carta renúncia do Getúlio. Acho que parece briga de playground, ou de Congregação da USP, sei lá, de jardim da infância, dá na mesma. Com a diferença que a carta mostra que o vice presidente sabe escrever. Qualidade rara entre os presidentes dos últimos 50 anos. Não deixa de ser uma qualificação.

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Postado por O Blog do Pait
8/12/2015 às 07h49

 
Ex-presidente: impeachment 'tirar pobre do poder'

Em qual poder está o pobre investido? Se o ex-presidente estava a falar dele mesmo, esqueceu que já deixou de ser pobre há muito tempo. Se ele falava da população pobre do Brasil, necessário se faz esclarecer o nível de poder em que esse pobre está inserido.

O pobre que eu conheço está no mais baixo nível da hierarquia dos poderes. Ele está no poder do desemprego, no submundo da moradia, na deseducação de uma pátria que não educa ninguém, na penúria da saúde, no abismo da inflação, na banca rota do poder econômico e financeiro.

Vivem em um ridículo reino do faz de conta, que os levou de vassalos a bobos da corte, enquanto alguns dos seus reis e rainhas se refastelam do verdadeiro poder, da ganância e da corrupção generalizada.

Onde está o poder do pobre, excelentíssimo senhor ex-presidente? Nas migalhas das bolsas famílias, bolsas escolas, bolsas gás entre outras?

Meus caros 'pobrinhos', não se iludam. As míseras ajudas que os senhores e senhoras recebem, são comprados, com o dinheiro dos escorchantes impostos pagos por nós, honestos trabalhadores brasileiros.

Senhor ex-presidente, não tripudie de uma população já tão sofrida, desprotegida, abandonada e entregue a própria sorte.

Sim a própria sorte, quando não tem como se vestir, como se alimentar, como tratar suas mazelas, não há hospitais humanizados, não há remédios, não há educação e o pior de tudo, não há um trabalho que o dignifique como ser humano.

Parafraseando um político, que me nego falar seu nome, 'para ser bom tem que ser bom para todos', sem prepotência e demagogia é claro.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
7/12/2015 às 23h26

 
Scott Weiland (1967-2015)

Na pré-adolescência, ao ouvir no refrão de "Ideologia", do Cazuza, o trecho "meus heróis morreram de overdose/ meus inimigos estão no poder", eu imaginava um decadente Batman jogado num beco com uma seringa espetada no braço. Do outro lado, Pinguim ostentava a faixa de presidente da república, o Coringa estava no controle de multinacionais do capital financeiro, enquanto o Charada dominava a mídia. Seria o caos em Gothan City.

Com o passar dos anos, conheci heróis cuja morte por overdose é bem mais factível (embora, a bem da verdade, com esses mesmos anos a ideia de herói ficou restrita aos quadrinhos e filmes para mim). Se o Scott Weiland foi mais um que sucumbiu à dependência química, não se sabe oficialmente. Sua luta contra o vício, porém, era bastante pública.

E sempre que alguém morre nessas circunstâncias, não faltam discursos moralistas criminalizando o morto. Dependência química é uma doença que causa muito sofrimento para usuário e familiares. Recriminar o viciado, definitivamente, não ajuda.

Deixemos as especulações e julgamentos para veículos como o TMZ. Ganhamos mais reconhecendo o legado que Weiland deixou. Que foi bastante razoável para quem morreu aos 48 anos. Embora, quando o Stone Temple Pilots surgiu, em 1992, com o álbum Core, não tenham faltado críticas sugerindo que a banda era uma cópia fajuta do Pearl Jam. A voz rouca de Scott Weiland em "Plush" fez muita gente achar que Eddie Vedder havia cortado o cabelo. É verdade que as gravadoras nunca jogam para perder e que a sonoridade alinhada com a "moda grunge" ajudou a banda a emplacar. Mas Stone Temple Pilots não era um grupo fajuto, tampouco grunge — sequer eram de Seattle, mas de San Diego, na California. Quem ouviu a banda para além dos hits pode perceber isso. Core e seu sucessor, Purple (1994), venderam muito bem, emplacando sucessos como "Creep", "Vasoline", "Interstate Love Song", além da já mencionada "Plush".



A partir daí, os abusos de Weiland com drogas e álcool se tornaram públicos e afetaram a trajetória da banda. O terceiro álbum, Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop (1996), é o melhor deles, em minha opinião. Livres da comparação com a cena musical de Seattle — que já não era moda — o grupo se aventurou por uma sonoridade mais livro, muito em função do talento dos irmãos Robert (baixo) e Dean (guitarra) DeLeo. Scott, por sua vez, também alterou um pouco seu registro vocal, que ficou mais agudo. As letras do álbum são afiadas. Tiny Music merece ser ouvido na íntegra.



Os álbuns seguintes, Nº 4 (1999) e Shangri-La Dee Da (2001), não são ruins, mas mostram uma banda já sem o entrosamento dos tempos áureos. Algumas turnês precisaram ser canceladas por conta dos problemas de Scott com seu vício. Até que o Stone Temple Pilots acabou em 2002. Eles retornariam em 2008, lançando, dois anos depois, o sexto álbum de estúdio, que seria o derradeiro com Scott. Em 2013, o vocalista foi demitido da banda, que desistia de lidar com sua instabilidade.



Scott Weiland também integrou a banda Velvet Revolver, com ex-integrantes do Guns'n Roses. O grupo esteve ativo entre 2002 e 2008 e prestou bons serviços ao hard rock. O vocalista também lançou quatro álbuns solos, inclusive um trabalho bastante digno neste ano, Blaster, como Scott Weiland & the Wildabouts.



Nos palcos, Scott Weiland foi um grande frontman, um dos maiores do rock. Ele serpenteava pelos palcos, agitando o corpo com a falta de inibição que sua posição requer. Um monstro nos shows, entretendo o público mesmo quando a voz apresentava algumas falhas inevitáveis para quem não cuida dela.

Por mais que Scott tivesse problemas para ficar sóbrio, no fundo seus fãs cultivavam esperanças de que ele venceria a luta e retornaria ao vigor dos anos 1990. Não aconteceu e é uma pena. Algumas batalhas são vencidas pela trupe do Coringa, infelizmente. Mas o Batman há de seguir firme na guerra.

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Postado por Blog de Luís Fernando Amâncio
7/12/2015 às 11h35

 
DOR E ERRÂNCIA

O pecado no rastro
A vigilância moral é regra que conduz os sentidos
E a razão.
Tantos perigos meticulosamente armados
Na arapuca com a porta aberta
ao falso prazer
Morte certa
O fio da liberdade na escolha
Que se deixe guiar pela intuição
Olho atento
Sentidos
Açúcar e sal
Sol e lua
Vapor e chuva
Aço do tempo
Olho no meio da testa
Glândula pinel
A granel
Sentidos
A razão alucina
Aproximo-me de Deus!
Bênção celestial
E...
Razão
No corpo em movimento
Deus
A obra em construção
E pulsa
O embrião
no primeiro suspiro de vida
A via para ser no amanhecer do depois
Do agora na hora
O parto em iminência
O grito
O silêncio a esquecer a dor
A costura que costura o corte
Volteio do desmaio
Da agulha costurar o corte
Que costume a carne
Aberta em partes
Tem que cozer o corte
No corpo em dor
Que desprende vida
Para querer ser vivida
Ou
Morta
Eis a escolha
Por ele fico
E dou fim a dor
Que se torna prazer!
No leito o fantasma daquela mulher que era
Por não se deixar ser
Quando soube que poderia
Não quis se submeter à prova
E deixou de se ser
Vitória no leito
E exemplifica a autorização
De tornar presente
O encanto da existência
No presente de estar no ambiente do fazer acontecer
O cotidiano na inexplicável metamorfose do oposto de si!

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Postado por Blog de Rita de Cássia Oliveira
6/12/2015 às 10h52

 
A viagem

A nesga de luz atravessou a persiana mal cerrada e, resvalando na parede caiada de branco, alumbrou o quarto, até ali em confortável penumbra.

- O que é que estou fazendo todo vestido? Perguntou-se, no momento do despertar modorrento.
Vestido assim, até sapatos... Que coisa maluca. Está quase na hora de ir ao médico...
Essa falta de memória...

Seguiu tentando articular os pensamentos. Talvez tivesse deitado e adormecido num surto de pressão baixa ou um ataque de amnésia recente.

Saiu do quarto, chegou na copa para tomar o café e percebeu que todos já tinham ido embora. Nem a empregada estava por ali.

- Que coisa. Devo estar muito atrasado, murmurou entre os dentes.

Não era preguiçoso, mas depois da aposentadoria, podia dormir até quando bem quisesse. Nem mesmo a mulher que sempre indicava o seu paradeiro fora de casa, através de bilhetes carinhosos, deixara qualquer recado. Em outros tempos duas ou três linhas no bloco de anotações mencionavam a academia, a caminhada com o cachorro, ou mesmo uma saída para as compras lá do outro lado da cidade.

Desistiu do café.

Coisa estranha em se tratando de alguém que não dispensava o queijo, o mamão as torradas de pão Petrópolis, difíceis de encontrar, o café sem leite e o cigarrinho único do dia.

O relógio pendurado na parede indicava um horário absolutamente improvável. Chegando mais perto, notou que estava parado.

Olhou o pulso esquerdo e o Omega de ouro, herança de duas gerações, ornava sem qualquer finalidade.

Entrou no elevador, marcou a portaria na botoeira polida, olhou o espelho do fundo, corrigindo o nó da gravata para o lado certo e passando as mãos pelas têmporas grisalhas.

- Ninguém na portaria... Bem, o porteiro deve ter dado uma saidinha para ligar a bomba d'água ou, sei lá. É assim que acontecem as coisas.

Já na calçada vazia, seguia pensando e observando:

- Que dia é hoje? Será algum feriado, não vejo qualquer pessoa, que coisa esquisita.

Chegou no ponto juntamente com o ônibus.

Embarcou sem mostrar o passe de idoso, acomodou-se junto a uma janela e ficou tentando lembrar como é que tinha se vestido, calçado, arrumado etc.

Sonhara com vários amigos, pessoas que não via há muito tempo, parentes, colegas de trabalho, uma loucura surrealista apagada ao despertar-se.

Ainda com o veículo parado no ponto final ruminava as últimas lembranças oníricas, quando o motorista o alertou gentilmente, esperando que descesse. Só agora dava conta que o ônibus era diferente.

Estava tão distraído que nem notou o fim do trajeto. Era atravessar a rua, passar na catraca e embarcar mais uma vez.

Estranhou o movimento da estação, muito abaixo do normal, calmo demais para o horário. Mas que horário? Os relógios estavam parados e, talvez fosse bem mais tarde do que imaginava.

O alto-falante anunciou a partida.

Olhando a barca atracada de lado percebia ser toda cheia de detalhes, e a tripulação vestida com uniformes especiais: Quepes e gorros alinhadissimos, sapatos brilhantes, platinas e polainas como num dia de grande gala.

-Que beleza. Deve ser visita de algum figurão, quem sabe até o presidente. Hoje o negocio está demais murmurou, ocultando com as mãos o movimento dos lábios.

Seguiu caminhando atrás do pequeno grupo de passageiros em direção ao cais flutuante.

Ao sentar-se junto à janela e apreciar o panorama, notou algo diferente. Não conseguia ver o horizonte.

O tempo estava claro, sem bruma ou nevoeiro, mas onde estavam as montanhas? Os contornos dos prédios? Não dava para distinguir nada em meio aos fortíssimos reflexos luminosos sobre a água.

- Que sol esplendido!

Que maravilha, pensou consigo mesmo, enquanto o Sr. sentado na cadeira ao lado cumprimentava e sorria, com um gesto de cabeça.

-Boa viagem!

-Boa viagem. Obrigado.

-O Sr. sabe que horas são? Perguntou. Meu relógio parou, esqueci de dar corda.

-Oh, desculpe não posso ajudar. Não sei que horas são, mas, com essa luz toda, devemos estar no melhor ponto do dia.

-Tem razão. Isto aqui está tão diferente, novo, reluzente. Este barco parece em sua primeira viagem e a tripulação, que elegância!

O estranho apenas sorriu e voltou a acenar com a cabeça, concordando delicadamente.

Após os três apitos de praxe a viagem começou sem balanço e sem ruído.

- É uma beleza esta nova barca, não acha? Perguntou ao vizinho de poltrona que, novamente, acenando com a cabeça, sorriu delicada e simpaticamente num gesto positivo.

- Parece que estamos indo para o céu, insistiu em tom de blague. -Pois é meu amigo, é isso mesmo, respondeu o companheiro de viagem, complementando:

Não sei se é o céu que você imagina, mas à hora que você não consegue enxergar no relógio, o teu pessoal já deve estar chegando em casa. Foram ao teu enterro. Aproveite a viagem.

Não escutou a resposta. Caiu em sono profundo, acordando quando metade dos passageiros já havia desembarcado.

- Então, chegamos? Perguntou em voz ainda turva pelo sono recém desperto.

- É. Aqui estamos. Não se esqueça de entregar as duas moedas lá na saída.

- Moedas?

- Sim,

moedas. Aquelas que você recebeu quando embarcou, não lembra? Estão aí do lado esquerdo do seu paletó.

Enfiou a mão no bolso e lá estavam as duas patacas.

- Agora dou conta do que o rapaz da catraca recomendou:Devolvê-las na saída. Só não disse a quem, respondeu de forma alegre e jovial.

- Aqui nos separamos, retrucou o companheiro de viagem, despedindo-se com um gesto e sumindo em meio à multidão.

II

Um tanto atarantado misturou-se ao povo que se distribuía entre as diversas saídas. Não havia indicação de quem deveria ir para onde. Caminhavam encontrando as suas passagens automaticamente.

Chegou a vez de entregar as moedas e receber um novo ingresso:

- Bom dia, o homem uniformizado saudou enquanto devolvia um tíquete cartonado.

- Bom dia, obrigado.

Pegou o bilhete e colocou no bolso sem olhar para o funcionário, caminhando em passo acelerado para alcançar a parte externa da estação.

- Onde estou? Não parece a Praça XV, nem Paquetá, nem...

Um leve toque em seu ombro e um amigo que não via a muito tempo, o saudou com alegria:

- Então, como foi a viagem? Encontrou alguém?

- Estou muito confuso. Não posso dizer nada. Dormi todo o percurso e quanto a conhecidos, também não me lembro de tê-los visto, pelo menos no mesmo convés em que eu estava.

- Eu também não achei nenhum conhecido, mas foi só chegar aqui e a situação mudou bastante. A gente não os vê, mas eles nos encontram.

- Nem sei por onde começar. Minha intenção não era vir parar aqui. Pretendia desembarcar na Praça XV, enfim, e você? Pensei que, bem não sei como dizer, mas...

- Ah, pois é. Eu também não esperava tomar o ônibus naquele momento.

- Eu vim de barca!

- É eu sei, mas é uma questão irrelevante, se ônibus, barca, automóvel, avião ou a pé. Chega uma hora em que a gente... Você ainda não entendeu, não é?

O sorriso amarelo despencou pelo canto da boca, o aceno discreto com a cabeça e a fisionomia escanhoada e amaciada com o balsamo pós-barba confirmaram o que o amigo estava perguntando.

-Vamos tomar um café, caminhar por aí, dar uma reconhecida nas redondezas? Perguntou o novo anfitrião tomando-o pelo braço em gesto fraterno e iniciando o trajeto em direção a um bar.

- Agora me lembro: O "colega" de viagem disse algo que não cheguei a entender, pois adormeci de súbito. Falava do meu pessoal, do céu, uma coisa meio bizarra.

- Ainda bem que você não está assustado. O novo acompanhante falava enquanto se aboletavam em uma mesa de canto.

- Agora vamos aos fatos: Lembra quando acordou todo vestido?

- Sim, me lembro! Que coisa louca. Pensei até que estava começando a ter falhas de memória, sabe como é, aquela coisa da idade.

- O que vai querer primeiro?

- Água...

Bebeu de um só fôlego, deixando escorrer algumas gotas pelos lados da boca, enxugadas com as costas da mão.

A atmosfera começava a ficar mais leve e os pensamentos iam se alinhando dentro da cabeça de poucos cabelos.

O amigo ali sentado já tinha morrido! Não havia a menor dúvida quanto a isso. Recordava o momento em que os colegas da Repartição receberam a noticia e logo começaram a organizar a lista para a coroa funerária. Morrera muito moço, todos eram muito moços naquele tempo.

Só podia ser uma alucinação.Talvez os novos remédios para afinar o sangue e diminuir o colesterol estivessem misturando seus pensamentos e recordações.

Procurou um espelho para olhar-se. Nada. Nem espelho. Nem relógio.

Ainda estavam se ajeitando quando um outro conhecido entrou e, discretamente, os saudou com um gesto de cabeça. Em poucos instantes o bar estava repleto. A falta de sombras e reflexos, apesar da boa iluminação, dava a sensação de tempo suspenso.

O companheiro de mesa começou a falar de escolhas, decisões, oportunidades e realizações. O discurso calmo e objetivo funcionava como documentário de uma vida, apesar de não haver nenhuma menção especifica, cobrança ou julgamento.

Abordando diversos exemplos de escolhas, além de juízos e avaliações igualmente válidas ou equivocadas, o assunto tomava forma, provocando emoções e percepções de intensidades e matizes variados.

Depois, o silêncio sublinhou a reflexão e a expectativa pelo rumo a ser tomado. Afinal, onde estava? Como é que esse camarada soubera daquela historia do "acordar vestido". Ainda não sabia se era um pesadelo, uma alucinação, uma confusão mental, ou o que.

Sentado ali no bar diante de uma pessoa falecida muito jovem, tentava racionalizar os últimos acontecimentos.

O amigo levantou encaminhando-se para uma porta Art Nouveau aberta para a varanda convidando-o a fazer o mesmo. A brisa refrescante e o cenário de horizonte infinito davam o tom de paz e tranqüilidade que ele precisava, exatamente agora.

- Quanta luz e que cores... Que beleza. Se você continuar teimando em não querer entender, seu tíquete vai acabar perdendo a validade, sussurrou o anfitrião em seu ouvido.

- Validade?

- É. Com ele você vai ter mais uma oportunidade de acertar nas escolhas, e assim melhor desfrutar da maravilha.

Está vendo aquelas duas arcadas? Apontou para um dos lados da varanda e depois para o outro. A primeira escolha é agora. Em uma delas o resultado é rápido. Entretanto, se você escolher entrar na que tem fila, a coisa demora um pouco.

Se achar que cansa, que dá trabalho, demora, pegue a via expressa. Ali é tudo mais fácil. É só ladeira e não irás caminhar muito. Vá escorregando. Nesse caso, tenha cuidado, pois o tíquete queima com muita facilidade e dá um trabalho danado para conseguir outro.

- Ah... Sei. Acho que vou entrar na fila. Muito obrigado.

- E você? Fica sempre por aqui?

- É. Já usei todos os meus tíquetes e agora estou trabalhando na administração. - Até a próxima.

Lá no bairro, a família tomava café requentado, com as torradas de pão Petrópolis já ressecadas, e o queijo fresco deixado sobre a mesa, enquanto combinavam a missa de sétimo dia.



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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
5/12/2015 às 20h55

 
Office-Boy Vintage

Vai boy
menino criança
se aconchegue numa fila
a bordar esperança

Rola seu ioiô
no fio de seu destino
deixa o ioiô voltar
beijando-lhe em desatino

Tudo em sua volta
rola
você com o ioiô
na mão
atravessa a rua
e nem olha

Sabe que no fio
é que anda
seu calafrio
de um dia-a-dia
sempre no cio.

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Postado por Metáforas do Zé
5/12/2015 às 20h42

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