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Terça-feira, 30/10/2018
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Aflição
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Reflexo
de
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de
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O
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mais
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de
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Surfar
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Postado por Metáforas do Zé
30/10/2018 às 10h09

 
Viagens aos confins do comunismo, de Dalrymple

No decorrer da década de 1980, o psiquiatra inglês Theodore Dalrymple (Anthony Daniels) visitou cinco países submetidos ao regime comunista: Albânia, Coreia do Norte, Romênia, Vietnã e Cuba e registrou sua experiência em cada um, agora disponível em língua portuguesa no volume Viagens aos confins do comunismo. Para cada país foi dedicado um capítulo exclusivo, descrevendo-se a estadia; as características gerais da paisagem; o comportamento e condições dos habitantes. Apesar de se tratar de cinco países diferentes localizados em regiões geográficas distintas, o que se sobressai é a homogeneidade a que estão condicionados. Em todos eles, relata-se a presença do Estado em cada instância, seja pública ou privada, na vida de seus habitantes.

Trata-se de uma imposição paradoxal: explícita, mas manifestada de forma silenciosa, a começar pela diferença de tratamento entre o turista e o nativo. Ao ingressar na Coreia do Norte, por exemplo, Dalrymple relatou que o grupo turístico do qual fazia parte era composto de partidários do regime comunista, a maior parte formada por artistas e intelectuais que se sentiam, de alguma forma, rejeitados em seus países de origem. Desse modo, a escolta policial era recebida como forma de lisonja: entendiam que a atenção recebida era uma forma de reconhecimento de seus talentos:

“Essa forma de lisonja era perfeitamente adequada à psicologia de ao menos alguns deles, convencidos que estavam de que o país de onde tinham vindo injustamente não reconhecia nem recompensava seus óbvios talentos” (p. 60).

Nesse sentido, o turista deveria sempre se manter ocupado; sempre havia um itinerário a ser cumprido de forma incansável: percorrer praças, pequenos vilarejos, restaurantes e até museus de qualidade duvidosa, a exemplo do Museu do Ateísmo, na Albânia. Entretanto, o roteiro era sempre pré-traçado para impedir o turista de andar sozinho e mantê-lo ocupado, supostamente deslumbrado com o aparente desenvolvimento material do país.

“(...) para que ele não veja as condições gerais do país, nem faça contato com ninguém do seu povo. O turista precisa ficar desgastado, exausto, de modo que não tenha energia física, nem mental, para investigar por conta própria; afinal, ele deve ser acompanhado a todos os lugares e tratado com a mais lisonjeira polidez” (p. 43).

Não raro, Dalrymple relata que se deparou com prateleiras cheias de frutas de aparência deslumbrante, mas feitas de plástico.

De maneira geral, o que se depreende das páginas de Viagens aos confins do comunismo é um mascaramento da realidade e um remodelamento do indivíduo, de modo que ele se anule diante da imperiosa presença do Estado e, mais do que isso, do seu líder. Em sua passagem pelo Vietnã, Dalrymple relata que o secretário geral do partido, Van Linh, numa palestra intitulada “Os Trabalhadores da Arte e da Cultura Devem Contribuir para o Trabalho de Renovação do Partido”, fez a seguinte declaração:

“(...) como amante da literatura e das artes, concordo plenamente com a ideia de que os combatentes do front da arte e da cultura não precisam apenas de facas afiadas para remover o mal (...). Vocês são engenheiros da alma. Vocês devem contribuir para criar o novo tipo de homem” (p. 167)

A declaração reflete bem o caráter revolucionário, preocupado em transformar o mundo, em criar o novo tipo de homem através do suave instrumental formado por facas afiadas. No final das contas, o objetivo do artista deve ser a submissão do indivíduo ao partido, como qualquer outra instância nas vidas controladas pelo Estado democrático dos países comunistas.

A arquitetura, por exemplo, nesses países adquire dimensões megalomaníacas e traços kitsch, a exemplo do palácio do Parlamento, na Romênia, ou o Hotel Ryugyong, até hoje inacabado, na Coreia do Norte. São prédios que ostentam uma luxuosa casca para silenciosamente humilhar, apequenar e abolir a individualidade frente a grandeza do Estado.

“(...) achei a cidade profundamente perturbadora, e até sinistra. Ninguém permanece imune ao efeito do tamanho; porém, na arquitetura, o tamanho é muitas vezes uma qualidade que diz mais sobre a loucura ou a megalomania do que sobre uma realização verdadeira” (p. 61, sobre a cidade Pyongyang, capital da Coreia do Norte).

Em síntese, as páginas de Viagens aos confins do comunismo apresentam um cenário muito diferente daquele pintado pelos utopistas, cuja igualdade suprema traria desenvolvimento material para todos.

“(...) as carências de bens materiais, e até de bens essenciais, não eram um problema para os governantes, mas uma grande vantagem para eles. Essas carências (que se sabia serem permanentes, não temporárias) mantinham as pessoas pensando exclusivamente em pão com linguiça, e direcionavam suas energias para obtê-los, de modo que não houvesse tempo ou disposição para a subversão, como também elas – as carências – significavam que as pessoas podiam facilmente ser levadas a virar informantes, e a espionar e a trair umas às outras de forma muito barata, por benefícios materiais triviais, que dispensavam a necessidade de fazer fila” (pp. 124-5)

O propósito do livro não é criticar o comunismo, mas de relatar um experimento de vivência. As descrições que o compõem são a consequência de um projeto malogrado; nos países de democracia comunista compartilha-se igualmente sua principal produção: não a riqueza, mas a miséria: a miséria material, essencial e humana.

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Postado por Ricardo Gessner
28/10/2018 às 17h21

 
O TEMPO REVISITADO

Lucianita é chama que crepita

e mais que chama é luz que ilumina

(no brilho de seus cabelos

o próprio sol se espelha

e o seu fulgor imita).

Para se amar Lucianita

— um belo nome de sonoridade hispânica —

é sobretudo e antes de tudo

mais que necessário compreendê-la

pois muito além de sua rara beleza

que extravasa os limites da aparência

Lucianita é ponte e fonte de ciência.

Amor para se amar em latitude e longitude

tantas e tão vastas

que para amá-la

uma só vida única

— não basta.

Ayrton Pereira da Silva

(escrito em outubro de 1977)



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Postado por Impressões Digitais
27/10/2018 às 19h59

 
A Guerra Fria entre o Cinema e o streaming

Estamos na era on demand. O streaming está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Hoje vemos pessoas assistindo filmes e séries enquanto estão a caminho do trabalho, escola, passeio. O avanço da tecnologia proporciona essa facilidade e cada vez mais surgem plataformas que oferecem o streaming, variando seus produtos e preços, tornando o serviço cada vez mais atrativo e acessível. Uma pesquisa feita pela Alexandria Big Data, para a Exame em abril, mostra que das 1596 pessoas entrevistadas, 64,7% das deixaram de ir aos cinemas para assistir filmes em casa. Algumas delas destacam a “liberdade de escolha”, já que as plataformas possuem um catálogo considerável, enquanto outras alegam que sua escolha é devido ao valor que se paga para ir ao cinema.

O tema ganhou destaque em grandes festivais de cinema. No dia 8 de setembro Roma, dirigido por Alfonso Cuarón e produzido pela Netflix, recebeu o Leão de Ouro, a maior honraria do Festival de Veneza. No dia seguinte o Festival foi criticado por membros do cenário cinematográfico italiano. A Associação Nacional de Autores Cinematográficos (Anac), a Federação Italiana de Cinema de Ensaio (FICE) e a Associação Católica de Cinema (Acec) protestaram contra a escolha alegando que a premiação de um filme que estivesse disponível para exibição online ao mesmo tempo em que chegasse aos cinemas italianos, seria prejudicial ao mercado. O longa On My skin, dirigido por Alessio Cremonini, que fala sobre os últimos dias de vida de Stefano Cucchi, também foi exibido durante o Festival, na seção “Horizons”, e chegou a plataforma no dia 12 de setembro, enquanto entrou em cartaz em poucos cinemas da Itália, o que reforça os protestos.

Mas o diretor do Festival de Veneza, Alberto Barbera, defende a exibição e premiação de filmes independente de seus formatos de exibição. Na coletiva de imprensa em que apresentou o Festival, Barbera disse que não via razão para excluir um filme como o de Cuarón da competição só porque é produzido pela Netflix. Depois das críticas feitas pelas associações cinematográficas, Barbera reforçou sua ideia dizendo: "Todas essas controvérsias sobre as transformações que o cinema está passando são apenas o resultado da nostalgia, mas é importante olhar para frente".

O mesmo assunto foi discutido em Cannes, festival realizado de 8 a 19 de maio. Os filmes produzidos pela Netflix foram proibidos de participar da competição do Festival. Com isso, a empresa recusou-se a participar fora da competição, dando início a uma “Guerra Fria” entre a plataforma e os festivais. Diferente da Itália, na França existe uma lei que exige um intervalo de três anos entre o lançamento no cinema e a exibição em plataformas streaming, o que impediria a Netflix de reproduzir seu material assim que saísse do evento. Essa e outras decisões – relativas a selfies e uso das redes sociais – causaram alarde e fez com que muitos especialistas questionaram se o Festival de Cannes não está atrasado no tempo.

Está claro que o streaming está mudando o mercado fílmico. Embora não afete as produções, seu impacto nos cinemas é evidente. Talvez Barbera tenha razão em dizer que o cinema é mais uma questão nostálgica. Embora a experiência que temos ao ver um filme na Tela Grande não pode ser comparada a ver um filme na TV ou no celular. Mas é tudo uma questão de adaptação, como foi com o VHS, DVD e agora o streaming, até uma nova tecnologia tomar seu lugar. Podemos fazer uma comparação com o mercado musical e literário, onde produtos online tomaram conta das vendas, porém ainda existem aqueles saudosistas que preferem possuir o produto físico e, em relação ao cinema, não será muito diferente.

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Postado por A Lanterna Mágica
27/10/2018 às 17h20

 
Casa de couro II

Juntando imaginárias folhas, cobria eu
o telhado da casa, protegendo-a do verão
e do inverno, que num só dia desciam ao chão
do deserto. Minha mãe cuidava da comida.
Costurava nossas roupas. De noite, estava
de volta o pai, recitando orações à hora do jantar.
Pão nosso de cada dia. Sol nosso dos trabalhos diários.
Viagem nossa de todos os dias.

Casa da memória. Mala da espera.

Era, sempre, colheita a terra. E, o rio,
meu túnel dos navios e bandeiras.


(Do livro Travessias)

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Postado por Blog da Mirian
27/10/2018 às 09h52

 
Paes Loureiro, patrono da Feira literária do Pará


Imagem: divulgação


João de Jesus Paes Loureiro é o patrono da Feira Literária do Pará deste ano, que começa no sábado, 20 de outubro. É uma homenagem muito merecida para um dos maiores expoentes da literatura da Amazônia e do país.

Influenciado pela leitura em casa, na cidade de Abaetetuba, cedo o escritor se encantaria com o gênero literário pelo qual seria mais reconhecido, a poesia. Encantado com as palavras e com os livros, ele manteria uma relação inseparável entre o ato de ler e escrever que o seguiria durante toda sua maturidade.

Maturidade que começaria a se revelar em sua escrita na década de 1960 com “Tarefa”, seu primeiro livro, fortemente influenciado pelas condições históricas daquele período. Mas a história nunca deixaria de ser uma temática recorrente que marcaria sua extensa produção.

É a história a figurar em sua Trilogia Amazônica em conjunto com o imaginário regional. Nessa obra, está representado não apenas o mito como modo edificante da cultura da região, mas ele está em permanente conflito com a modernização que se anunciava e se fez presente no campo e na cidade.

“Altar em chamas” (1983) é a representação urbana desse entrecruzamento ameaçador que recoloca a aurática Belém do Pará de seus tempos imemoriais, míticos, diante de um presente que não a reconhece, pelo seu abandono e esquecimento.

A incursão mais “metafísica” de Loureiro com “Pentacantos” (1984) e com “O ser aberto” (1990), é composta pelos elementos que fundamentam essa poesia. O ser e o não ser, a aparência que se torna essência, o reencantamento do mundo desencantado.

Eis o fundamento de sua poética que se reflete de modo inseparável em seu trabalho teatral, como em “Ilha da ira” (1976) e teórico, como em “Cultura amazônica: uma poética do imaginário” (1991).

A metáfora recorrente do Ser, mimetizado em seus conceitos de mundamazôniavivência e nas encantarias, são as sínteses conceituais de seu proceder. Desde a infância esse sentimento poético se instauraria, indelevelmente, como uma representação que dialoga com a realidade, não sendo nem “apenas” realidade, nem “totalmente” poesia, mas que a conjuga na mimetização poética como formas de significação de uma, como ele mesmo diz, forma de compressão do mundo pelas palavras, mas também de abertura para o mundo pela leitura.

Suas lembranças, em “Memórias de um leitor amoroso” (1999), já indiciavam prematuramente essa escritura. Sua visão de um objeto tão “simples” como uma folha, ganhara o elemento do “espanto” sublime da realidade e da palavra, que se revelam para a poesia, revelando sempre mais do que eles são.

Escreve o poeta: “Rabiscando a esmo letras, sílabas, com surpresa, eu percebi que na palavra folha, cortando-se o ‘f’, ela se convertia em ‘olha’. Percebi que as palavras escondem palavras, como os frutos escondem os sabores e as sementes. Descascá-las é como saborear novas camadas de significados. Pensei: as folhas são olhos das árvores”.

Nesse pequeno fragmento, que relembra seu encontro na infância com o poético, já se prenunciava o modo pelo qual sua escrita sempre vislumbraria nas coisas, das mais comuns às mais insondáveis, esse jogo de “sfumato”, no qual real e imaginário não possuem distinções rígidas, não são versos inseparáveis.

Esse gradiente de cores culturais e temáticas, de interpretações e leituras, que não define plenamente os aspectos imaginativos e a realidade, mas que os pensa de modo poético-crítico, é a força de sua escrita, de sua interpretação.

É essa concepção poética que atravessará também seu trabalho teórico, buscando identificar nas manifestações culturais a “dominante” que os fundamenta. O imaginário é a dominante, mas também é, fundamentalmente, seu motivo, seu tema.

Por isso, a lenda e a cidade são também deslenda, mito caído, decrepitude e ruínas, redenção e crítica. É nas profundezas dos rios, da cidade, dos céus, do amor, da perda, da dança da bailarina, do ser, que se pode perscrutar seus significados.


Foto: Relivaldo Pinho

Há 15 anos, quando escrevi meu primeiro livro, “Mito e modernidade na Trilogia Amazônica, de João de Jesus Paes Loureiro”, que venceria o Prêmio de melhor Dissertação do Núcleo de altos Estudos amazônicos (NAEA), Paes Loureiro já era um poeta reconhecido e já havia publicado sua tese, seu principal trabalho teórico. Mas ainda carecia de um livro que o analisasse. Fiquei e fico lisonjeado em poder tê-lo feito.

Hoje, essa honra é ainda maior. Especialmente por ver que sua obra é, cada vez mais, merecidamente, reconhecida em vários âmbitos e pelo poeta ainda continuar em plena atividade teórica e literária, sempre com o rigor que cabe aos altivos escritores.


Texto publicado em O liberal, 19 de outubro de 2018 e em Relivaldo Pinho

Relivaldo Pinho é professor e pesquisador.

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Postado por Relivaldo Pinho
24/10/2018 às 02h25

 
A moral da dúvida em Oakeshott e Ortega Y Gasset

Segundo o filósofo espanhol Ortega y Gasset, em Rebelião das massas, “A liberdade sempre significa (...) autonomia para ser o que autenticamente somos. É compreensível que aspire a prescindir dela quem sabe que não tem uma autêntica missão” (p.50). Com isso, são estabelecidos dois tipos de pessoas: o que aceita a liberdade de ser quem realmente é, assumindo a responsabilidade pelas consequências de suas escolhas; e o que abdica dessa responsabilidade, transferindo-a para outras instâncias, como a ideologia. Essa diferença define a base do indivíduo e do homem-massa, aquele que não tem individualidade.

A formação do indivíduo consciente de si mesmo é fruto de um processo gradual, ilustrado por Michael Oakeshott com uma “nova linguagem para falar acerca do homem como personagem histórico” (p. 95). O primeiro registro dessa nova consciência se deu na Itália, com o desenvolvimento do Uomi Singulari, caracterizado não mais pelo anonimato da convivência comunal da Idade Média, mas pela “autodeterminação (...), cujas atividades expressavam preferências pessoais de comportamento” (p. 96). Noutras palavras, devido a mudanças sócio históricas, permitiu-se às pessoas desvincularem-se de laços comunais e traçarem seus próprios destinos, de acordo com suas escolhas pessoais.

O item fundamental é que o indivíduo, ao adquirir consciência autônoma, não mais vinculada a conceitos externos, estabelece a si mesmo como base reflexiva: o “indivíduo autônomo se mantém como o ponto de partida da reflexão ética” (Oakeshott, p. 99). Desse modo, o Humanismo foi sua apoteose e Pico della Mirandola (clique aqui para ler "A moral da dúvida em Mirandola e Nietzsche") um dos principais representantes e teóricos – mesmo que não verbalize isso – do Uomi Singulari. Quando o filósofo estabelece o humano como o mais afortunado dos seres, nesses termos estabelece o indivíduo autônomo como novo personagem histórico: representa aquele que é capaz de decidir o seu próprio destino e, com isso, assumir a responsabilidade e arcar com as consequências de sua decisão. O livre-arbítrio em Mirandola diz respeito ao destino universal do homem: suas escolhas no plano terreno terão impacto no plano transcendental. Nietzsche, por sua vez, desloca para o plano terreno, exclusivamente, modificando a maneira de se compreender a capacidade de fazer escolhas, incluindo-a na transvaloração de todos os valores. Entretanto, ambos são humanistas.

Ser um indivíduo autônomo se caracteriza pela capacidade e pela responsabilidade de fazer escolhas: “Havia muitas formas modestas com que essa predisposição em ser um indivíduo pudesse se manifestar. Toda empreitada prática e toda busca intelectual se revelaram uma montagem composta de oportunidades para fazer escolhas: arte, literatura, filosofia, indústria-comércio e política; cada uma chegou a compartilhar esse caráter” (Oakeshott, p. 106). Não é à toa, portanto, que o Humanismo se desenvolveu como nova corrente de pensamento seguida da Idade Média.

No entanto, nem todos aceitaram ou compreenderam a nova possibilidade: “(...) havia algumas pessoas que, seja por circunstância ou temperamento, estavam menos dispostas a entrar na onda; e para muitos o chamado para fazer escolhas viera antes de possuir a habilidade para fazê-las de fato, sendo portanto tidas como um fardo” (Oakeshott, p. 106). Esse indivíduo, incapaz ou descrente em relação à necessidade de fazer escolhas, é o protótipo do que veio a ser o “homem-massa”.

Uma das análises de maior fôlego e profundidade sobre a essência do homem-massa foi feita pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset, em A rebelião das massas. Assim como o indivíduo autônomo é um produto da modernidade, o homem-massa também é. Entretanto, são figuras antagônicas.

A figura que melhor representa o homem-massa é a criança mimada: tem uma falsa percepção de que a vida é (ou deveria ser) fácil, mesmo que cheia de obstáculos; impõe-se sem qualquer autocrítica, visto que acredita-se pleno, soberano; e intervém em tudo, pois crê que sua opinião é soberana, mesmo que irrefletida, sempre preciosa e válida. Por um lado, é herdeiro e desfruta de valiosas conquistas civilizacionais; de outro, não tem o senso de ser civilizado, pois acredita que tudo existe exclusivamente para ele. Sabe que não poderia fazer certas coisas, mas, mesmo assim, faz, refletindo uma sensibilidade simulada, isto é, finge-se uma realidade moral que não corresponde à sua verdadeira conduta.

“Encontra-se rodeado de instrumentos prodigiosos, de medicamentos benéficos, de Estados previdentes, de direitos cômodos. Em compensação, ignora o quão difícil é inventar esses medicamentos e instrumentos, e assegurar sua produção no futuro; não adverte quão inviável é a organização do Estado, e nem sente obrigações dentro de si” (Ortega y Gasset, pp. 177-8)

A consolidação histórica do homem-massa se deu no decorrer do século XIX, graças ao desenvolvimento da técnica, que proporcionou uma crescente melhoria na qualidade de vida material. No passado, viver estava associado a limitações, dificuldades e dependências. Para comer um frango assado no almoço, era mister criar o frango, matar, limpar, preparar, cozinhar e, ainda por cima, aproveitava-se seus subprodutos para outros fins; hoje, toda padaria, supermercado, boteco servem frango assado, normalmente acompanhado com farofa, quando não o cliente escolhe somente as partes que gostaria de levar. Se, antes a vida se dava por meio do aprendizado de adaptação às limitações, agora, praticamente sem restrições ou grandes dificuldades, o homem-massa pode abandonar-se num mundo confortável e seguro, cujo único esforço de escolha é entre qual marca de bolacha recheada irá levar. Na dúvida, leva duas ou três. Contudo, não aprendeu a reconhecer que todo esse conforto não é gratuito, mas foi preciso investir muito esforço para conquistá-lo.

Seu perfil psicológico é de alguém centrado – fechado – em si mesmo; um novo modelo narcísico. O homem-massa não apela para nada fora de si ou de sua zona de conforto, pois além de vaidoso, acredita-se autossuficiente e cheio de plenitude; é a definição etimológica de idiotia. “O hermetismo nato de sua alma lhe impede o que seria condição prévia para descobrir sua insuficiência: comparar-se com outros seres. Comparar-se seria sair um pouco de si mesmo e deslocar-se até o próximo. Mas a alma medíocre é incapaz de transmigrações – o esporte supremo” (Ortega y Gasset, p. 142).

Apesar de o homem-massa possuir mais recursos, inclusive mais capacidade intelectiva, “essa capacidade não lhe serve de nada; a rigor, a vaga sensação de possuí-la lhe serve somente para se fechar mais em si e não usá-la” (Ortega y Gasset, p. 143). A melhoria na qualidade de vida, somada ao conforto material, contribuíram para formar um perfil psicológico acomodado, que não se esforça para se aprimorar: é autossuficiente e/ou os demais têm a obrigação de lhe conceder o que deseja.

Com isso, nas situações em que é defrontado, desafiado a sair de si mesmo – quando é obrigado a fazer uma escolha fora do seu campo de interesse ou zona de conforto, por exemplo – torna-se agressivo. Conscientemente ou não, o homem-massa tende a recusar a ser indivíduo; na verdade ele é um anti-indivíduo. Consequentemente, não tem apreço pela cultura nem pelo passado: “O característico do momento é que a alma vulgar, sabendo-se vulgar, tem a audácia de afirmar o direito à vulgaridade e o impõe em toda parte” (Ortega y Gasset, p. 84).

O direito do indivíduo autônomo é incompatível com o homem-massa. O primeiro requer autonomia, o segundo, tutela: exige “o direito de poder gozar a substantiva condição da circunstância humana, na qual não era obrigado a fazer escolhas por si próprio (...); em suma, o direito que ele [homem-massa] reclamava, o direito compatível com seu caráter, era o direito de viver em protetorado social que o libertava do fardo da autodeterminação” (Oakeshott, p. 122). Portanto, a liberdade do indivíduo é a de fazer escolhas; a do homem-massa é a de não-fazer escolhas.

A reflexão de Nietzsche sobre o livre arbítrio, nesse contexto, aclara a diferença entre um e outro: uma escolha livre não se faz segundo as preferências particulares, pois intensificaria uma personalidade mimada. Uma escolha verdadeiramente livre é aquela consciente de suas limitações, mas que que é feita em direção a um melhoramento, a uma superação de si mesmo, apesar de acarretar sofrimento pelo esforço. É o que separa o nobre da massa: “nobre”, etimologicamente significa “o conhecido: entenda-se o conhecido de todo o mundo, o famoso, que se fez conhecer se sobressaindo da massa anônima. Implica um esforço insólito que motivou a fama” (Ortega y Gasset, p. 136). Por isso o ressentimento da massa, quando vê o sucesso do outro.

“a vida nobre fica contraposta à vida vulgar ou inerte, que, estaticamente, se recolhe em si mesma, condenada à perpétua imanência, se uma força exterior não a obrigar a sair de si. Por isso chamamos massa a esse modo de ser humano, não tanto porque seja multitudinário, e sim porque é inerte” (Ortega y Gasset, pp. 137-8).

Segundo Oakeshott, o governo popular surgiu para atender à necessidade de populismo da massa, numericamente maior, diferenciando-se do governo parlamentar, que, representando o indivíduo, garante as liberdades individuais.

A liberdade é um conceito caro ao individualismo, este um palavrão aos ouvidos de muita gente: da massa. Confunde-se individualista com egoísta, egocêntrico, narcisista, associando-se a liberdade individual com uma conduta desregrada, de alguém despreocupado com os demais. Liberdade e indivíduo são categorias complementares, mas não definem uma moralidade egocêntrica; na verdade, essa confusão espelha uma tipicidade, esta sim, verdadeiramente narcísica: a do homem-massa.

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Postado por Ricardo Gessner
21/10/2018 às 15h01

 
Por um triz

A
arte
é
a
última
que
morre

E
a
linguagem
é
aquela
que
a
socorre

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Postado por Metáforas do Zé
20/10/2018 às 12h35

 
Sete chaves a sete cores

Todos
segredos
ecoam
no
universo

Quando
falas
de
ti
transparências
reverberam

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Postado por Metáforas do Zé
19/10/2018 às 12h17

 
Feira livre

Espinhos
são
anseios
deixados
pelo
caminho

E
o
sonho,
simplesmente
uma
rosa

Não
fosse
o
desejo

me
bastaria
teu
perfume

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Postado por Metáforas do Zé
19/10/2018 às 12h12

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