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Quarta-feira, 22/1/2020
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Belém, nostalgia e tempos possíveis

Para o Pedro


Foto: Angelo Cavalcante @angelomcavalcante


Tic! Tac! Tec! Tec! É meu sobrinho jogando “beyblade”. O “beyblade” é um brinquedo que imita o antigo pião e que se digladia com outros em uma arena de plástico. O pião moderno, ao contrário do pião de outra infância, não possui prego na ponta. É mais seguro e mais prático. Como a cidade que se quis moderna, o novo brinquedo gira em seu próprio eixo e, para aquela outra infância, apenas suscita nostalgia. Tic! Tac! Tec! Tec! Belém! Belém!

Costuma-se atribuir segurança e praticidade à vida moderna e, em oposição, desafio e rusticidade a uma vida anterior. As cidades são uma expressão privilegiada dessas representações.

Não raramente, tendemos a lembrar de um tempo anterior com um significado de perda irrecuperável, quando vemos imagens de diferentes tempos da cidade. Olhamos ao redor e giramos em busca de um tempo memorável, um eixo a nos guiar e definir.

Em certo sentido, Belém parece estar mergulhada nesse sentimento, agora transportado para outros espaços, para outras mídias.

Dia desses, vi um perfil, em uma rede social, exaltar uma imagem icônica da cidade, um copo de cerveja que se enchia e esvaziava reluzentemente na entrada da cidade.

Eu mesmo quando vi pela primeira vez, aquele néon inesquecível simbolizava uma ideia de tecnologia, modernidade, mas, não podemos esquecer, de magia também.

O mundo das imagens nos levou a essa forma de percepção, na qual tratamos simulacros (Baudrillard) como nossa verdadeira experiência. Não é um lamento, é um sintoma.

É como o novo jogo de meu sobrinho. Esperto, ele sempre lembra das suas vitórias, mas, quando ele perde, ele esquece ou lamenta.

As crianças exaltam e repetem seus momentos/movimentos pela compulsão; mas talvez seja o mesmo sentimento que habita aquele que, agora, na internet, vangloria o passado pela lamentação, como nostalgia.


Fonte: @nostalgiabelem


Temos, nas redes sociais, nostalgias de Belém, memórias de Belém, Belém de antigamente, etc. A cidade se exalta em um tempo que gira sobre si mesmo e, descontente com a arena na qual se digladia, deita-se, quedando-se em torpor.

De certo modo, subvertemos a ideia Benjaminiana de perder-se na cidade como forma de re-conhecê-la. Voltamos a uma eterna repetição do passado e — na verdade Benjamin, estava certo — agora o reproduzimos tecnicamente como imagens de júbilo e eterno descontentamento. É um sintoma.

Nostálgico, irreparável, irremovível, para alguns, compulsivo. O sentimento que perdura é de que a cidade, possivelmente, tenta se lembrar do que “não foi”, e seus habitantes tentam fruir aquele passado que “nunca” tiveram.


Foto: “Cenários em ruínas” (Nelson B. Peixoto), de Enderson Oliveira @o_enderson_


Como nosso tempo contemporâneo é outro, confuso, interseccionado, esse lembrar, que ia em busca de décadas passadas distantes, já se manifesta — o que talvez seja um sintoma ainda mais latente — sobre o que ocorreu há poucos anos, em um passado que, dizemos, “parece que foi ontem”.

Também acendemos luzes coloridas sobre a história como forma de — acreditamos —iluminá-la e reconhecê-la. Mas a cidade, sua história, nem sempre pode ser atravessada por luzes artificiais, resplendores discursivos, lampejos retóricos.

É preciso lembrar que a cidade, hoje, vai além de uma única imagem, de um único monumento, ou de uma resplandecente publicidade. Ela é, fundamentalmente, um espírito que a tudo isso se liga, que emana, salta, entrecruzando-se, do seu sentido anterior e do seu sentido atual.

Múltiplos sentidos, variadas representações, diferentes formas de percepção. Belém precisa lidar com seu passado como forma de tomá-lo, apreendê-lo, no presente; cada tempo com seu espírito, colidindo, renascendo, em tempos possíveis.


Foto:“Pontes limiares”, de Relivaldo Pinho @relivaldopinho


Como uma colisão que nasça de giros que deixem de se movimentar na mesma órbita, para se abrirem em uma nova constelação. Tempos possíveis, representações olvidadas, percepções distendidas. A arena não precisa ser de plástico.

A imagem da tulipa em neon, que secava e enchia permanentemente, precisa ser vista sobre outro movimento. Menos repetitivo, mais denso (Geertz) e, ao mesmo tempo, mais rúptil.

Agora, imagine outra tulipa que começa a encher e a secar. Tec! O pião parou. Precisamos jogar outra vez. Belém! Belém!


Este texto foi publicado em 13/01/2020 no Diário Online

Relivaldo Pinho é autor de, dentre outros livros, Antropologia e filosofia: experiência e estética na literatura e no cinema da Amazônia, ed.ufpa, 2015.
[email protected]

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Postado por Relivaldo Pinho
22/1/2020 às 19h53

 
A Gonçalves Dias

A Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Disse o Gonçalves Dias.
Diz-se hoje: corruptos pra danar.
Cantantes enaltecendo as drogas,
Dá vontade de chorar,
O país das queimadas, e
Dos rios poluídos,
Dos políticos sem caráter,
Das metrópoles de bandidos,
Já não tem mais as palmeiras,
Pouco canta o sabiá,
O vaqueiro não existe,
Nosso povo anda triste,
Não queira voltar pra cá.
O bicho está pegando,
Caso estejas voltando,
Melhor, é no exílio ficar.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
17/1/2020 às 18h51

 
Em 2020 Combata os Vilões da Vida Real


O ano de 2019 finalmente passou, foi feliz pra umas 3 pessoas e miserável pro resto da humanidade, mas fazer o quê? Já diziam os sábios que o doce só é doce porque o amargo existe! Então, parabéns se você chegou até aqui com o mínimo de equilíbrio. Agora é vida que segue, tempo que rugi e você como instrumento e material do que poderá ser o seu ano.

Pois a maioria das pessoas, talvez pelas datas, astrologia e etc. acreditam que um ano novo seguido de um período de 12 meses podem fazer uma vida mudar pra melhor. Crendo nisso, tenha a certeza de que a resolução mais importante que você poderá tomar esse ano, é ser o herói de si mesmo pra combater os vilões da vida real que o perseguem sem piedade.

Claro, você pode ser o herói de outros, mas quando cuida de si, certamente faz o bem a vários dependentes e pessoas que te amam. Se a vida estiver tão boa assim, que já possa se sentir seguro a ponto de ser o protetor de terceiros, melhor ainda. Dessa forma, pra começar com o pé direito é importante identificar esses facínoras que tanto querem lhe fazer mal.

Portanto, são alguns dos mais cruéis: A ignorância e a mesquinhez, que levam a atos impensados e impulsos descabidos. As dívidas, que hoje em dia são atreladas a serviços e tecnologias rápidas demais pra que se tenha um pensamento coeso em relação a decisões. Bancos e instituições de fácil acesso pra pegar dinheiro e jamais deixar a bola de neve. Responsabilidades que são procrastinadas e poderiam fazer toda a diferença no modo de vida. E finalmente a insegurança, que impede de seguir seus sonhos ligados a beleza, trabalho, relacionamentos, saúde, etc.

Esses são só alguns dos muitos vilões diários enfrentados pelo herói comum, mas que podem ser decisivos na barreira entre uma condição geral melhor de vida e diversos perrengues inimagináveis.

Por isso, evite dar opiniões, nem se deixe levar pelos julgamentos pré-concebidos e momentâneos dos sentimentos sem raciocínio. Quanto aos gastos, faça uso das facilidades que estão à mão com responsabilidade e não apenas porque você pode, pois existem no mundo infinitas coisas que podemos, mas nem por isso saímos realizando.

Pense e repense em todos os recursos possíveis antes de recorrer aos bancos e empresas de crédito que podem parecer uma solução imediata, contudo se transformarão em problema a longo prazo. Não deixe nada que pode ser feito agora pra depois, pois o acumulo de tarefas torna tudo mais desestimulante e difícil que antes. Sabendo que o tempo faz diferença nas ações, principalmente se tratando de dinheiro, quanto mais cedo melhor. Além de que exercícios, o abandono de um vício ou uma boa alimentação podem ser cruciais entre a saúde e a enfermidade.

Como vilão-mor estão a insegurança e a preguiça que trazem receios e evitam a realização do que já devia estar pronto. Visto isso, quando se tratar de um bom projeto pra vida, a resposta é fazê-lo antes que os pesares e dúvidas tragam uma âncora e impeçam o trabalho.

Quando estiver sem nenhum recurso ou ideia de como sair dessa situação de marasmo, apenas comece e deixe que o resto venha como etapas e recompensas do processo. Inicie por um trabalho que pode estar longe do ideal, mas trará contatos, amizades, relacionamentos, ideias e um dinheiro, que mesmo pouco, já é alguma coisa em vista de nenhum que estaria ganhando se estivesse parado se lamentando.

Também, realizando trabalhos manuais, temporários, renda-extra, que seja, você poderá guardar um dinheiro, de modo que este te traga garantias e independência financeira, tão fundamental atualmente pra se proteger de situações rotineiras que não são nada agradáveis de saúde, nos relacionamentos, dificuldades do emprego, com dívidas inesperadas... Enfim, tudo o que aflige as pessoas desde que a sociedade existe e te transformou num cidadão de bem.

Assim, pra esse ano é necessário planejar as ações, realizar, poupar e principalmente viver. Só dessa maneira você enfrentará os vilões tão amedrontadores do mundo real e sairá vencedor dessa história bem além da HQ. Claro que os problemas da rotina ainda existirão, mas numa escala menor, com maior probabilidade de resolução e capacidade de decisão pelas medidas tomadas e garantias realizadas. Quanto ao resto feliz ano novo!



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Postado por Blog de Camila Oliveira Santos
10/1/2020 às 05h27

 
Quando estive em Hollywood

Fiquei puto comigo porque perdi a menina prum amigo. Fiquei puto porque eu tinha que ser como os caras nos filmes. Tinha que fazer que nem o William Holden no Férias de Amor, num feriado, num tempo em que as pessoas faziam piquenique.

Saltando dum trem de carga numa cidade do interior, fazendo bico, limpando quintal, flertou com a Kim Novak na varanda da casa ao lado. De noite, fim de festa, a orquestra tocando Moonglow, os violinos nas notas agudas arrepiando a nuca, marcando a música com o estalar dos dedos, sem ninguém entender nada, roubou a moça do ricaço da cidade.

Num domingo à tarde fui com três amigos conhecer a BR-3. Nunca tinha visto uma rodovia asfaltada, só em filme. A BR-3 era a coisa mais bonita. Viajava de trem, em estradas poeirentas, esburacadas, os ônibus sacolejando o tempo todo.

Do Centro pegamos carona com um cara que tinha um sítio em Água Limpa. Descemos na Lagoa Seca, o paredão da Serra do Curral logo na frente. Bonito ficou quando o sol avermelhou pros lados de Betim.

— A reta da estrada tem que aparecer — eu disse pro vendedor de laranja ao receber a Kodak Caixote do Beto.

Todo mundo fazendo pose, me lembrei duma foto que tinha saído no Cruzeiro, o James Dean num dia chuvoso, encolhido de frio, as mãos enfiadas no bolso do sobretudo, a gola até o queixo, franzindo a sobrancelha como costumava fazer. Apesar do calorão danado, eu levantei a gola da camisa, botei um cigarro na boca, comprimi os olhos como ele e esperei o clique da máquina.

Em casa de noite minha irmã veio: “Andar o dia inteiro, subir e descer morro pra ver uma estrada?”

Eu tinha estado em Hollywood. Ela não entendia. Ela nunca ia entender.

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Postado por Blog de Anchieta Rocha
9/1/2020 às 22h29

 
PASSEIOS PELA PRÉ-HISTÓRIA

Sou do tempo em que helicóptero era chamado de autogiro e avião era aeroplano, nos arredores dos anos 45 do século passado.

Às vezes, noite velha, eu acordava com o som longínquo de um aeroplano flanando nas nuvens, e imaginava ser o Flash Gordon em sua nave futurista, concebida pelo traço genial de Alex Raymond, até que o sono me embalasse de novo para a escuridão do nada.

Os espigões que agora pululam pela minha ex-doce e amorável Nictheroy, chamavam-se, naqueles idos, arranha-céus e se contavam por alguns dedos de uma só mão. As ruas eram povoadas por casas com generosos quintais, onde floriam e frutificavam árvores e flores, com o perdão da redundância aqui empregue com o intuito único de emprestar cores fortes ao cenário recriado pela imaginação.

No mar, as barcas movidas por rodas, como as do velho rio Mississipi de antanho, batizadas como Segunda e Terceira e mais duas outras de cujos nomes não me recordo, levavam cerca de uma hora para atravessar a baía. O mundo de então era regido por outro compasso.

Levado por meu pai para comprar roupas no Pavilhão, sempre de um tamanho maior para serem aproveitadas por mais tempo, eu procurava me esquecer das calças de “fundilhos de coar café” que me aguardavam, olhando pela janela a coreografia alegre dos botos que saltitavam ao lado da embarcação, exibindo-se aos passageiros. Penso que foram eles, esses patuscos dançarinos do mar, os precursores do nado sincronizado dos jogos olímpicos de hoje.

A Praia de Icaraí, de águas límpidas como, de resto, todas as outras, ostentava o trampolim, cartão-postal e orgulho da cidade, de cuja plataforma mais alta só os ousados se aventuravam a saltar, pois, dizia-se, um desses mergulhadores morrera ao bater de cabeça na areia, já que ali o mar não era profundo. O trampolim era uma lenda urbana agora reduzida ao preto e branco das fotografias antigas.

Foi uma era de amabilidade e gentileza, substantivos que caíram em desuso. Na Praia das Flexas (grafada assim mesmo na placa oficial), as pessoas cumprimentavam-se pelos nomes. Em suas águas cristalinas, viam-se cardumes variados, desde os pequenos peixes-agulha aos baiacus, sardinhas, peixes-voadores, arraias-manteiga que descansavam preguiçosamente no fundo, ao alcance de nossos pés, e também algas, estrelas-do-mar e até, de raro em raro, uma tartaruga marinha. Depois das ressacas, com o refluxo da maré pela manhã, eu, meu irmão João José e nossa sobrinha Leda acorríamos à praia para catar conchas e caramujos vazios, que viriam a se tornar os reis, rainhas, damas da corte e cavaleiros de armadura nos nossos enredos infantis.

Recordo-me dos tempos do Colégio Bittencourt Silva, de saudosa evocação, onde cursei a admissão, o ginasial e o científico, segundo a nomenclatura de então. Morando na Rua Pereira Nunes, eu ia caminhando até o colégio, na Rua José Bonifácio, ouvindo pelas janelas abertas das casas o prefixo musical, se não me engano um trecho do concerto de Grieg, que anunciava a radionovela imperdível pelas donas de casa, naqueles idos anteriores à era da televisão.

Alguns professores deixaram lembranças marcantes, como o Serapião “larga o lápis”, o professor Gualberto e sua indefectível “platina da bomba pneumática”, que jamais vimos, o mestre de Inglês, apelidado de “Deixa que eu Chuto”, pelo seu andar arrastando uma perna como se fosse chutar uma bola e finalmente o Diretor e dono do educandário, apelidado de Sinistro, por usar ternos escuros e andar pelos corredores das salas de aula como se pisasse sobre algodão.

Naqueles tempos de vacas magras, era uma aventura o dia em que, depois das aulas, contando os níqueis, podíamos dar uma chegada até a extinta Pastelaria Imbuhy, que exibia, ao fundo, uma réplica da barca homônima, que girava em torno de si mesma, para saborear um delicioso pastel com um copo de caldo de cana moída na hora.

O tempo, irreversível e inclemente, transformou em matéria de memória os dias de nossa adolescência, que este velho de cabelos brancos armazenou no empoeirado sótão da imaginação, entre sonhos, sombras e assombros

Uma das lembranças mais remotas — que me foi repassada em segunda mão — data dos primeiros tempos de nossa chegada a Nictheroy, quando meu pai, ainda atlético, costumava remar numa baleeira do Clube de Regatas Icaraí, indo desde a Itapuca até o Canto do Rio, e retornando, são e salvo, com restante da tripulação, de que também faziam parte o já famoso jurista e tratadista Nelson Hungria, autor do Código Penal de 1940, até hoje em vigor, além do tabelião Gaspar e do futuro desembargador Vieira Ferreira Neto.

Naquela época, nossa cidade era cortada de norte a sul pelos bondes da Cantareira, que transportavam para todos os recantos os ilustres passageiros, assim tratados pelo reclame de um fortificante, à vista de todos, que apregoava em versos: “Veja ilustre passageiro/ o belo tipo faceiro/ que o senhor tem a seu lado,/ e, no entanto, acredite,/ quase morreu de bronquite:/ salvou-o o Rhum Creosotado”. Eram assim, muitos rimados, os comerciais daqueles tempos românticos, quando nosso idioma, a bela Flor do Lácio, era falado corretamente. É curiosa a etimologia da palavra bonde, aliás, intraduzível, inspirada na denominação social dos detentores originários da exploração desse transporte urbano sobre trilhos, a Bond & Share Co. Havia inúmeras linhas para servir os diversos bairros: São Francisco, Canto do Rio, Av. Sete de Setembro, Largo do Moura, Circular, Santa Rosa, Viradouro...

Lembro que, nas manhãs de inverno, quando tomava, pontualmente, às sete e trinta, o bonde que me levava até Icaraí, rumo à escola de D. Carmen Cavalière D’Oro, eu tiritava de frio, pois as cortinas de lona eram insuficientes para barrar a friagem que varria o interior da condução em todas as direções. Às vezes, eu tremia tanto que chegava a bater queixo, apesar da capa Pelerine de casimira que herdara de um irmão mais velho...

Quando me debruço na abstrata janela da memória e aguço o olhar para esses tempos longínquos, revejo as tardes mortiças de domingo, onde a melopeia dolente de um realejo bordava de tristeza ainda maior a paisagem deserta de minha rua.

Tive a ventura de muitas décadas depois, em nossa querida e inditosa Friburgo, mostrar, na companhia de minha esposa Eny, aos nossos filhos Sandra, Júnior e João Paulo, um inesperado e anacrônico realejo, que já supunha de há muito varrido pela vertigem dos anos, manejado por um homem de avançada idade, ostentando um chapéu verde de duende, enquanto um periquito amestrado pinçava com o bico cartõezinhos da sorte para quem não temesse saber o que o futuro lhes reservava.

Ainda mais recentemente, desta feita em Santiago do Chile, na rua onde morava nosso caçula, João Paulo, no elegante bairro de Vitacura, numa tarde de sol domingueiro, surgiu de repente um realejo, para deslumbramento dos filhos de nosso filho e nossos netos Rafael e Emily — em contraponto com minha indiferença, pois já não tinha mais os olhos de criança.

Pode ser que nas incontáveis voltas e reviravoltas das rotações e translações que nosso planeta dá, talvez, quem sabe, venha a ocorrer, por obra e graça de alguma misteriosa conjunção astral, o retorno de um tempo que virou pó. Mas eu duvido.


Ayrton Pereira da Silva



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Postado por Impressões Digitais
5/1/2020 às 14h41

 
Quando há amor

Chorar na dor de um filho,
Alegrar-se nas suas alegrias,
Festejar a vitória alcançada.
Ocorrendo um fracasso,
Dá colo, carinho e abraço,
Mantendo a derrota afastada.

Manter a mente ocupada,
Sinal de força e coragem,
A quem busca ocupação.
Todos os males espanta,
Solta o grito da garganta,
Com fé, garra e paixão.

É grato a superação,
Toda a família se encanta,
A vida segue fagueira.
Com garra vence o fracasso,
Vai pra longe o embaraço,
Quando a prece é verdadeira.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/1/2020 à 01h32

 
Ilusionismo na noite

É só uma data, ouvistes?
Pronto, já passou.
Um marco como outro qualquer,
Tudo continua do mesmo jeito,
Menos o zumbido,
Triste ouvido, forte estampido,
Nos ares sobrou.

Do sono acordou,
Ficou sem ação.
Indagou a sua consciência,
Talvez seja um exagero, pensou.
Os feitos desfeitos,
O novo será aceito, um desrespeito,
Essa sua indagação.

Quem é o vilão,
Eu, você ou o tempo,
Não é preciso responder, José,
A mente faz confusão ou Maria,
A noite de ontem, já passou,
Tanto tempo ficou, você esperou,
Ele não fixa o sustento.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/1/2020 à 01h26

 
O que você pensa da vida?

O que penso eu da vida! Creio ser a vida a junção de sucessivas etapas de atos e fatos ocorridos no desenrolar dos nossos caminhares terrenos.

Nesse ínterim, acumulamos vitórias e derrotas, descontentamento e jubilo... não nos permitamos abater por nada. As dificuldades são inerentes ao caminhar e ao tempo percorrido, dentro do nosso círculo vital, concepção, nascimento, vida e morte.

Utilizemos hoje dos nossos descontentamentos e das nossas derrotas passadas, para restaurar e reorganizar a nossa estrada do amanhã, rumo as vitórias e aos júbilos, aqueles, equivocadamente deixados para trás em alguns momentos da nossa vida.

Cada derrota é um aprendizado vivenciado e cada vitória uma consistência a base estrutural, enquanto o círculo da vida humana durar.

Nós podemos superar etapas do tempo na nossa existência. É preciso querer, mas querer muito. Isso demanda vontade e coragem durante a superação. Todo o ser humano pode desenvolver essas características pessoais, uns mais outros menos, mas todos podem.

Lembram da belíssima parábolas dos talentos proferida por Jesus, segundo o evangelho canônico, referenciado por Mateus e Lucas? Pois bem, creio que todos nós somos dotados de talentos diversos. O círculo da vida que nos é concedido, permite o desenvolvimento e aprimoramento desses talentos, cabendo a cada individuo o melhoramento do corpo e do espirito nesse espaço concedido.

Muitos círculos se fecham, sem os seus detentores compreenderem esse processo natural da vida.

Acho lamentável, que tantos deixem a vida, sem gerar nada para si e para os outros, que por certo se beneficiariam dos dividendos, deixados por cada talento que fosse desenvolvido durante a sua estada terrena.

Cuide de si, dos seus, e de toda a possibilidade de praticar algo em favor de si mesmo e daqueles que o cercam, durante todo o seu círculo vital.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/1/2020 à 01h19

 
Vira, que vira

A vida é assim, vivida em etapas, são os dias, as semanas, os meses, os anos, uns após os outros, para não falar das horas, minutos e segundos...

Todo ano ficamos na esperança de dias melhores, de vida menos atribulada, de finanças mais regradas e de certa forma uma vida mais prazerosa, de futuro promissor.

Por vezes ou quase sempre isso não ocorre. Então vem o desânimo, a depressão e a rebeldia às políticas, aos governos entre outros geradores das causas. É lógico que as politicagens e as ideologias tem um percentual altíssimo nesse desmantelamento psicossocial do esperançoso povo.

Pensemos diferente. E se resolvêssemos nós cidadãos e cidadãs, contribuintes, direcionar nossa atenção e empenho para nós mesmos, a sociedade como um todo, exigir nossos direitos ao mesmo tempo em que cumprimos com as nossas obrigações.

Se esquecêssemos um pouco do levar vantagens em tudo, pensando mais na coletividade e no bem estar social, sem o apego ideológico de classes e agremiações. Ou seja, agirmos mais e falar menos. É certo que, muitos falam e nada fazem em prol de si mesmo e dos outros.

Não pelos políticos que ai estão, mas acredito num pais melhor, com mais empregos, mais educação, mais segurança e mais cultura em 2020. Por que não? Nós esperamos isso, nós queremos isso. A voz do povo é o leme que conduz essa nação.

Quando trabalhamos com garra e sabedoria, atingimos metas, alcançamos objetivos e de certo modo, impulsionamos a economia nacional a patamares mais elevados, melhorando de certo modo a qualidade de vida da nossa sociedade.

Agora se você fica falando mal de tudo, criticando os outros e nada fazendo para mudar a situação em que vive, posso assim dizer: amigo, amiga fala sério... progrida, faça o outro progredir, ajude-se e ajude ao outro, logo você verá um pais ressurgir das cinzas, transformando-se num gigante e o seu povo numa nação valorosa, capaz de causar inveja as nações ditas de primeiro mundo.

Não venha me dizer que o nosso pais não tem jeito. É o mesmo que dizer o povo brasileiro é estacionário. Estude o quanto possa, é uma questão de vontade, de querer ser, com esforço único e exclusivamente seu, não espere ajuda de ninguém, vá a luta, deixe de ser coitadinho e passe a ser você mesmo. Induza alguém a essa mesma vontade que vai aflorar de você.

Acredite, ao fazer isso, contribuirás com o desmantelamento da politicagem e da maldita ideologia populista, nos seus diversos seguimentos, que vem assolando os países Sul-americanos, da América Central e alguns países europeus.

O verdadeiro poder está em cada indivíduo e não tão somente em um grupo de desprezíveis homens politiqueiros.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/1/2020 à 01h13

 
Nas linhas das minhas mãos I

Sem demora, ele veio trazendo no bolso
as chaves da noite. Ele era um. E muitos.
Sem saber-lhe do rosto ou da demora,
tornou-se outros que em vão procurei.

Ao revelar-se uno e plural
tornou-se ele o que sempre almejei
aquele que incessantemente eu procurava
em lugares onde nunca estive:

Dentro da cidade dos pássaros
Em meio à relva da arcádia de Pã
Na garganta dos ventos
No topo dos montes sacros.


Pedro mostrou-se outros que encontrei
nos lugares onde não pude habitar:

Nos fios do tecido das roupas
Nas linhas das minhas mãos.


Pedro, aquele que eu buscava.
O que, no íntimo, tento encontrar.


(Do livro Canções de amor )

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Postado por Blog da Mirian
29/12/2019 às 11h32

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